Elétricos

e-Pallete é o futuro. Mas já tem clientes hoje

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O e-Pallete é o futuro. Pelo menos, para a Toyota. Pode ser um veículo para o ride sharing, ou um espaço para vendas ou refeições, tudo sobre rodas. A Amazon, Pizza Hut e Uber já estão clientes.

Autor
  • Alfredo Lavrador

É óbvio que, num futuro próximo, nem todos os carros vão ser 100% autónomos, de forma a prescindir do condutor. Mas lá que haverá veículos que conseguem ir do ponto A ao B sem ter ninguém ao volante – ou até mesmo volante –, isso é um dado praticamente adquirido.

A pensar nesta problemática, a Toyota concebeu o e-Pallete, um elegante “caixote” com rodas, forma lógica quando se pretende maximizar o espaço interior, sem incrementar excessivamente as dimensões exteriores. Para já, foi pensado para estar disponível em dois comprimentos distintos, um mais curto com 4 metros (tipo Renault Clio) e outro mais comprido, com 7 metros, próximo portanto de um minibus. Condutor não há, e muito menos volante, pedais ou até pára-brisas. E nem precisa, pois vai conseguir ir sozinho de um lado para o outro sem encalhar em nada – é o que garante o fabricante.

Exposto no Consumer Electronics Show de Las Vegas, o e-Pallete surpreendeu muitos visitantes e entusiasmou consideravelmente um número generoso de empresas, que se apressaram a entrar a bordo. Do projecto, porque o veículo ainda é um protótipo.

Entre os que fizeram questão de se associar à Toyota, destaque para a Amazon, que já se está a imaginar a utilizá-lo para entregar as compras na casa dos clientes, ou visitá-los com produtos tipo sapatos, vestidos ou fatos, para que os clientes experimentem antes de comprar. Outro dos fãs foi a Pizza Hut, a saborear a possibilidade de propor um restaurante com rodas que, mediante um custo extra, fornecesse a deslocação e a pizza, bem como um local para a comer.

Rivais, mas desta parceiros deste negócio, a Uber e a DiDi (a maior empresa chinesa de ride sharing) também se chegaram à frente para integrar o projecto do e-Pallete desde o início, isto porque querem dizer quanto antes ‘adeus’ aos condutores e ‘olá’ a um veículo que transporte os clientes, sem os tratar mal, nem lhes faltar ao respeito.

A abordagem da Toyota ao e-Pallete não podia ser mais aberta, uma vez que está interessada em produzir o veículo, mas não os sistemas de condução autónoma – que também ainda não possui –, desafiando os clientes que os desejarem a desenvolvê-los, como é o caso da Uber, ou adquiri-los a quem os comercialize, como acontece com a Waymo, da Google.

Os testes do e-Pallete vão iniciar-se em 2020, com a Toyota a pretender colocar o veículo ao serviço durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.

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