Web Summit

Medina não sabia do jantar da Web Summit no Panteão: “Acha que um presidente sabe tudo o que se passa na sua cidade?”

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"A senhora sabia?", perguntou o presidente da Câmara de Lisboa -- que discorda da realização do jantar. A jornalista respondeu: "Mas eu não giro a capital". E Medina: "Eu não giro o Panteão".

O Panteão Nacional foi o local escolhido para o jantar que marca o final da Web Summit

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina disse esta segunda-feira em declarações à SIC que não sabia da realização do jantar da Web Summit no Panteão Nacional e que não concorda com “utilização” do Panteão para este tipo de eventos.

Acho que concordo com a posição do governo. O Panteão não devia ter essa utilização. O Governo vai tomar medidas. Concordo com eles”, disse o presidente da Câmara de Lisboa.

Questionado sobre se tinha tido conhecimento do jantar, Medina respondeu com uma questão à jornalista: “A senhora sabia?”. A jornalista respondeu: “Mas eu não giro a capital”. E Medina: “E eu não giro o Panteão”. Confrontado com o facto de o Panteão Nacional se situar na sua autarquia, Medina respondeu: “Mas acha que um presidente de Câmara sabe tudo o que se passa na sua cidade?”.

Fernando Medina disse que também não teve conhecimento de jantares anteriores ao da Web Summit realizados no mesmo local: “Não, não sabia. Nunca tive nenhuma informação sobre o assunto”.

O jantar exclusivo da Web Summit foi no Panteão Nacional

O Panteão Nacional foi o local escolhido para o jantar que marca o final da Web Summit — a Founders Summit — com os principais fundadores de empresas que estiveram na conferência. Desde então, já muita polémica surgiu à volta do assunto (e reações nas redes sociais). Paddy Cosgrave, fundador da Web Summit, numa mensagem publicada no Twitter, disse que o jantar no Panteão Nacional foi organizado “de acordo com as regras” e que não quis ofender os portugueses. Já o primeiro-ministro António Costa disse que a utilização do Panteão para o jantar foi “absolutamente indigna do respeito devido à memória dos que aí honramos”.

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