Ministério da Cultura

Eventos em monumentos nacionais vão ficar mais caros

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O ministro da Cultura considera que três mil euros cobrados para um jantar no Panteão são "um absurdo", disse ao Expresso. Jerónimos e Mosteiro da Batalha ficarão inacessíveis.

MÁRIO CRUZ/LUSA

O Ministério da Cultura vai rever a tabela de preços aplicada nos eventos realizados em monumentos. Depois de o jantar à margem da Web Summit na nave central do Panteão Nacional ter provocado polémica — com o próprio primeiro-ministro a considerar o evento “indigno” da simbologia daquele espaço –, o ministro Luís Filipe Castro Mendes anunciou, em entrevista ao semanário Expresso, que vai excluir os panteões da lista de monumentos disponíveis para aluguer.

Na semana em que se soube que desde 2002 já houve dez jantares realizados no Panteão Nacional — e que três desses jantares aconteceram já este ano –, o ministro vem dizer que o preço cobrado por um evento neste espaço é “um absurdo” e deixa a garantia que as tabelas vão ser alteradas. “A tabela de alugueres existente é muito baixa e vamos subi-la”, diz Castro Mendes ao Expresso.

O governante deixa ainda a garantia de que haverá edifícios excluídos da lista de monumentos em que se podem organizar eventos lúdicos:

Vamos já determinar que os três panteões nacionais [ainda os Jerónimos e o Mosteiro da Batalha] sejam vedados a utilizações festivas, qualquer serviço de refeições ou de catering, não excluindo, no entanto, um ato cultural ou uma homenagem a uma grande figura nacional”, diz o ministro.

Estes eventos representam um encaixe de cerca de meio milhão de euros para um ministério com um orçamento de 22,4 milhões previstos para o próximo ano. “Meio milhão de euros no orçamento da Cultura é relevante”, diz Castro Mendes, que confessa não sentir incómodo com a realização de eventos em monumentos nacionais: “O aluguer de espaços de património feito, evidentemente, com racionalidade, com bom senso e em termos normais, com boa vigilância e o devido cuidado, não me choca.”

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PS

Candura a mais é pecado

Luís Aguiar-Conraria
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A tradição socialista é isto, não conseguir distinguir a ética da lei. São incontáveis os governantes que, depois de o terem sido, foram trabalhar para as grandes empresas do sector energético.

IPSS

Raríssimos políticos

Maria João Marques
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Perante tudo isto, qual a reação à esquerda? As do costume. João Galamba (palmas para a falta de originalidade) tentou colocar a culpa em cima do ministro da segurança social do governo anterior.

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