Crianças

Bebés: o que (nós e Serena Williams) devemos saber e fazer quando nascem os dentes

Serena Williams fez um apelo por causa da dentição da filha. O que fazer perante a dor dos mais pequenos? Contactámos uma pediatra e encontrámos as respostas possíveis.

iStockphoto/ia_64

Serena Williams foi mãe no início de setembro. Mais de três meses depois, a tenista enfrenta um desafio que nem um jogo bem disputado pode ajudar a resolver: os dentes da filha estão a nascer.

A tenista que não há muito tempo se deixou fotografar grávida e nua para a capa da Vanity Fair partilhou uma imagem da filha, na sua conta de Instagram, onde desabafa sobre o quão difícil é este processo. “A Alexis Olympia tem estado tão desconfortável. Chorou tanto (ela nunca chora) tive de segurá-la até adormecer”, lê-se na legenda. Serena explica ainda que já utilizou várias técnicas, como toalhas frias, água homeopática, “roer o dedo da mãe”, mas nada funcionou.

A mensagem de Serena foi também publicada em jeito de apelo, divulgado em diferentes redes sociais, Twitter incluído. “Nada está a resultar. Está a partir-me o coração. Quase preciso que a minha mãe venha ter comigo e me segure até eu adormecer porque estou tão stressada. Ajuda? Alguém?”, escreveu a tenista mundialmente famosa. Vários utilizadores do Twitter responderam ao pedido de ajuda. Nós também.

Na verdade, o aparecimento dos dentes é um período temido pelos pais, que são confrontados com o desconforto dos filhos. Os dentes tendem a aparecer aos 7 ou 8 meses, mas nada garante que não cheguem mais cedo (aos 4) ou mais tarde (aos 15), explica ao Observador Núria Madureira, pediatra no Hospital Pediátrico de Coimbra. É ela quem nos revela que existe uma componente genética/hereditária ou, então, um padrão familiar no processo.

“A dor é um sintoma que é percebido pelo próprio e numa criança pequena é difícil ter a certeza”, diz, assegurando que os comportamentos associados à dor são, por norma, as choradeiras. “Há estudos que mostram que nos dias que antecedem o aparecimento de dentes os bebés ficam mais irritados, podem ter perturbações do sono, babam mais, levam mais bonecos à boca e podem até ficar com as gengivas inchadas.”

Núria Madureira fala ainda da questão da febre, que muitos pais poderão duvidar se está ou não associada a esta fase. Sobre isso, a pediatra esclarece que, apesar de haver estudos contraditórios, poderá, em certas situações, existir um ligeiro aumento de temperatura corporal. “Os pediatras são muito reticentes em dizer que o aparecimento dos dentes causa febre”, diz. “Este é um período de vida em que há mais frequentemente infeções. O que me preocupa é que ao atribuir o aumento de temperatura corporal à dentição se esteja a desvalorizar a febre em si”, continua. Jogando pelo seguro, tais sintomas pedem sempre a avaliação de um médico.

O que fazer, então, perante uma criança desconfortável e chorosa aquando do nascimento dos primeiros dentes? “Se houver muito desconforto, o melhor é dar Paracetamol. Massajar o dente que esteja a nascer também pode aliviar a dor”, elucida Núria Madureira. A isso acrescenta outras soluções: dar à crianças anéis de plástico, depois de colocados no frio, uma vez que massajar e morder alivia a dor, enquanto o frio diminui a inflamação, e ainda dar colo, o que ajuda a distrair o bebé.

“É preciso ter noção que nestas alturas há claramente uma perturbação de sono. É preciso ter um pouco de paciência”, remata.

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