Colômbia

Narcoturismo. Como a mansão de Pablo Escobar se transformou num monumento

A casa onde viveu Pablo Escobar, em Medellín, na Colômbia, é hoje uma atração turística gerida pelo irmão do traficante, Roberto Escobar, e faz parte da rota do narcoturismo no país.

AFP/Getty Images

Mais de vinte anos depois da morte do célebre traficante de droga Pablo Escobar, a sua mansão em El Poblado, na Colômbia, transformou-se num monumento turístico. É o centro do narcoturismo, e é gerido diretamente por Roberto Escobar — ou Osito –, o irmão do Pablo Escobar, como conta uma reportagem do jornal espanhol El Mundo, em Medellín, cidade colombiana.

Os turistas chegam às centenas. Séries como Narcos ou El Patrón del Mal atraem visitantes de todo o mundo à mansão de Escobar e ao cemitério onde o traficante foi sepultado. Câmaras de segurança e portas blindadas fazem lembrar os tempos em que aquela casa era o centro do tráfico de droga mundial. Os visitantes — que apenas têm acesso com marcação prévia que não é fácil de obter — são recebidos por Roberto Escobar, que transformou a mansão num verdadeiro museu.

A casa do barão da droga Pablo Escobar que virou hotel de luxo

Os objetos usados por Escobar, as fotografias, os carros, as roupas. Tudo pode ser visto ali e recordado na primeira pessoa pelo irmão do traficante, que deixa duras críticas às séries que retratam a vida de Pablo Escobar. “Não foi a polícia que o matou, ele suicidou-se. Perseguiam-no porque ele se meteu em política e na série Narcos é tudo inventado“, assevera Roberto, citado pela reportagem do El Mundo.

Roberto está, aliás, a meio de um processo contra a série Narcos, e exige mil milhões de dólares por não ter autorizado a utilização do legado do irmão. Isto porque Roberto registou os direitos de imagem do irmão sob a designação Escobar Inc., em 2014.

A casa onde morreu Pablo Escobar: em Medellin, não gostam da fama que ganhou o patrón

Durante a visita, descreve o repórter do El Mundo, Roberto mostra as várias partes da casa e conta histórias, à medida que recusa os relatos habituais sobre a vida do irmão. Quando há grupos mais pequenos, diz aos visitantes que tirem fotografias nas várias divisões. No final, ainda tenta vender alguns souvenirs: cópias de fotografias e livros que, segundo Roberto, são os que contam a história do irmão de forma verdadeira.

Mas o narcoturismo não se fica pela casa de Pablo Escobar. Outras pequenas empresas tentam lucrar organizando visitas guiadas ao Edifício Mónaco (um hotel que Escobar transformou numa casa), à prisão da Catedral (uma prisão de luxo construída pelo próprio Escobar no meio das montanhas para se auto-exilar na sequência de um acordo com o Governo para evitar a extradição) e ao cemitério Montesacro, onde está sepultado.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Comportamento

A esperança é o café da manhã

Laurinda Alves

O que nos faz agir e transcender em cada dia é a esperança de que alguma coisa se componha, de encontrar sentido para a vida, de evoluir, de perceber mais. E temos esperança pela certeza do inesperado

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site