Proteção Civil

Novo presidente da Proteção Civil promete instituição “mais forte e qualificada”

O novo presidente da Proteção Civil, Mourato Nunes, prometeu uma instituição "mais forte e qualificada", avançando que "a grande reforma" não se pode basear "na simples exigência" de mais meios.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O novo presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, tenente-general Mourato Nunes, prometeu esta quinta-feira uma instituição “mais forte e qualificada”, avançando que “a grande reforma” não se pode basear “na simples exigência” de mais meios.

“A grande reforma que é necessária promover no sistema da proteção civil não pode basear-se na simples exigência da afetação de mais meios. O vetor estruturante deve ser a utilização mais racional e inteligente e em rede dos recursos que temos à nossa disposição e, daí, partir para a aquisição do que é prioritário e indispensável para o cumprimento da missão”, disse Mourato Nunes.

Na cerimónia da sua tomada de posse como presidente da ANPC, o antigo comandante-geral da GNR adiantou que espera levar “por diante o projeto de mudança que fará a ANPC uma instituição mais ágil, mais próxima, mais qualificada e mais apta a servir os interesses de Portugal e dos portugueses”.

“Falar de mudança não significa necessariamente que tudo o que existe esteja mal, significa apenas que continuamente é preciso melhorar, apreender, renovar, adaptar, corrigir e, por vezes, até reconstruir para responder com oportunidade e eficácia às questões novas que nos são colocados”, sustentou, defendendo uma instituição forte e coesa.

Para esta reforma, Mourato Nunes sublinhou que “não basta apenas a vontade do comando da Proteção Civil”, sendo “fundamental um apoio concreto do poder político”.

“Em organizações com a dimensão e complexidade organizacional e dispersão de atuação da ANPC, as grandes reformas são feitas com as mudanças certas de pequenas coisas, desde que sejam as coisas certas no tempo certo aquelas que mudamos”, afirmou.

No seu discurso, Mourato Nunes adiantou que a ANPC vai “desenvolver e aprofundar a cultura do rigor, do profissionalismo e da exigência tendo como objetivo a qualidade e a excelência”.

“É um longo caminho que ainda temos que percorrer para enfrentar com pleno sucesso essa grande tragédia que são os incêndios, privilegiando a prevenção e melhorando o combate”, sublinhou.

O novo presidente da ANPC prometeu também uma Proteção Civil “moderna, voltada para o futuro, sem fantasmas, nem preconceitos” para “melhor servir”.

“Perante as dificuldades, ameaças e obstáculos que se colocam ao país no âmbito mais alargado do sistema de proteção civil só uma postura nos é admitida: a superação e desafio de modo a podermos transformar as contrariedades em oportunidades de uma mudança”, disse.

Mourato Nunes afirmou ainda que “de forma sistemática e permanente” a ANPC vai fazer “a avaliação responsável das necessidades” e propor medidas a adotar.

O antigo comandante-geral da GNR Mourato Nunes assume a liderança da ANPC depois de o seu antecessor ter apresentado a demissão e de a Proteção Civil ter sido criticado devido aos incêndios, que este ano provocaram mais de cem mortos e cerca de 500 mil hectares de floresta queimada.

A cerimónia de tomada de posse decorreu no Ministério da Administração Interna.

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