Cinema

Daniel Day-Lewis construiu um vestido Balenciaga do zero para o filme Phantom Thread

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Empenho nas personagens foi algo a que nos habituou Daniel Day-Lewis. Em 'Phantom Thread' não foi diferente: criou um vestido Balenciaga do zero e aprendeu a ser um verdadeiro estilista.

"Phantom Thread" é um filme de Paul Thomas Anderson.

O ator Daniel Day-Lewis, conhecido pela forma como se empenha no desenvolvimento das personagens, interpreta o seu último papel no filme Phantom Thread, de Paul Thomas Anderson. Na preparação da sua personagem, Day-Lewis aprendeu a ser um verdadeiro estilista e construiu um vestido Balenciaga do zero.

No filme, Day-Lewis é Reynolds Woodcock, um estilista metódico e obsessivo, que viveu nos anos 50, em Inglaterra. A personagem, perfecionista, é inspirada no designer Cristóbal Balenciaga, segundo a Quartz.

O ator assistiu a vídeos de desfiles de moda dos anos 40 e 50, entrou em contacto com o curador de moda do Museu Victoria e Albert, em Londres, e aprendeu a fazer esboços, a cortar e a costurar como um verdadeiro estilista.

Durante quase um ano, foi aprendiz de Marc Happel, uma figura importante da moda, e diretor da companhia New York City Ballet, ajudando a fazer os fatos para a produção de Firebird. Finalmente, Day-Lewis refez um vestido Balenciaga a partir do zero, utilizando como modelo a sua esposa, Rebecca Miller, antes de representar o seu papel como Woodcock.

O papel que desempenha serve sobretudo para mostrar o quão exigente e perfecionista é, num filme que gira à volta da sua relação com a modelo Alma, representada por Vicky Krieps. As roupas são apenas uma forma de exercer controlo sobre ela e sobre aqueles que o rodeiam.

Ao New York Times, Anderson disse que “Os estilistas em geral têm a reputação de serem controladores, exatos e exigentes”, acrescentando que “Esses traços são muito, muito importantes para a nossa personagem”.

Ainda que no filme as técnicas que Day-Lewis aprendeu não sejam o mais evidente, aprendê-las é para o ator uma forma de chegar à personagem final, que é o mais importante. Já no filme “A Insustentável Leveza do Ser”, do autor checo Milan Kundera, o ator aprendeu a falar checo, ainda que o filme tenha sido rodado em inglês.

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