Woody Allen

Woody Allen defende-se: “Nunca abusei da minha filha, foi a mãe que a treinou para contar esta história”

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O realizador enviou uma comunicado à CBS, o canal de televisão que entrevistou a filha adotiva, onde nega todas as acusações de abuso sexual. "Foi a mãe que a treinou", acusa Woody Allen.

Woody Allen, de 82 anos, manteve uma relação com Mia Farrow de 1980 a 1992

AFP/Getty Images

Dylan Farrow, filha adotiva de Mia Farrow e Woody Allen, falou pela primeira vez na televisão sobre o alegado abuso sexual que sofreu às mãos do realizador quando tinha apenas sete anos. “Ele está a mentir. Ele mente há muito tempo”, disse Dylan, hoje com 32 anos, casada há oito anos e mãe de uma menina de 16 meses.

Na entrevista à CBS, Dylan Farrow repetiu a história que aparece esporadicamente nos jornais há mais de 20 anos. Alegadamente, em 1992, Woody Allen pediu à filha adotiva para ir para o pequeno sotão que existia na casa de campo da família. “Ele pediu para me deitar sobre o estômago e brincar com o comboio do meu irmão“, começou por dizer, para depois admitir que foi sexualmente abusada. “Enquanto criança de apenas sete anos, diria que ele me tocou nas partes privadas. Enquanto mulher de 32, diria que ele me tocou com o dedo nos lábios vaginais e na vulva”.

Entretanto, Woody Allen enviou uma carta à CBS, onde nega todas as acusações e acusa Mia Farrow de virar a filha adotiva contra si. “Nunca abusei sexualmente da minha filha. Acusou-me pela primeira vez há 25 anos e nessa altura fui investigado a fundo pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven e também pelo Centro de Bem-Estar Infantil do Estado de Nova Iorque”, revela o realizador de “Annie Hall”.

Woody Allen garante que as duas instituições recusaram qualquer hipótese de que a história de abuso sexual fosse verídica e, ao invés disso, indicaram que existia a grande probabilidade de Mia Farrow ter dito à filha para acusar o pai.

Descobriram que era provável que a mãe, chateada, tivesse ensinado uma menina vulnerável a contar esta história, no contexto de uma separação agitada”, acusou o realizador.

No comunicado, Woody Allen revela ainda que o irmão mais novo de Dylan, Moses, já confessou que assistiu à mãe a treinar a filha adotiva a contar a história em questão e a convencê-la de que o pai era um predador sexual.

“Infelizmente, tenho a certeza de que a Dylan acredita realmente no que disse. Mas, apesar da família Farrow estar a usar cinicamente a oportunidade que criou o movimento ‘Time’s Up’ para repetir esta acusação já desacreditada, não é mais certa hoje do que era no passado. Nunca abusei da minha filha”, afirma Woody Allen.

No mesmo dia em que Dylan Farrow deu a entrevista, Colin Firth declarou que não fará parte de mais nenhum projeto dirigido por Woody Allen no futuro. O ator falou ao jornal britânico The Guardian. “Eu não trabalharia com ele novamente”, declaro o ator, que em 2013 fez parte do elenco de “Magia ao Luar”.

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