Livros

Livro vencedor do Prémio LeYa deste ano é hoje publicado

"Os Loucos da Rua Mazur", de João Pinto Coelho, é publicado hoje. A obra, que se passa em Paris no ano de 2001, venceu o Prémio LeYa a 20 de outubro.

Lusa

Autor
  • Agência Lusa

O livro “Os Loucos da Rua Mazur”, de João Pinto Coelho, romance que venceu o Prémio de Literatura LeYa deste ano, é publicado hoje. Quando foi conhecido o vencedor, no passado dia 20 de outubro, o presidente do júri, Manuel Alegre, afirmou que “Os Loucos da Rua Mazur” é um romance “bem estruturado, bem escrito, que capta a atenção quer pelo tema, quer pela construção em tempos paralelos”.

Um livro que “não cede ao facilitismo do romance histórico, embora a História seja parte da ação e nos apresente uma visão inédita da tragédia resultante das invasões russa e nazi da Polónia”, segundo a ata do júri do galardão.

O júri elogiou “as qualidades de efabulação e verosimilhança em episódios de violência brutal com motivações ideológico-políticas e étnico-religiosas” deste romance inédito de João Pinto Coelho.

Sobre o romance, antecipa o grupo LeYa: “Paris, 2001. Yankel — um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama — recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram — e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk — hoje um escritor famoso — está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir”.

Para escrever este livro, “precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira”. “Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne — a editora que não diz tudo o que sabe –, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era”, acrescentou a editora.

João Pinto Coelho nasceu em Londres há 50 anos e é licenciado em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa. Em 2009 e 2011 participou em ações do Conselho da Europa, em Auschwitz, na Polónia, tendo juntado alunos portugueses e polacos no projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich”.

Para escrever este romance, o escritor baseou-se no trabalho de investigação que desenvolve há vários anos sobre o Holocausto para mostrar “que os perpetradores não foram apenas os alemães, mas sim outros atores, os chamados atores improváveis”.

“Eu ando a fazer investigação sobre o Holocausto há cerca de 30 anos, sobretudo com mais intensidade nos últimos dez ou 12, e isso resultou neste livro. Eu sempre pensei que se um dia viesse a escrever um livro, seria sobre este tema, e veio a acontecer assim”, contou em entrevista à agência Lusa.

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