Polícia

Associação Sindical dos Polícias sem informação sobre descongelamento das carreiras

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia saiu da reunião com o ministro da Administração Interna sem saber como será feito o descongelamento das carreiras dos polícias.

Rui Minderico/LUSA

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia saiu esta sexta-feira da reunião com o ministro da Administração Interna sem saber como será feito o descongelamento das carreiras dos polícias, mas com a expectativa de que será encontrada uma solução.

No final de uma reunião com Eduardo Cabrita, o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse aos jornalistas que o ministro pediu à direção nacional da Polícia de Segurança Pública dados sobre o número de polícias que reúnem as condições para progredir ao nível dos índices das carreiras.

O presidente do maior sindicato da PSP adiantou que se está agora à espera de “uma resposta concreta” sobre o descongelamento das carreiras dos polícias em 2018.

“Há elementos de facto que vão progredir mais do que outros. Há polícias que foram promovidos ao nível das categorias e não vão progredir da mesma forma. Há várias situações diferentes e esses dados são importantes para se poder dar uma resposta concreta a esta situação”, afirmou.

O sindicalista sustentou que a ASPP saiu desta reunião “com a expectativa” de que o ministro está “disponível para encontrar uma solução depois de ter os dados”.

“Não ficou nada garantido, vamos esperar que o ministro tenha os dados e, a partir daí, estamos disponíveis para negociar”, disse, referindo que não há um prazo para uma próxima reunião, estando dependente de que se faça uma leitura dos números.

No entanto, Paulo Rodrigues sublinhou que os polícias “não vão abdicar” que seja contabilizado o tempo em que as carreiras estiveram congeladas, entre 2011 e 2017.

“Temos um problema muito semelhante a outros setores. Se houver descongelamento, queremos que aquele tempo não se perca. É isso que nós vamos exigir e foi isso que dizemos hoje ao ministro”, frisou.

Nesta primeira reunião com o ministro da Administração Interna, os representantes da ASPP pediram também para que seja “rapidamente resolvido” os atrasos nos concursos para agente-coordenador e chefe-coordenador.

“Estamos a falar de concursos que deviam ter terminado em 2016 e só vão terminar agora”, disse Paulo Rodrigues, defendendo que em 2018 estes concursos sejam feitos com um novo modelo e com um maior número de vagas.

O ministro da Administração Interna reúne-se ao longo da tarde de hoje, pela primeira vez, com representantes de três sindicatos da PSP, um do SEF e uma associação da GNR, sendo o desbloqueamento das carreiras o assunto em destaque na reunião.

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