António Costa

Costa na Tunísia com mensagens contra o terrorismo em apoio da transição democrática

O primeiro-ministro transmitiu mensagens de empenhamento de Portugal na prevenção e combate ao terrorismo e manifestou um claro apoio ao processo de consolidação democrática da Tunísia.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O primeiro-ministro transmitiu esta segunda-feira mensagens de empenhamento de Portugal na prevenção e combate ao terrorismo e manifestou um claro apoio ao processo de consolidação democrática da Tunísia, país que considerou exemplar no mundo árabe.

Estas palavras foram proferidas no final da 4.ª Cimeira Luso-Tunisina, em Tunes, depois de os dois governos terem assinado quatro acordos de cooperação nos domínios da Proteção Civil, dos Transportes, do Emprego e Formação Profissional e do Ensino Superior e Investigação Científica.

“Não somos só bons vizinhos da Tunísia. Somos, em cada dia que passa, amigos mais fortes da Tunísia”, declarou o primeiro-ministro português no final da cimeira, tendo ao lado o seu homólogo tunisino, Youssef Chahed.

Youssef Chabed tinha momentos antes traçado paralelismo entre a evolução histórica portuguesa e tunisina das últimas décadas, dizendo que os dois países viveram “longos períodos sob ditaduras, mas souberam consolidar os seus regimes democráticos”.

António Costa retribuiu, dizendo não poder deixar passar a oportunidade para “sublinhar a enorme admiração que os portugueses possuem pela forma como se processou a transição democrática na Tunísia”.

“Este país simboliza de uma forma especial o sucesso da transição democrática no mundo árabe. Estou certo de que estes passos dados nesta cimeira contribuirão para consolidar o processo de transição democrática [na Tunísia] e para reforçar as relações entre os dois países”, declarou o primeiro-ministro português.

De acordo com António Costa, Portugal e a Tunísia estão a desenvolver forma de cooperação em domínios como a segurança, prevenção da radicalização e combate ao terrorismo.

“É uma ameaça global que exige cooperação muito estreita entre os diferentes países, em especial entre aqueles que têm o Mediterrâneo como uma ponte entre si”, frisou.

A Tunísia sofreu três ataques terroristas em 2015: No Museu Bardo, onde morreram 22 pessoas; num hotel à beira praia, que resultou em 38 mortos; e no centro da capital a um autocarro que transportavam guardas presidenciais, que causou 12 mortos.

Estes três ataques foram reivindicados pelo grupo radical que se designa Estado Islâmico.

Em relação aos domínios de cooperação prioritária já concretizados com a Tunísia, António Costa destacou as áreas da Proteção Civil, dos Transportes e Formação Profissional, mas também as do Ensino Superior e da Investigação Científica.

“A constituição de uma associação de amizade entre Portugal e a Tunísia, bem como a criação de uma Câmara do Comércio Luso-tunisina simbolizam a força e a importância que as nossas sociedades civis atribuem ao relacionamento entre os nossos países”, sustentou.

No plano económico, o primeiro-ministro português apontou que Portugal tem “sucessivamente aumentado as suas exportações e investimentos na Tunísia”.

“E Portugal é um dos poucos países europeus que tem investimento tunisino. Além do nível bilateral, queremos reforçar as nossas relações também ao nível da União Europeia”, acrescentou.

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