Companhias Aéreas

American Airlines acusa jogadores de basquetebol de roubo e pede desculpa

A American Airlines acusou dois jogadores de basquetebol, afro-americanos, de terem roubado mantas a bordo. A companhia já pediu desculpas pelo incidente.

A companhia aérea American Airlines pediu desculpa aos jogadores profissionais de basquetebol Marquis Teague e Trahson Burrell, depois de, erradamente, os ter acusado de roubarem mantas a bordo.

Os afro-americanos, que jogam na equipa profissional americana Memphis Hustle, da Associação Nacional de Basquetebol, entraram no avião na noite de véspera de Natal, mas antes de o voo partir foram obrigados a sair, depois de um comissário de bordo ter afirmado que tinham roubado mantas da cabine de primeira classe, segundo a BBC.

Os jogadores defenderam-se, dizendo que não tinham roubado as mantas e lhes tinham sido dadas por outros passageiros, mas ainda assim foram obrigados a sair.

Nenhum dos atletas comentou o incidente, mas o treinador assistente da equipa, Darnell Lazare, contudo, não deixou de fazer um comentário na sua conta do Twitter, afirmando que acredita que a situação ocorreu devido à raça dos atletas.

Entretanto, a empresa já fez um comentário, através de um porta-voz.

Pedimos desculpa pelo que ocorreu neste voo. Orgulhamo-nos de criar um bom ambiente entre as pessoas e sabemos que neste voo deixámos de lado alguns dos nossos passageiros”, disse o porta-voz da American Airlines, Joshua Freed.

Glynn Cyprien, treinador da equipa, brincou com a situação, fazendo também uma publicação no Twitter.

A Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) tem estado atenta às situações de discriminação por parte da companhia norte-americana. O caso dos jogadores de basquetebol não passou despercebido à NAACP, já que a 30 de novembro, a American Airlines concordou, em reunião com a Associação, em implementar mudanças nos processos internos da empresa para abordar as queixas de racismo e discriminação.

Esta não é a primeira vez que um caso semelhante acontece. Entre os casos que chegaram à NAACP estão o de um casal — uma mulher afro-americana e um homem branco –, cuja mulher foi obrigada a viajar numa classe diferente da do marido, tendo este viajado em primeira classe; e o de um homem afro-americano que foi forçado a abandonar o voo depois de ter respondido a comentários racistas e discriminatórios de dois passageiros brancos.

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