Seleção Nacional

Seleção. A segunda vida de Manuel Fernandes e a nova vida de Gonçalo Guedes

Fernando Santos admitiu no final do triunfo com a Arábia Saudita que ficou com mais dúvidas nas suas escolhas. E percebe-se porquê: Manuel Fernandes e Gonçalo Guedes "mostraram-se" para o Mundial.

Gonçalo Guedes e Manuel Fernandes, ao centro, foram duas boas surpresas para Fernando Santos em Viseu

AFP/Getty Images

“Dúvidas? Cada vez tenho mais. Qualidade não falta à equipa, há que encontrar o equilíbrio certo. Os jogadores estão a crescer. Aqui não há tempo para treinar mas houve compromisso”, atirou Fernando Santos numa inédita flash interview conjunta entre RTP, SIC e TVI no final do encontro.

Naquele seu jeito muito frontal, o selecionador campeão europeu mostrou-se satisfeito com a resposta que a equipa deu frente à Arábia Saudita, não só pelo resultado mas também pela exibição. “A equipa teve a atitude correta, na transição e a defender esteve sempre forte. Houve bons envolvimentos ofensivos na primeira parte mas tivemos alguns problemas na zona de finalização. Concretizámos melhor na segunda. Foi um jogo bem conseguido”, referiu. E percebe-se o porquê dessas novas boas “dores de cabeça”.

Regressado à Seleção cinco anos depois, Manuel Fernandes, aquele miúdo que saiu do Benfica há 11 anos para a Premier League (Portsmouth e Everton) com a alcunha do Manélélé, em alusão ao médio francês Makélélé que brilhava no Real Madrid como ponto de equilíbrio dos galácticos, mostrou que está a ter uma segunda vida na Rússia, ao serviço do Lokomotiv Moscovo: durante o primeiro tempo, encheu o campo, voltou a demonstrar a capacidade de aparecer em zonas de finalização e conseguiu até inaugurar o marcador.

Também Gonçalo Guedes, o jogador da moda na Liga espanhola ao serviço do Valencia, mostrou uma nova vida onde, na posição onde fez toda a formação (a cair nas alas mas sempre a partir do corredor central como avançado e não o inverso), consegue marcar e assistir, como fez diante do conjunto asiático. E, tendo em conta as suas características e a forma como Portugal se apresenta em termos táticos, provou que é uma aposta válida na corrida aos 23 convocados para o Campeonato do Mundo da Rússia.

Além da dupla formada nos encarnados em diferentes gerações, Kévin Rodrigues, jovem luso-francês da Real Sociedade, cumpriu sem deslumbrar na estreia pela Seleção A como lateral esquerdo, ao passo que Ricardo Pereira deu continuidade ao excelente momento que atravessa no FC Porto. E ainda há Edgar Ié, Bruno Fernandes ou Bruma, jogadores que mereceram também a primeira chamada à equipa principal das “quinas”.

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