Venezuela

Governo e oposição venezuelana marcam reunião de diálogo para quarta-feira

Representantes do Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), vão iniciar, na próxima quarta-feira, um novo ciclo de diálogo.

PRENSA MIRAFLORES / HANDOUT/EPA

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  • Agência Lusa
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Representantes do Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), vão iniciar, na próxima quarta-feira, um novo ciclo de diálogo, com uma reunião na República Dominicana.

A data foi confirmada pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, através de uma mensagem na sua conta de Twitter, depois de, na quinta-feira, a oposição anunciar que estava disponível para retomar o diálogo com o Governo, a fim de garantir transparência nas eleições presidenciais de 2018 e recuperar a democracia na Venezuela.

“Confirmo o que foi dito pelo chefe dos porta-vozes da direita Luís Florido. Reafirmo o já asseverado: o diálogo continuará a 15 de novembro na República Dominicana e lá estaremos”, escreveu o ministro venezuelano.

Na Venezuela é frequente os ministros e o próprio Presidente Nicolás Maduro, referirem-se a toda a oposição como sendo de direita, apesar de Luís Florido ser militante do partido de esquerda Vontade Popular e de vários partidos da MUD serem ideologicamente de esquerda.

“Está em preparação um documento conjunto para acordos no âmbito da convivência e da paz que tanto amamos e merecemos”, anunciou o ministro numa outra mensagem.

Jorge Rodríguez referiu-se ainda às novas sanções impostas na quinta-feira pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a dez funcionários do Governo de Caracas, incluindo dois membros da direção do Conselho Nacional Eleitoral.

“Não é por acaso que Donald Trump impôs novas sanções e que a direita venezuelana tenha anunciado a sua disposição para continuar o diálogo. Ao regime supremacista norte-americano o que menos lhe convém é que se consolide a paz na Venezuela”, disse.

A MUD, anunciou, na quinta-feira, que estava na disposição de retomar o diálogo “sério” com o regime do Presidente Nicolás Maduro.

O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional (parlamento, onde a oposição é maioritária), Júlio Borges, durante numa conferência de imprensa em Caracas, em que participou também o presidente da Comissão de Política Exterior do parlamento, Luís Florido.

Segundo a oposição, o diálogo teria que contar com a presença de observadores de pelo menos seis países e teria como propósito conseguir garantias de transparência para as eleições presidenciais de 2018 e ainda a intenção de “conseguir restituir a democracia à Venezuela”.

Segundo Luís Florido “é a primeira vez” que haverá um processo de negociação internacional, com presença de alguns países membros do Grupo de Lima (composto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru).

No passado dia 26 de setembro a oposição deu por terminado um processo de diálogo iniciado a 13 de setembro, na República Dominicana, por considerar que não estavam reunidas as condições para continuar a dialogar.

Segundo a oposição havia “pré-requisitos” que o regime do Presidente Nicolás Maduro deveria cumprir, em questões de “direitos humanos” e no campo eleitoral que não estavam a ser respeitados.

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