Opel

Queridos inimigos: Opel pode avançar para os EUA (contra a GM)

Apresentado o plano de reestruturação definido pela PSA, a Opel prepara agora uma ofensiva rumo a novos mercados. Entre os quais poderão estar os EUA – precisamente, a pátria da General Motors.

O CEO da Opel, Michael Lohscheller, diz acreditar que, livre do jugo da General Motors, a Opel tem finalmente condições para se tornar uma marca global

Autor
  • Francisco António

Outrora propriedade da General Motors (GM), a Opel estava impedida, pelo então dono, de entrar em alguns mercados estratégicos para o fabricante norte-americano. Algo que, com a transferência de propriedade para a francesa PSA, acabou. Ora, da estratégia de reestruturação da Opel faz parte, precisamente, a entrada em força em novos mercados. De entre os quais não estão excluídos os EUA – nada mais, nada menos que o mercado por excelência da GM!

Segundo avança a Automotive News Europe, neste esforço de globalização, a marca do relâmpago pode vir a reforçar a presença e as fábricas que a PSA já possui em mercados como a Rússia ou o Irão, para aí passar a construir e a comercializar os seus modelos. Reforçando igualmente a presença em mercados como a China.

A garantia desta ofensiva internacional foi assumida pelo CEO da Opel. Na apresentação do plano de reestruturação da marca, na passada quinta-feira, Michael Lohscheller desabafou: “A Opel vai, finalmente, ser uma marca global.” Precisando que, entre os mais de 20 novos mercados que o fabricante pretende abarcar até 2022, estão países como a Argentina, a Arábia Saudita e Taiwan, entre outros. Sendo que a China e o Brasil poderão vir, também, a fazer parte deste lote.

No entanto, os responsáveis máximos da Opel recusaram-se a confirmar que o mercado norte-americano se trata de um alvo a atingir. “Já nada impede que isso possa vir a acontecer”, limitou-se a reconhecer o líder da comissão de trabalhadores da Opel, Wolfgang Schaefer-Klug.

Aliás, a própria PSA tem entre os seus objectivos regressar em breve ao mercado norte-americano, tendo mesmo nomeado o antigo executivo da Nissan, Larry Dominique, para liderar o projeto, enquanto vice-presidente sénior na PSA América do Norte.

Quanto à Opel, já tem, ou teve, uma presença na China e na Rússia. No caso chinês, de forma residual, com vendas que neste momento não chegam às 5.000 unidades, ao passo que, no mercado russo, sem qualquer venda desde 2015, devido à decisão então tomada pela GM de abandonar o país.

Entretanto, a marca alemã deverá deixar também de importar carros para a Europa das fábricas da GM na Coreia do Sul, numa decisão que visa ajudar as suas fábricas europeias a atingirem o máximo da sua capacidade de produção, para que não corram o risco de encerrar. Recorde-se que a Opel produzia o citadino Opel Karl/Vauxhall Viva, modelo irmão do Chevrolet Spark, precisamente nas fábricas do gigante norte-americano, em solo sul-coreano.

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