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Audi decreta: acabou-se o “copianço” no design

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Acusada (por alguns) de uma estética demasiado repetitiva, a Audi prepara-se para dizer “basta!” Garante-o o seu director de design, anunciando o fim daquilo a que chama de “efeito Matrioska”.

Autor
  • Francisco António

Apostada em singrar numa série de novos mercados, entre os quais a China, a Audi optou por enveredar por um design, de certa forma, mais repetitivo, com várias semelhanças entre os seus diferentes modelos, com o intuito de criar uma identidade forte e marcante, nesses mesmos mercados. Quem o diz é o principal responsável pelo construtor de Ingolstadt, Rupert Stadler. E é também ele que avança que, estando já alcançado o efeito desejado”, é hora de pôr um ponto final no “princípio da boneca russa Matrioska”. Ou seja, os modelos da Audi vão exibir cada vez mais uma estética mais diferenciada entre eles.

Falando à britânica Autocar, Stadler explicou que o “efeito Matrioska” que tem marcado os carros da marca dos quatro anéis nos últimos tempos “visou tornar os Audi mais facilmente reconhecíveis nos mercados emergentes”, onde o fabricante tem procurado entrar e conquistar uma posição de relevo, em termos de comerciais.

Agora que já somos bastante conhecidos em mercados como a China, podemos começar a mudar de filosofia, dando a cada modelo o seu próprio aspecto e identidade”, antecipa.

O homem-forte do design chega mesmo ao ponto de afirmar que “existe, efectivamente, espaço para uma maior diferenciação” entre as várias propostas da Audi. Sobretudo, defende, numa altura em que o ciclo de vida dos modelos está fixado num mínimo de seis anos:

Acredito que cada modelo deve ter o seu próprio design, de forma a manter-se atraente durante todo esse tempo.”

A próxima lufada de ar fresco, depois do “corte” que representou o Q2, surgirá já com a versão de produção do crossover eléctrico e-tron, a qual deverá ser apresentada lá mais para o final deste ano. Seguindo-se, em 2019, o ainda mais impressionante e-tron Sportback.

Ainda segundo Stadler, a passagem dos motores de combustão para a propulsão eléctrica será outro dos factores que acabará por actuar em benefício do design, pois trará maior liberdade aos designers para poderem alterar as formas e proporções dos modelos, “seguindo por caminhos muito diferentes”. Sempre, acrescenta, com o objectivo de “criar um design geral muito mais atraente”.

Recorde-se que a Audi tem previsto, já para este ano, o lançamento de modelos importantes, como os novos A6 e Q8. Propostas que, tomando em linha de conta as declarações agora proferidas por Rupert Stadler, poderão trazer importantes novidades, no capítulo da estética. Fazendo com que, por exemplo o A6, não venha a parecer um A8, um pouco mais pequeno e acessível…

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