Comic Con

Clark Gregg: o agente dos Vingadores que em tempos gozou com Portugal

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Antes do agente Coulson, Clark Gregg era Richard na série "As Novas Aventuras da Velha Christine". Em entrevista na Comic Con, recordou o episódio "português", falou sobre os Vingadores e a América.

A edição de 2017 da Comic Con Portugal terminou este domingo. Realizou-se na Exponor, em Matosinhos.

Ricardo CasteloObservador

Clark Gregg foi um dos convidados especiais da quarta edição da Comic Con Portugal. Atualmente é conhecido por interpretar Phil Coulson, uma das personagens dos filmes da Marvel “Vingadores” e “Homem de Ferro”, papel que repete na série “Agents of Shield”. Antes, o ator de 52 anos passou por produções como a sitcom “The New Adventures of Old Christine” (“As Novas Aventuras da Velha Christine”). Coulson era o ex-marido da personagem de Julia Louis-Dreyfus e logo na primeira temporada fez parte de um momento cómico que incluía Portugal:

O início do 12º episódio, com o nome “Alguns dos Meus Melhores Amigos São Portugueses”, como partilhado numa notícia do Dinheiro Vivo, em 2011, que coincidiu com uma repetição da série em Portugal no Fox Life. Clark Gregg e Julia-Louis Dreyfus brincam sobre como é uma chatice o filho ter de representar Portugal num trabalho na escola.

O Observador cruzou-se com o ator na Comic Con e conversou com ele numa espécie de entrevista relâmpago. Aproveitámos e perguntámos-lhe que opinião tem sobre Portugal e se é diferente da que a personagem que interpretava em 2006 tinha:

É a primeira vez que está em Portugal?
Sim.

E já tinha ouvido falar do Porto?
Sim, especialmente nos últimos anos. Muitas pessoas estão a falar de Portugal, bastante mais do que antes se falava. Falam sobre o quão bonito é o país e que é um sítio ótimo para se visitar. Eu estudei jiu-jitsu brasileiro e o meu professor veio aqui [Porto] e a Lisboa há coisa de dois anos com uns amigos.

Em 2006 filmou uma cena na série “As novas aventuras da velha Christine” e a sua personagem dizia que nunca tinha estado em Portugal e a cena tornou-se popular por cá. Foi no 12.º episódio da primeira temporada.
Soa-me familiar, agora que fala disso, tinha-me esquecido…

Na cena brinca a dizer que ninguém conhece o país.
O que é que eu digo mesmo no episódio?

Que ninguém conhece Portugal. A Julia Louis-Dreyfus diz ao seu filho na série para ele ficar ao pé do rapaz que representar Espanha porque ninguém se vai importar.
Então não foi mesmo uma coisa simpática sobre Portugal o que disse… Uma coisa que quero mesmo deixar claro: eu não escrevi essa frase. Eu disse a frase, não a escrevi. Eu adoro futebol. Conheces clubes como o Benfica e o Porto, certo? Conheces o fabuloso futebol daqui. No minuto em que disseram que vínhamos cá, há seis dias, a minha família e eu tínhamos outros planos para o Natal. Largámos tudo porque queríamos vir a Portugal.

Está aqui com a sua família?
Sim, estou. E estamos a ter momentos fantásticos e vamos ficar mais uns dias no Porto, depois vamos a Lisboa.

Assumo que achei a cena engraçada e uma coisa boa de nós portugueses é sabermos rir-nos de nós mesmos.
Isso é ótimo. Atualmente, nos Estados Unidos, temos andado a descobrir que é MUITO importante rirmo-nos de nós próprios.

[Clark Gregg como Phil Coulson em “Agents of Shield”:]

E atualmente, filmava a mesma cena? Agora que há Facebook, Instagram, várias redes sociais onde facilmente se criticam situações assim.
Não, acho que não… Porque Portugal é “o” sítio a que se vai agora.

Então não filmaria?
Se me pedissem para dizer essa frase agora, eu recusava.

Na cena termina a dizer “adios ou o que quer que seja” porque não sabia como se dizia “goodbye” em português. Desde que chegou, já descobriu como se diz “good bye”?
“Boa tarde”?

Isso é “good afternoon”. Dizemos “adeus”.
[Clark, com um sorriso, faz um esforço na pronúncia e diz, corretamente, “adeus”.]

Antes do agente Phil Coulson, que interpreta atualmente, já era um ator bem sucedido. Qual foi a personagem que mais gostou de interpretar?
Fiz teatro em Nova Iorque durante cerca de 10 anos e isso foi muito engraçado. Mas depois fui para Los Angeles, trabalhei em muitos filmes independentes e comecei a escrever muitos guiões. Escrevi um filme, a “Verdade Escondida”, e estava a trabalhar como guionista. Foi nessa altura que recebi uma chamada para fazer um casting com a Julia Louis-Dreyfus para as “Novas Aventuras da Velha Christine”. Todo o elenco era muito bom e muito divertido. Tínhamos público ao vivo, foi como fazer uma peça de teatro outra vez.

Foi essa, então, a personagem que mais gosto lhe deu a interpretar?
Antes do agente Coulson, foi este, provavelmente, o papel que mais gostei de desempenhar.

Falando no agente Coulson, quem é o seu Vingador preferido?
Não posso dizer disso. É como perguntar qual é o filho predileto a um pai. Não podes escolher nenhum dos teus filhos… O primeiro Vingador que o agente Coulson conheceu — antes de ser um — foi o Tony Stark [o Homem de Ferro] e é muito claro que ele [o agente] cresceu a idolatrar o Capitão América. Ele tinha as cartas e tudo. Mas depois ele e o Thor também se deram bem… Sinto que sou o tio louco deles e adoro-os a todos de formas diferentes. Não consigo escolher um… Mas, se tivesse mesmo de escolher um, seria provavelmente a Scarlett…

Um dos papéis que interpretou no passado era também um agente especial…
Mike Casper, nos “Homens do Presidente” [“West Wing”, em inglês].

[Clark Gregg como Mike Casper, em “West Wing”:]

Isso mesmo. Agente Mike Casper ou o Phil Coulson, qual deles serve melhor o país?
Bem… Honestamente, é difícil. O agente Coulson está a salvar o país de ameaças extraterrestres aterradoras que querem destruir o mundo inteiro… Mas, por outro lado, ter um bom comunicador do FBI na Casa Branca, atualmente, nos Estados Unidos, era capaz de ser uma coisa muito boa.

Texto de Manuel Pestana Machado, fotografia de Ricardo Castelo.
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