Lisboa

Absolvida proprietária de lar de Lisboa julgada por maus-tratos a idosos

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De acordo com a acusação do Ministério Público, os idosos apresentavam "insuficiência de cuidados assistenciais de enfermagem e de vigilância" e estavam "subnutridos".

MÁRIO CRUZ/LUSA

A proprietária de um lar de terceira idade em Lisboa acusada pelo Ministério Público (MP) de maus-tratos sobre 10 idosos, que se encontravam internados na instituição, foi esta quinta-feira absolvida.

Segundo a acusação, os idosos viviam sob “insuficiência de cuidados assistenciais de enfermagem e de vigilância” e estavam “subnutridos”, além de a responsável pelo lar ordenar às funcionárias que dessem banho aos utentes “com vinagre, detergente da loiça ou lixívia”.

Nas alegações finais, que decorreram a 14 de setembro, a procuradora do MP defendeu a condenação da arguida, sem, no entanto, quantificar a pena, tendo os advogados Paulo Graça e Paula Roque pedido a absolvição da cliente.

Na primeira sessão do julgamento, que arrancou a 3 de fevereiro de 2016, a proprietária do lar, à data com 66 anos, negou, ao coletivo de juízes presidido por Flávia Santana, os maus-tratos relatados na acusação, acrescentando que o processo teve origem “em questões de dinheiro” e que foi levantado por uma funcionária.

O lar de idosos A Luz dos Pastorinhos, que estava licenciado e recebia utentes encaminhados por instituições de solidariedade, tinha 24 utentes em janeiro de 2012, que pagavam à instituição uma mensalidade que variava entre 1.535 e 1.750 euros.

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