Robótica

CES 2018. Os robots strippers que deram espectáculo

Fora do recinto da maior feira de tecnologia do mundo, a CES, um club de strip teve um espetáculo de dança no varão com robots. Passou-se em Las Vegas, mas tornou-se notícia em todo o mundo.

O espetáculo ocorre num club de strip em Las Vegas, de 9 a 12 de Janeiro, os mesmo dias do evento da CES

AFP/Getty Images

Junta-se a CES, a maior feira de tecnologia do mundo, a Las Vegas, conhecida como a cidade do pecado, e o resultado acabaria por dar nisto: um show de robots strippers.

O espetáculo está a ser reportado um pouco por todo o mundo como o mais insólito da 50ª edição da CES, e não está sequer está dentro do recinto da feira. O clube de strip “Saphire”, na cidade de Las Vegas, é que preparou o show especial que tem o que se esperar de um espetáculo erótico: música noturna, varões e movimento sensuais. No entanto, que não se pense que estes robots são uma Sophia (que visitou lisboa na Web Summit) a mostrar o que o seu criador a mandou tapar.

Um tweet em dezembro já mostrava os robots strippers, fazendo a piada: “os robots vão tirar o trabalho a TODA a gente”.

As artistas do varão não poderiam ser mais robóticas. Em vez de uma cara humanóide, tem uma câmara de segurança a fazerem a vez da cabeça. Já o aspeto, mesmo a ter curvas e aspeto de um corpo escultural, não deixa nada à imaginação de quem quer ver uma máquina ao natural. O metal e alguns fios elétricos foram deixados a descoberto para os mais curiosos.

O fenómeno de espaços dedicados a este tipo de entretenimento não é novo, mas o facto de os robots assumirem a aparência mecânica, ao invés de um look humano, gerou maior interesse.

O criador destas máquinas de sedução para amantes de tecnologia é Giles Walker, um artista plástico britânico de 5o anos. Ao Recode, que visitou o local, Walker afirma que a ideia de criar estes robots com cara de câmaras CCTV (o sistema de aparelhos de videovigilância utilizado em locais públicos) surgiu pela ideia de voyeurismo (querer olhar outra pessoa por prazer). O artista explicou a motivação para a obra robótica que fez: “Se fores um pintor queres pintar uma mulher nua e fazê-la bonita. Sou um escultor e queria fazer algo sensual”.

Os robots não eram sobre sexo, eram sobre voyeurismo. Fui arrastado para isto sem perceber bem, mas não me queixo. Paga as contas. Pode-se dizer que sou um proxeneta de robots”, conta Giles Walker, o criador das máquinas.

Walker contou à mesma publicação que a ideia inicial do projeto não era associá-la à indústria do sexo, mas sim uma alusão artística ao voyeurismo. No entanto, após terminarem os dias da CES em Las Vegas, o escultor assume alugar os robots para outros eventos. Mesmo assim, Giles Walker não é fã da ideia de robots para sexo. Ao Recode explicou: “primeiro constrói-se um robot com que se pode ter sexo, depois um que se pode violar e depois já se pode construir um robot criança para sexo e isso é tudo legal”. Walker deixa as questões: “só por ser legal, é saudável? Até que ponto isto compensa?”.

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