Turquia

Turquia avisa que chegou o tempo de a UE respeitar o governo de Ancara

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia admitiu que 2017 foi um ano problemático para as relações com a UE, mas também para as relações com os Estados Unidos. E avisou que é preciso mudar.

JUSTIN LANE/EPA

A Turquia avisou esta quarta-feira a União Europeia (UE) que chegou o tempo de respeitar Ancara, sublinhando que o futuro das relações bilaterais com Bruxelas vai depender de uma mudança de atitude por parte do bloco europeu.

“Se a UE aprender a respeitar a Turquia em 2018 e a vê-la como um parceiro do mesmo nível, e na perspetiva de ser (no futuro) um pleno membro da UE, então as nossas relações bilaterais serão muito mais fortes”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, em declarações ao jornal turco Hurriyet.

“O tempo de agir como um patrão acabou. A UE começou a entender isso”, prosseguiu o chefe da diplomacia turca.

Mevlut Cavusoglu afirmou que a Turquia iniciou novas diligências para conseguir a isenção de vistos para os cidadãos turcos que desejam viajar para a Europa, matéria que Ancara e Bruxelas negoceiam há vários anos. E avançou que o governo turco irá apresentar em breve novas propostas ao bloco europeu sobre este dossiê.

Sobre o ano que passou, o ministro turco admitiu que 2017 foi um ano problemático para as relações com a UE, mas também para as relações com os Estados Unidos.

“Vou falar com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão no dia 6 de janeiro [sábado]. Não temos nenhum problema com a Alemanha, embora a Alemanha e alguns outros países tenham problemas connosco, mas não dizem quais. Queremos levar as nossas relações com a Alemanha para um nível melhor”, referiu Mevlut Cavusoglu.

“O ano de 2017 também foi problemático para as nossas relações com os Estados Unidos. Mas, apesar de tudo, os Estados Unidos são nossos aliados na NATO. Deveríamos ter boas relações, mas isso depende dos Estados Unidos. Se se comportarem mal connosco, iremos responder com a mesma moeda”, concluiu o chefe da diplomacia turca.

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