Ford

Mais um: Ford (também) acusada de manipular diesel

Depois do Grupo Volkswagen, da FCA e de outras marcas, agora é um construtor norte-americano, a Ford, a ser acusado de falsear as emissões dos seus veículos a gasóleo. Novo Dieselgate à vista?

Hoje em dia na mira dos governos, o diesel promete continuar a fazer estragos entre os construtores automóveis, nomeadamente nos EUA, pois agora é uma marca americana, a Ford, a ser alvo da acusação de ter utilizado um dispositivo ilegal nos seus motores a gasóleo, destinado a falsear as emissões.

Em causa está um dos modelos mais vendidos da marca da oval, em solo norte-americano: as pickup F-Series, nas quais a Ford é acusada de ter instalado um dispositivo ilegal nas versões a gasóleo, capaz de falsear as emissões quando em testes de homologação. As versões F-250 Super Duty e F350 Super Duty, com motores diesel, fabricadas entre 2011 e 2017, e destinadas apenas ao mercado dos EUA, estão sob suspeita, precisamente numa altura em que o fabricante estará a pensar aumentar a sua oferta diesel nas F-Series.

Bosch (mais uma vez) na berlinda

A exemplo do que já aconteceu com a Volkswagen, também a Ford não está sozinha no “banco dos réus”. Tem a seu lado a alemã Bosch, ou seja, a mesma companhia que, enquanto um dos principais fornecedores de componentes da indústria automóvel, acabou por se ver envolvida no escândalo Dieselgate.

A acusação contra a Ford partiu do importante escritório de advogados Hagens Berman, especializado em processos judiciais promovidos por grupos de cidadãos, e que pretende constituir-se como representante dos potenciais clientes afectados. Ainda que, neste caso em concreto, possamos estar perante uma tentativa de aproveitamento das decisões judiciais que acabaram por condenar a Volkswagen, como forma de garantir alguma espécie de indemnização a potenciais lesados, através da condenação da marca da oval.

Hagens Berman ficou já conhecido por ter protagonizado batalhas tão singulares como a exigência dos iPhones da Apple passarem a exibir baterias de maior capacidade; de uns ovos “orgânicos”, vendidos pela cadeia de supermercados Wallmart, mas que provinham de galinhas que supostamente nunca saíram da quinta; ou o caso dos abusos sexuais e violação que pesam sobre o produtor cinematográfico de Hollywood, Harvey Weinstein.

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