Restaurantes

Falemos de comida de conforto

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Muitas vezes não sabemos onde ir comer. Para os indecisos, entre um prato tradicional e o gourmet, trazemos aqui uma sugestão que, com certeza, vai agradar

Quando se entra, sente-se que é um espaço com muita pinta e até pode ficar retraído, mas relaxe, no Duplex vai encontrar um espaço agradável, com boa comida e o acolhimento vai fazer com que se sinta em casa. A Sara é a gerente do espaço e partilha connosco que o cliente é “muito importante para o Duplex” e que “nós tentamos que se sinta no seu momento especial”.

Ao entrar somos convidados a um cocktail para começar ou, se não tiver intenção de jantar, não se acanhe e fique pelo piso de baixo a petiscar. Mas avisamos já que estes petiscos têm um toque do chef Diogo que , como ele gosta de referir, são “petiscos que têm a ver com a carta que apresentam, é comida de conforto”. Mas já vamos falar da comida, continuemos com o nosso tour pelo Duplex.

No andar de cima, com varandas amplas e uma luz estudada a rigor, encontramos a sala de refeições com mesas mais recatadas, para jantar a dois, e outras para grupos. Há um jardim no teto e as paredes estão decoradas com quadros de Diogo Navarro e por um quadro de Bordalo II.

Uma cozinha de todos e para todos

Na cozinha, entre tachos e panelas, “é importante que os cozinheiros dêem ideias, que pensem no que devemos fazer e onde podemos melhorar”, diz o chef Diogo Marques. E que ideias têm! Nós experimentámos o entrecosto com o crumble de favas e chouriço com feijoca e saímos a querer mais.

No entanto, a carta continua a apresentar pratos que existem desde sempre, mas que foram sendo aprimorados. Exemplo disso é o Risotto de javali com cogumelos e queijo da Ilha, que é um prato que tem sempre “um bom feedback e é realmente ótimo”. O outro prato, que também é rei da casa, é o bacalhau, mas não é um qualquer, “é de meia cura, quase fresco, só curado na altura da apanha”. Serve-se com “puré de batata roxa, a puxar ao bacalhau zé do pipo, mas criamos um prato colorido”, explica-nos o chef.

Se quiser optar por ser surpreendido – ou surpreender alguém – sugerimos o peixe do mercado. Este é um prato surpresa. “Todos os dias ligo para a senhora do mercado e pergunto pelo peixe do dia. A partir daqui fica à nossa criatividade”, conta-nos o chef. “O cliente só fica a saber na hora, mas se não quiser que seja surpresa, dizemos o que é”, isto porque “já temos uma ideia do que aí vem. Por exemplo, para hoje, temos garoupa com arroz de tomate seco e tomate cherry assado, com tapioca do mar”.

O dia que a cozinha recebeu um chef de estrela Michelin

Saiba que o Duplex também permite que o cliente jante na cozinha. Sim, isso mesmo, pode juntar-se aos cozinheiros e viver um experiência única. Aqui quem decide o que vai jantar é o chef, ou então não, pode escolher um dos pratos do restaurante. Sobre estas mesas da cozinha o Diogo revela-nos que “às vezes[os clientes] ficam pouco à vontade, mas ao mesmo tempo fascinados. Há até quem ache que parecemos uma orquestra”. Entusiasmado, aproveita e partilha conosco o dia em que um chef Belga, com estrela Michelin, entrou pela cozinha dentro: “foi engraçado, ele estava encantado, até tirou uma fotografia com o avental do Duplex. Teceu elogios e destacou que a nossa cozinha era digna de uma estrela michelin”.

Nenhuma refeição termina sem a sobremesa

Chegámos ao fim e temos tendência para pedir o café, mas não faça isso. A Lia Tumkus é a pasteleira de serviço e prepara tudo a rigor. Não saia sem experimentar pelo menos uma das várias opções. A Lia contou-nos que o “duplex de chocolate é o que faz mais sucesso” e “o quindim com caipirinha é meio incompreendido, as pessoas sempre ficam com o pé atrás por ter caipirinha”, mas diz que “todos deviam experimentar”.

O Duplex vai bem e recomenda-se

“O ano 2017 foi, sem dúvida, dos melhores anos do Duplex”, garante José Diogo Vinagre, responsável pela Comunicação do espaço. Se o ano 2017 foi bom, espera-se que em 2018 “seja um ano ainda com mais trabalho”, adianta.

Mais informações

Onde fica: Rua Nova do Carvalho, 58-60, Lisboa
Uma dica: é muito concorrido de quinta a sábado
Horário: Todos os dias, das 18h à 01h

Este espaço, situado na zona do Cais do Sodré, bem na rua cor-de-rosa, tem capacidade para 65 pessoas e está disponível para eventos até 100 a 120 pessoas. Surgiu em 2015 por um grupo de empresários, que já detinha vários restaurantes como a Pizaria la Puttana, a Marisqueira Azul, o Ministerium e o Hotdog Lovers. Além dos espaços tem dois festivais de entretenimento, o LISB-ON e o Lisboa Eletronica.

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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