Instituto Nacional Estatística

Portugal é país da UE com maior aumento de adultos a falar línguas estrangeiras

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70% dos portugueses afirma saber outra língua para além do português. Entre as línguas estrangeiras mais conhecidas pelos portugueses, destacam-se o inglês, o francês e o espanhol.

ANTONIO COTRIM7LUSA/LUSA

Portugal foi o país da União Europeia que mais aumentou a proporção da população adulta com conhecimento de línguas estrangeiras na última década, com 70% dos portugueses a afirmarem que sabem outra língua além da materna, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

No ano passado, 71,8% das pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos afirmaram conhecer outra língua para além da língua materna. Em 2007 aquela proporção era de 52% e em 2011 de 61,3%, adianta a publicação “Educação e formação de adultos em Portugal: retrato estatístico de uma década — 2016”.

Em 2016, “Portugal ocupava uma posição intermédia no conjunto dos países europeus em termos de conhecimento de línguas estrangeiras e foi aquele que mais aumentou a proporção de população com conhecimento de línguas estrangeiras (20,3 pontos percentuais) entre 2007 e 2016”, sublinham os dados do INE.

Entre as línguas estrangeiras mais conhecidas pelos portugueses, destacam-se o inglês (59,6%), o francês (21,5%) e o espanhol (14,8%). “Isolando o inglês, constata-se que 33,8% de quem conhecia esta língua conseguia perceber e comunicar razoavelmente e produzir textos simples e 25,6% dominavam-na perfeitamente (na forma oral e escrita)”, refere o INE.

O conhecimento de línguas estrangeiras era mais elevado para a população mais jovem (91,6% da população dos 18 aos 24 anos), estudante (97,7%) e mais escolarizada (97,4% para a população com ensino superior).

O INE destaca também a diminuição da taxa de não participação em qualquer atividade de educação, formação e aprendizagem, que baixou 40 pontos percentuais entre 2007 (48,2%) e 2016 (8,2%).

O perfil sociodemográfico dos não participantes manteve-se: pessoas mais velhas, menos escolarizadas e com pais igualmente menos escolarizados, inativos (excluindo os estudantes), que conhecem apenas a língua materna e sem hábitos de leitura ou pouco regulares.

Os dados apontam ainda um decréscimo generalizado dos prémios salariais, sobretudo no do ensino superior.

Neste caso, o prémio salarial situou-se até abaixo do que tinha sido observado em 2007, ao contrário do sucedido para os restantes níveis de escolaridade, o que poderá estar associado ao forte acréscimo no número de pessoas que completaram o ensino superior nos últimos anos”, explica o INE.

Os prémios salariais são crescentes com o nível de escolaridade, sendo de 15% para quem completou o 1.º ciclo, 71% para quem completou o secundário ou pós-secundário e 136% para quem completou o ensino superior (em comparação com o rendimento salarial de uma pessoa que não completou qualquer nível de escolaridade), explica o INE.

Analisando a transmissão intergeracional da educação, o estudo revela que o nível de escolaridade da mãe, quando comparado com o do pai, tem maior impacto na probabilidade de uma pessoa fazer o ensino superior. Os dados de 2016 mostram que quem tem uma mãe que completou o ensino superior tem, em média, uma probabilidade superior (mais 39,1 pontos) de ter completado também o ensino superior (28,8 pontos percentuais, no caso do pai).

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