Catalunha

Extrema-esquerda concorre a eleições na Catalunha com lista própria

Os independentistas da CUP decidem concorrer às eleições de dezembro com uma candidatura "de rutura, independentista e das esquerdas". De fora ficou a exigência de amnistia para os ex-ministros.

Anna Gabriel, porta-voz da CUP no parlamento catalão

David Ramos/Getty Images

O partido catalão de extrema-esquerda Candidatura de Unidade Popular (CUP), independentista, decidiu este domingo, em assembleia geral, que concorrerá às eleições de 21 de dezembro com uma lista própria. A decisão foi aprovada com uma votação retumbante de 91,6% a favor da apresentação de uma lista. Ou seja, a CUP, ao contrário do que tinha chegado a ponderar, quer apresentar-se a eleições, embora as considere “ilegítimas”.

Os pormenores dessa candidatura foram determinados através da votação de três moções diferentes: a escolhida, com 64% dos votos, prevê a apresentação de “uma candidatura o mais ampla possível, claramente de rutura, independentista e das esquerdas”. De fora ficaram outras opções, como a decisão de concorrer mas recusar à partida fazer parte de qualquer governo ou a de exigir a “amnistia e libertação dos presos políticos”. Estes textos foram preteridos a favor da opção “mais ampla possível”.

A CUP, que apoiou no parlamento regional catalão o governo do Juntos Pelo Sim de Carles Puigdemont (composto pelo PDeCat e pela ERC), foi o último destes partidos independentistas a pronunciar-se sobre a ida às urnas de 21 de dezembro, marcadas pelo Governo central de Madrid.

A recente sondagem feita para o jornal La Vanguardia pela GAD3 dá à CUP uma votação de 6,3% nas eleições autonómicas, conquistando entre 7 e 8 deputados. Em 2015, aquando das últimas eleições, o partido de extrema-esquerda reuniu 8,2% dos votos e conseguiu 10 lugares no parlamento regional.

Com aquele resultado em 2015, a CUP ficou com as chaves de uma maioria independentista nas mãos, tendo imposto como condição para aprovar um governo do Juntos Pelo Sim o afastamento de Artur Mas da liderança. O impasse terminou a horas do prazo limite para serem convocadas novas eleições, quando Artur Mas decidiu afastar-se e abriu caminho para Carles Puigdemont, então autarca em Girona, lhe suceder no cargo de presidente da Generalitat.

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