Rui Rio

Santana Lopes está a fazer “as mesmas trapalhadas que fazia em 2004”

296

O ex-autarca do Porto acusou Santana Lopes de estar constantemente a mudar de ideias quanto aos debates e disse que só deve existir uma coligação com o PS em "situações absolutamente extraordinárias".

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Rui Rio acusou Pedro Santana Lopes de fazer “as mesmas trapalhadas que fazia em 2004”, quando foi primeiro-ministro no que toca aos debates que quer realizar antes das eleições diretas do PSD.

“Isto faz recordar, outra vez, o Pedro Santana Lopes de 2004, porque dia sim, dia não muda de posição”, afirmou o ex-autarca do Porto em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF.

Rio relatou as mudanças de ideias do antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, acrescentando que está disponível para dois debates, um marcado pela sua campanha na RTP e outro pela campanha de Santana Lopes na TVI.

“Nós dissemos que eram dois, aceitamos dois, os dois estão fechados. Ele quer, quer, não quer, não quer, e fica o ponto final aqui. Acabou. Não vamos nós colaborar na trapalhada. (…) Acima de tudo há que pôr um ponto final, porque isto não eleva o debate. Então, nós estamos numa eleição para líder do partido e a única coisa que o adversário consegue pôr em cima da mesa é a questão dos debates, há um debate, há dez debates, há 21 debates, há debates aqui e há debates acolá…”

Para o ex-autarca, que se afirmou de centro-esquerda, o PSD não é partido de direita, recordando que o PSD não entrou para a “internacional socialista porque o PS que já lá estava não deu autorização para o Dr. Sá Carneiro entrar com o seu partido”. “O PSD, tal como o nome indica, é um partido social democrata e a social democracia pode ser um pouquito mais à direita ou mais à esquerda mas é basicamente de centro.”

Ainda assim, quanto à possibilidade de um Bloco Central, Rui Rio afirmou que só se deve fazer uma coligação com o PS em “situações absolutamente extraordinárias”, “porque são os dois partidos que vão alternando no poder “, considerando ainda “mais normal” uma coligação com o CDS.

Rio, contudo,não põe de lado sentar-se com os líderes dos vários partidos para debater reformas estruturais. “Eu quero sentar-me com os líderes dos outros partidos, esteja no Partido Socialista António Costa ou outro qualquer, esteja no CDS Assunção Cristas ou outro qualquer (…) Não estou a falar da governação. Se eu estou disponível para me sentar com o Dr. António Costa não é com ele, é com o que for o líder do PS e o líder do CDS e, no limite, à escala parlamentar, todos os partidos.”

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rporto@observador.pt
Rui Rio

Para que serve o novo PSD?

Manuel Villaverde Cabral

O PSD viveu sempre entre o partido eleitoral e, raramente, o governamental. Agora, enquanto a conjuntura não se alterar, deverá reduzir-se ao partido parlamentar. E não é certo que ressuscite tão cedo

Governo

Uma semana no recreio

Helena Matos
252

O Governo proíbe as crianças-pais de comerem queques nos hospitais, já a PSP faz comunicados explicando às crianças-filhos que não devem engolir cápsulas de detergente. Estamos no país-recreio.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site