Música

Prémio Pedro Osório 2018 para músico Júlio Pereira e álbum “Praça do Comércio”

Júlio Pereira vai receber o prémio Pedro Osório pelo seu álbum "Praça do Comércio", no início de 2018. O prémio é uma homenagem ao compositor, músico, pianista português.

MÁRIO CRUZ/LUSA

O músico português Júlio Pereira venceu o prémio Pedro Osório 2018, que homenageia os melhores criadores musicais portugueses, pelo seu último álbum, “Praça do Comércio”, anunciou esta quinta-feira a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), responsável pelo galardão.

O prémio Pedro Osório, que a SPA atribui no primeiro trimestre de cada ano, distingue Júlio Pereira e o seu álbum de 2017, “com grafismo de Carlos Zíngaro e com muita informação sobre o cavaquinho”, referiu a SPA em comunicado.

Com capa e desenhos de Carlos Zíngaro, a edição em CD de “Praça do Comércio” conta com uma introdução do musicólogo Rui Vieira Nery e dois textos explicativos sobre a história do cavaquinho e da braguinha, de Nuno Cristo e Manuel Morais, ilustrados com várias fotografias.

Júlio Pereira incluiu ainda um guia de acordes e partituras para todos os que quiserem tocar as músicas do álbum.

A SPA destaca que Júlio Pereira continua a ser o “grande dinamizador” das qualidades, da sonoridade e do significado musical e histórico deste pequeno instrumento popular de cordas, de tradição minhota, que, saído há séculos de Portugal, deu a volta ao mundo, deixando raízes no Brasil, em Cabo Verde, no Havai e na Indonésia.

“Praça do Comércio” é justamente “um excelente exemplo do valor do instrumento e do muito que com ele pode ser feito, havendo agora dezenas de novos executantes e construtores em todo o país”, destaca a SPA, considerando que, deste modo, o prémio “é também uma homenagem a Júlio Pereira e ao cavaquinho”.

“Praça do Comércio” é feito de várias parcerias e tem como protagonistas o cavaquinho e a braguinha, sendo composto por temas originais, aos quais Júlio Pereira juntou uma versão de “Índios da Meia-Praia”, de José Afonso.

No álbum, Júlio Pereira toca viola braguesa, viola, sintetizador, bouzouki e bandolim, mas sobressaem sobretudo o cavaquinho e a braguinha, um instrumento madeirense de cordas, parente daquele, e que o músico gravou pela primeira vez.

Para o álbum, convocou vários convidados, como António Zambujo, Pedro Jóia, Luanda Cozetti, Olga Cerpa, Luís Peixoto, José Manuel Neto, Cheny Wa Gunne e James Hill, o tocador canadiano de ukulele – outro parente do cavaquinho – com quem Júlio Pereira atuou no ano passado nos Estados Unidos.

Júlio Pereira intensificou nos últimos anos o trabalho de dedicação ao cavaquinho, depois de ter criado a Associação Cultural e Museu Cavaquinho, com a intenção de investigar e inventariar modelos do instrumento, partituras, tocadores, compositores e construtores em todo o mundo.

A SPA adianta que já manifestou a sua disponibilidade a Júlio Pereira para apoiar junto da UNESCO a candidatura do cavaquinho a Património da Humanidade, “processo complexo que exige muitas colaborações, iniciativas e ações concertadas”.

O prémio Pedro Osório — instituído como homenagem ao compositor, pianista e maestro — será entregue a Júlio Pereira, no início de 2018.

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