Estados Unidos da América

Paul Manafort processa procurador Robert Mueller que investiga influências russas nas eleições

Paul Manafort, ex-diretor da campanha de Trump, processou Robert Mueller, o procurador que investiga as interferências da Rússia nas eleições americanas, acusando-o de ter excedido a sua autoridade.

Mark Wilson/Getty Images

O ex-diretor da campanha eleitoral de Donald Trump, Paul Manafort, processou Robert Mueller, o procurador especial responsável por supervisionar a investigação sobre as alegadas influências da Rússia nas eleições presidenciais dos EUA, e o procurador Rod Rosenstein por terem excedido as suas autoridades, em termos legais.

Segundo a CNN, o processo foi interposto esta quarta-feira, em Washington, por Manafort e por Rick Gates, um colaborador de Manafort que também participou na campanha presidencial de 2016.

No processo alegam que Mueller excedeu a sua autoridade ao acusá-los de crimes que nada têm a ver com a campanha presidencial, mas que estão ligados ao lobbying que Manafort e Gates realizaram para um governo pró-russo na Ucrânia e que terminou em 2014. Uma vez que Mueller só está autorizado a investigar o que se passou nas eleições presidenciais, os advogados argumentam que o procurador foi além dos limites legais da sua investigação, refere o New York Times.

No caso de Rod Rosenstein, vice-procurador-geral — que nomeou Mueller, ex-diretor do FBI, no passado mês de maio –, também é acusado de exceder a sua autoridade “ao dar carta branca a Mueller para investigar e apresentar queixas-crime ligadas a quem quer que seja”, lê-se na Reuters.

No processo é ainda pedido que o caso contra Manafort e Gates seja rejeitado — o início do julgamento está marcado para 7 de maio — e que Mueller seja proibido de investigar tudo o que vá além das interferências russas nas presidenciais. O Departamento da Justiça norte-americano já reagiu ao processo, considerando-o “frívolo”.

Ainda no mês passado, a equipa Trump for America (responsável pela transição de Trump para a Casa Branca) acusou Mueller de ter acedido a “dezenas de milhares de emails ilegalmente”.

Paul Manafort entregou-se ao FBI no dia 30 de outubro, tendo ficado em prisão domiciliária. No mês passado, uma juíza de Washington acedeu colocá-lo em liberdade condicional, após o pagamento de uma fiança no valor de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros). Recorde-se que Manafort e Gates estão acusados de 12 crimes, incluindo lavagem de dinheiro e falso testemunho.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rporto@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site