Primeira Liga NOS

Estoril-FC Porto. Jogo retomado a 21 de fevereiro às 18h, dragões fazem 14/15 jogos em 58 dias

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Liga, clubes e demais entidades reuniram-se de urgência para analisar Estoril-FC Porto, que será retomado em fevereiro. Porto garante que tomará medidas para "salvaguardar" os seus interesses.

Depois da evacuação da bancada norte do António Coimbra da Mota, jogo foi mesmo interrompido por falta de segurança

MÁRIO CRUZ/LUSA

Conforme estava previsto, decorreu esta manhã a reunião de urgência marcada pela Liga de Clubes no Estádio António Coimbra da Mota e que envolveu elementos e responsáveis do órgão que tutela o futebol profissional, do Estoril, do FC Porto, da Câmara Municipal de Cascais, da Proteção Civil de Cascais e de Lisboa, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Guarda Nacional Republicana (GNR).

“A partida da 18.ª jornada da Liga NOS entre o Estoril Praia e o FC Porto foi hoje interrompida, durante o intervalo, após a evacuação de adeptos de uma das bancadas do Estádio António Coimbra da Mota, medida articulada entre responsáveis da Liga Portugal, Câmara Municipal de Cascais, Bombeiros e sociedade desportiva anfitriã. Depois de reunir com estas entidades, assim como com a equipa de arbitragem, o comandante das forças de segurança presente considerou que não estavam reunidas as condições de segurança necessárias para o reinício da partida. A Liga Portugal vai agendar uma reunião de partes, amanhã, com caráter de urgência, com o Estoril Praia e demais entidades competentes”, tinha explicado ontem o organismo liderado por Pedro Proença.

Assim, e na principal decisão do encontro, os 45 minutos em falta serão realizados no dia 21 de fevereiro. De acordo com a Liga, o jogo está marcado para as 18h. Certo é que, até à paragem das seleções, em março, os azuis e brancos terão um calendário terrível com jogos de quatro em quatro dias para quatro competições distintas (14 ou 15 jogos em 58 dias):

– 19 de janeiro: Tondela, casa (Campeonato)
– 24 de janeiro: Sporting, neutro (Taça da Liga)
– 27/28 de janeiro *: final da Taça da Liga (em caso de apuramento)
– 31 de janeiro: Moreirense, fora (Campeonato)
– 4 de fevereiro: Sp. Braga, casa (Campeonato)
– 7 de fevereiro: Sporting, casa (Taça de Portugal)
– 11 de fevereiro *: Desp. Chaves, fora (Campeonato)
– 14 de fevereiro: Liverpool, casa (Liga dos Campeões)
– 18 de fevereiro *: Rio Ave, casa (Campeonato)
– 21 de fevereiro *: Estoril, fora (Campeonato)
– 25 de fevereiro *: Portimonense, fora (Campeonato)
– 2/3 de março *: Sporting, casa (Campeonato)
– 6 de março: Liverpool, fora (Liga dos Campeões)
– 11 de março *: P. Ferreira, fora (Campeonato)
– 18 de março *: Boavista, casa (Campeonato)
* datas referência ainda sujeitas a confirmação oficial

Da reunião, entre demais considerações, deverão também sair respostas a algumas perguntas ainda por responder, nomeadamente quando é que a bancada começou a ceder ou a dar sinais disso, porque é que a segunda parte não se vai jogou esta terça-feira e o que aconteceu para uma bancada tão recente sofrer este tipo de problema.

Em paralelo, a vistoria à bancada norte do recinto, feita por engenheiros do LNEC e responsáveis da Liga esta manhã de terça-feira, terminou por volta das 12 horas. Desconhecem-se ainda as conclusões retiradas da mesma, depois das imagens publicadas pelo FC Porto nas suas redes sociais que mostravam bem as fissuras existentes em tetos, chão e paredes do local no António Coimbra da Mota.

O FC Porto emitiu na tarde desta terça-feira um comunicado onde explicita que tomará “todas as medidas que os regulamentos em vigor permitem, com o objetivo de salvaguardar todos os seus interesses desportivos”. O clube aproveitou também para saudar “o comportamento irrepreensível dos seus sócios e adeptos” face a uma situação “de grave abatimento na parte central da bancada”.

Através do seu Facebook, João Sande e Castro, antigo responsável pelo desporto da Câmara Municipal de Cascais, abordou a questão dos problemas na bancada. “Em 2002, quando assumi a função de vereador do desporto no Município de Cascais, o Estoril-Praia tinha um projeto para uma piscina que estava parado há vários anos. O local indicado para a sua construção era de reserva ecológica e ficava em leito de cheia. Que este terreno era pouco estável saltava à vista: em 12 anos por três vezes foi necessário reparar abatimentos no solo dos campos sintéticos contíguos. Saí da Câmara em 2013 e confesso que me causou algum espanto quando em 2015 vi iniciar-se no local a construção de uma grande bancada. Acreditei que tinham conseguido encontrar uma solução técnica adequada para resolver a questão da instabilidade do terreno e que certamente os responsáveis sabiam o que estavam a fazer. Afinal não sabiam”, escreveu na sua conta pessoal.

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