Fotojornalismo

Um ano num mês, a cada dia uma imagem. Veja 2017 em 31 fotografias

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O Observador vai publicar, por ordem cronológica, ao longo de todos os dias do mês de dezembro, uma fotografia marcante do ano de 2017, em Portugal e no mundo.

AFP/Getty Images

  • Erro monumental na entrega dos Óscares, a 27 de fevereiro de 2017

    O ator dos norte americano, Warren Beatty, mostra o cartão onde se lê que o melhor filme é ‘Moonlight’, o cartão certo. (FOTO: MARK RALSTON/AFP/GETTY IMAGES)

    O que só acontece nos piores pesadelos de um apresentador, aconteceu mesmo em pleno Dolby Theatre, debaixo dos olhares de meio mundo: no momento mais esperado da noite, a dupla de apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway (Bonnie and Clyde) recebeu o envelope vermelho que teria o nome do Melhor Filme do ano. Warren Beatty abriu o envelope, hesitou por instantes, estranhou o que leu, ainda procurou um segundo papel dentro do mesmo envelope, mas lá disse: “O Óscar de Melhor Filme vai para…” e, como combinado, passou a batata quente a Faye Dunaway, suplicando em silêncio por ajuda. Mas à hesitação de Clyde, Bonnie respondeu com certezas: “La La Land!!!”

    Estava consagrada a vitória do musical de Damien Chazelle. Só que não. Já depois de toda a equipa ter subido ao palco e começado os agradecimentos é que o erro se desfez. Com a confusão instalada, e membros da organização a circular para trás e para a frente com um segundo envelope nas mãos, foi preciso um dos produtores de La La Land, Jordan Horowitz, interromper as comemorações e dizer: “O vencedor é Moonlight. Não estou a brincar, o Óscar é vosso”. E foi assim que o Óscar mais esperado da noite foi literalmente arrancado das mãos de La La Land e passado para as mãos de Moonlight, o drama realizado por Berry Jenkins.

    As reações dos, afinal, derrotados, foram do riso às (quase) lágrimas.

  • Tomada de posse de Donald Trump, a dia 20 de janeiro de 2017

    Donald Trump instantes antes de entrar para o exterior do Capitólio, local onde iria ocorrer a cerimónia oficial de tomada de posse como novo presidente dos EUA. (FOTO: WIN MCNAMEE/GETTY IMAGES)

    Donald Trump tomou posse como 45.º Presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro de 2017. Prestou juramento às 12:00 locais (17:00 em Lisboa), sucedendo no cargo a Barack Obama, que estava presente na cerimónia.

    Trump prestou juramento sob duas Bíblias – a sua, oferecida pela sua mãe, e a que o ex-Presidente Abraham Lincoln usou na sua posse, há 150 anos – seguradas pela sua mulher, Melania, e rodeado pelos cinco filhos.

    Donald Trump e a sua mulher Melania tomaram chá com o ainda casal presidencial em funções, Barack e Michelle Obama, num dos salões da Casa Branca, antes de o Presidente eleito prestar juramento numa cerimónia pública junto do Capitólio, sede do Congresso norte-americano, em Washington.

    Momentos antes deste encontro, Obama entrou pela última vez na Sala Oval, o gabinete presidencial.

    Mas no discurso de Trump nada mudou: o discurso inaugural de Donald Trump como novo Presidente americano podia ter sido feito durante a campanha eleitoral. Mais uma vez, Trump assumiu-se como representante dos cidadãos americanos contra as elites políticas e económicas. “A cerimónia de hoje tem um significado muito especial, porque hoje não estamos apenas a transferir o poder de uma administração para a outra, ou de um partido para o outro. Estamos a transferir o poder de Washington, D.C., e a dá-lo a vocês, o povo”. Aliás, Trump voltou a repetir a mesmíssima frase que usou na noite 8 de novembro, quando ganhou as eleições: “Os homens e mulheres esquecidos nunca mais vão ser esquecidos”.

  • Morte de Mário Soares, antigo Presidente da República, no dia 7 de janeiro de 2017

    Passagem da charrete com o corpo de Mário Soares na Av. 24 de Julho, em Lisboa. (FOTO: JOÃO PORFÍRIO)

    Mário Soares morreu no dia 7 de janeiro de 2017 no Hospital da Cruz Vermelha, onde estava internado desde a madrugada de 13 de dezembro. Estava acamado há vários dias, em casa, quando sofreu um “agravamento do seu estado geral” de saúde que obrigou ao internamento na unidade de cuidados intensivos.

    O ex-Presidente da República foi mantido sob “intensa vigilância médica” e sujeito a “exames de avaliação de funções e órgãos” que não revelaram “agravamentos nos parâmetros”.

    Nos dias seguintes, Soares continuou com “prognóstico reservado”, mas a “situação crítica” com que chegou ao hospital foi dando lugar a uma melhoria da sua condição clínica, até à véspera de Natal. No dia 23, quando apresentava uma “estabilidade da situação clínica”, Soares foi transferido dos cuidados intensivos para a unidade de internamento em regime reservado.

    Mas essa fase durou apenas 24 horas.

    Na véspera de Natal, sábado, o ex-Presidente da República voltou aos cuidados intensivos, com uma avaliação “crítica” do seu estado de saúde.

    Acabaria de morrer pouco mais de uma semana depois.

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