Cinema

Cinemateca começa 2018 com ciclo dedicado ao medo

Até ao final de janeiro são diversas as propostas a exibir, atravessando todo o século XX, do cinema de autor aos ‘blockbusters’, sem esquecer a animação da Disney.

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

De “Massacre no Texas” a “Psico”, de “Suspiria” a “Branca de Neve e os Sete Anões”, a Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, entra em 2018 com um ciclo sobre as dimensões do medo, a exibir ao longo de janeiro.

O ciclo é “sobre o cinema do medo, do grande quase abstrato medo que faz o espectador sentir-se sozinho, mesmo se a sala de cinema estiver cheia de gente”, escreve a Cinemateca na programação de janeiro.

Com mais de 40 filmes selecionados, o ciclo abrirá a 3 de janeiro com “L’arrivée d’un train en gare de la ciotat”, um dos primeiros filmes dos irmãos Lumière; 50 segundos de um só plano, que revela a chegada de um comboio a uma estação, e que terá causado uma sensação de pânico entre o público, quando foi exibido em 1895, por causa do efeito de ilusão visual.

Para a mesma sessão de abertura do ciclo foi escolhido “Psico” (1960), um dos filmes em que Alfred Hitchcock, “‘o cineasta do medo’ por excelência, mais longe levou e mais radicalmente trabalhou o tema” do medo, refere a Cinemateca.

Até ao final de janeiro são diversas as propostas a exibir, atravessando todo o século XX, do cinema de autor aos ‘blockbusters’, sem esquecer a animação da Disney.

O Museu do Cinema revela outra das premissas deste ciclo: Pensar a presença do medo no espaço público, “como conceito ou instrumento de manipulação coletiva – do ‘medo da bomba’ ao ‘medo do terrorismo’, para dar dois exemplos flagrantes”.

“O despertar dos mortos vivos” (1968), de George Romero, “Alien, o oitavo passageiro” (1979), de Ridley Scott, “Tubarão” (1975), de Steven Spielberg, “Suspiria” (1976), de Dario Argento, “Massacre no Texas” (1974), de Tobe Hooper, e “Shining” (1980), de Stanley Kubrick, são alguns dos filmes escolhidos.

A eles juntam-se ainda, por exemplo, “An unseen enemy” (1912), de D. W. Griffith, “Un chien andalou” (1929), de Luís Buñuel, “O diabólico Dr. Mabuse” (1960), de Fritz Lang, “Vampyr” (1930), de Carl Dreyer, e “Viver no medo” (1955), de Akira Kurosawa.

A Cinemateca inclui ainda um único filme português, a curta-metragem “A Caça” (1963), uma “poderosa alegoria sobre o destino humano” assinada por Manoel de Oliveira, e “A Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), primeira longa-metragem de animação da história do cinema, assinada por Walt Disney.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Debate

Desimportantizar os caraoqueiros

Paulo Tunhas

O pensamento-karaoke funciona como obstáculo a que se procure entender o que se passa à nossa volta. Os caraoqueiros estão-se, de resto, nas tintas. Só querem caraocar mais alto do que os outros.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site