UNESCO

Classificação dos “Bonecos de Estremoz” pela UNESCO adiada para quinta-feira

A decisão da classificação dos Bonecos de Estremoz como Património Imaterial da UNESCO foi adiada, devendo acontecer quinta-feira. A arte de caráter popular tem mais de 300 anos de história.

NUNO VEIGA/LUSA

A decisão da classificação dos Bonecos de Estremoz, na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, foi adiada, devendo ocorrer quinta-feira, na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul.

A classificação da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”, vulgarmente conhecida como “Bonecos de Estremoz”, foi adiada na sequência das sucessivas discussões em redor de outras candidaturas que mereceram, por parte dos participantes naquela reunião que decorre até sábado, um debate mais aprofundado.

Dos 49 dossiers apresentados na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), resultaram 35 candidaturas, tendo sido várias chumbadas e só nove estão em votação, entre as quais a candidatura portuguesa.

A ser aprovada a candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora, será o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A candidatura teve como responsável técnico o diretor do Museu Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro.

Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, os chamados bonecos de Estremoz constituem uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história.

A arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado, efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem, pelo menos, no século XVII.

Em Estremoz, trabalham atualmente nesta arte emblemática Afonso e Matilde Ginja, Célia Freitas, Duarte Catela, Fátima Estróia, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge da Conceição, Miguel Gomes e Ricardo Fonseca.

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