Festivais de Cinema

“Fátima”, de João Canijo, selecionado para Festival de Cinema de Roterdão

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O filme de João Canijo foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Holanda. É o regresso do realizador ao evento, trinta anos depois de "Três menos eu".

Tiago Petinga/LUSA

O filme “Fátima”, de João Canijo, fará a estreia internacional em janeiro no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Holanda, revelou esta terça-feira a Midas Filmes.

João Canijo apresentará “Fátima” na secção “Voices”, ao lado de filmes como “The shape of water”, de Guillermo del Toro, “Outrage Coda”, de Takeshi Kitano, “Western”, de Valeska Grisebach, “Gangway to a Future”, de René Hazekamp, e “Anna’s War”, de Alexey Fedorchenko.

Este será um regresso de João Canijo ao Festival de Roterdão, trinta anos depois de aí ter apresentado, na abertura oficial, o primeiro filme, “Três menos eu”, de 1988.

A 47.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão decorrerá de 24 de janeiro a 4 de fevereiro, e a programação completa será apresentada a 17 de janeiro.

“Fátima”, que já teve estreia comercial em Portugal e foi visto por cerca de 25 mil espectadores, é uma ficção que acompanha um grupo de mulheres de uma aldeia de Trás-os-Montes, em peregrinação até ao santuário de Fátima.

A peregrinação mais longa até Fátima, com mais de 400 quilómetros, parte precisamente de Vinhais, a aldeia onde um grupo de 11 atrizes portuguesas viveu durante o trabalho de preparação e rodagem para o filme de João Canijo.

O pretexto para João Canijo explorar a relação de convivência entre mulheres acabou por ser a peregrinação a Fátima, que as 11 atrizes – e o próprio realizador – experimentaram no processo criativo e que simularam depois na rodagem.

Em “Fátima” entram as atrizes Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Vera Barreto, Teresa Madruga, Ana Bustorff, Teresa Tavares, Alexandra Rosa, Íris Macedo, Sara Norte e Márcia Breia.

Apesar de ter uma base documental, o filme é fruto de uma encenação. “Foi tudo absolutamente estudado. (…) Portanto, confunde-se, como em tudo, a personagem com a ‘persona’, mas isso é sempre assim. Os atores nunca saem de si próprios, não se transformam em mais ninguém. E essa confusão também me agrada bastante”, afirmou o realizador à agência Lusa, aquando da estreia comercial.

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