Wall Street

Wall Street fecha em baixa com incertezas ligadas à reforma fiscal de Donald Trump

A bolsa de Nova Iorque fechou em baixa, afetada pela incerteza em relação à reforma fiscal de Donald Trump. A aprovação da lei até ao final do ano está a tornar-se improvável.

JEFF ZELEVANSKY/EPA

A bolsa nova-iorquina encerrou esta terça-feira em baixa, com os investidores afetados pelas incertezas relativas aos prazos sobre a aprovação da reforma fiscal norte-americana, que se encontra em discussão no Senado.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,13% (30,23 pontos), para as 23.409,47 unidades, e o Nasdaq 0,29% (19,72), para as 6.737,87. Da mesma forma, o S&P500 recuou 0,23% (5,97), para os 2.578,87 pontos.

Prometida por Donald Trump, a aprovação da lei de reforma fiscal antes do final do ano anuncia-se como algo difícil.

Enquanto a Câmara dos Representantes deve adotar a sua versão do texto na quinta-feira, os senadores vão debater durante a semana as arbitragens orçamentais indispensáveis a uma votação por maioria simples, com os republicanos a desejarem não ter de depender dos votos dos democratas.

“Devemos aprovar a reforma fiscal este ano”, assegurou esta terça-feira Gary Cohn, o conselheiro económico de Donald Trump, em entrevista ao Wall Street Journal.

“Parece difícil que um voto dos senadores ocorra antes do Dia de Ação de Graças” (23 de novembro), observou Peter Cardillo, da First Standard Financial. “Depois, um texto comum às duas câmaras do Congresso terá de adotado até ao final do ano. De outra forma, vai ser preciso esperar por 2018, o que se arrisca a ser castigado pelos investidores”, previu.

Várias medidas estão em apreciação, além do potencial adiamento por um ano da descida da taxa de imposição sobre as empresas de 35% para 20%, como a supressão de uma disposição da lei de acesso aos cuidados de saúde, aprovada na anterior Presidência, de Barack Obama, a designada ObamaCare, que permitiria um corte de 300 mil milhões de dólares em 10 anos, ou uma descida menos ambiciosa da taxa sobre as empresas, para 21%.

Outra fonte de inquietação para os investidores foi a divulgação da produção industrial chinesa em outubro, que cresceu 6,2%, abaixo dos 6,3% esperados pelos analistas ouvidos pela agência Bloomberg, e depois de uma expansão de 6,6% em setembro.

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