Educação

Assinado protocolo para mudar prova de acesso à especialidade médica

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Um protocolo que vai mudar a prova nacional de acesso à especialidade médica, uma alteração reclamada há décadas, foi assinado sexta-feira entre escolas, médicos, estudantes e o Ministério da Saúde.

TIAGO PETINGA/LUSA

Um protocolo que vai mudar a prova nacional de acesso à especialidade médica, uma alteração reclamada há décadas, foi assinado esta sexta-feira entre escolas, médicos, estudantes e o Ministério da Saúde.

Em causa está o “exame Harrison”, a prova que os médicos têm de realizar para poderem aceder a uma especialidade e que está em vigor há 40 anos, sendo criticado por ser demasiado focado na memorização.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, sublinhou à agência Lusa a importância do momento que, acredita, “vai mudar a medicina em Portugal”.

O protocolo foi assinado por elementos da Ordem dos Médicos, das escolas médicas portuguesas, dos estudantes de medicina e do Ministério da Saúde, representado pelo ministro, o secretário de Estado e Adjunto e a presidente da Administração Central do Sistema de Saúde.

“Finalmente chegou-se a um acordo para se mudar a prova de acesso à especialidade”, disse o bastonário, recordando que há muito que se reclamava uma prova que contemplasse mais o raciocínio clínico, não obstante a importância da memória.

A partir de 2019 os candidatos a especialistas já vão realizar esta prova e no próximo ano a mesma será aplicada a um grupo piloto.

À partida, a prova passará de 100 para 150 perguntas, mas tendo por base histórias clínicas que porão à prova o raciocínio dos candidatos.

“Vai deixar de ser uma prova de cruzes apenas para a memorização, mas vai ter de incluir uma área de raciocínio em todas as áreas”, adiantou Miguel Guimarães.

Caberá agora ao grupo que vai coordenar a prova definir um conjunto de questões práticas, sendo certo que a mesma se baseará num princípio: “A memória é uma peça central de qualquer conhecimento, mas em profissões como a médica, a capacidade de raciocínio clínico é fundamental”, explicou.

O novo exame aproxima-se dos modelos internacionais, como o norte-americano, que inclui 300 perguntas.

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