Comentário Político

Marques Mendes sobre Raríssimas: Vieira da Silva “não se demite nem vai ser demitido”

338

Marques Mendes afirma que ministro sai "fragilizado" do caso Raríssimas, mas acredita que "não se demite nem vai ser demitido". Para o comentador, deixar de apoiar a associação agora "é criminoso".

Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Marques Mendes não acredita que o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, se demita na sequência do escândalo que envolve a Raríssimas. “Se quer a minha opinião, o ministro não se demite nem vai ser demitido, mas se não explicar esta questão [por que não fez uma inspeção à associação antes do verão] fica chamuscado e fragilizado”, afirmou no espaço de comentário que tem semanalmente na SIC.

O social-democrata explica que, “de um modo geral, a Segurança Social é muito exigente”, mas que neste caso fica a sensação de que houve alguma conivência da parte do ministério.

Tenho Vieira da Silva como um ministro sério, competente, experiente e um dos melhores ministros destes governos. É um peso pesado e também acho que não cometeu crime nenhum, não meteu dinheiro ao bolso, não fez nenhuma fraude”, afirmou, acrescentando que, no entanto, tem uma falha: a inspeção que ele mandou fazer agora devia ter mandado fazer antes do verão.

Ideias defendidas na véspera do ministro do Trabalho e Segurança Social ir dar explicações sobre o caso Raríssimas.

Sobre Manuel Delgado, o secretário de Estado da Saúde que se demitiu na sequência da mesma polémica, Marques Mendes sublinha que, “depois da entrevista que vimos, não tinha outra alternativa senão demitir-se. A questão é saber porque não o fez 24 horas antes”, afirmou.

A polémica que envolve a alegada gestão danosa da Raríssimas, pela mão da presidente Paula Brito e Costa, levou Marques Mendes a fazer um apelo aos mecenas da instituição que apoia crianças e jovens com doenças raras.

“Se são apoiantes da solidariedade social, da Raríssimas, este é o momento para apoiar, não é o momento para abandonar, desertar. Deixar de apoiar a instituição neste momento é criminoso. Esta é a altura de apoiar porque são dezenas de jovens com doenças muito difíceis, que precisam de apoio e que não têm culpa nenhuma, nenhuma, nenhuma”, frisou.

Ainda sobre a Raríssimas, Marques Mendes considera que é “uma instituição louvável que se transformou num caso de polícia” por causa do comportamento da presidente Paula Brito e Costa e dos restantes dirigentes.

“Esta senhora está há 15 anos no poder, é uma eternização do poder. Sou um grande adepto de limitação de mandatos, seis anos no máximo, oito anos. Quando as pessoas se eternizam no poder, a dada altura pensam que são donas da instituição e quando acham que são donas deslumbram-se com aquilo. Com o dinheiro, com o poder, com as reações políticas. Dá asneira”, disse Marques Mendes.

Num comentário em que também elegeu o acontecimento — os incêndios — e personalidade do ano — o ministro das Finanças, Marques Mendes defendeu que Mário Centeno não fará parte de um próximo Governo socialista. Governador do Banco de Portugal ou comissário europeu, foram possibilidades que admitiu.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: apimentel@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site