Canábis

Consumo de canábis agravou-se nos últimos cinco anos

O relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências revela que o consumo de canábis se agravou nos últimos 5 anos. Os Açores são a região onde o consumo é maior.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O consumo de canábis em Portugal agravou-se nos últimos cinco anos, com mais pessoas a consumir e mais consumo diário, revela o Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016, divulgado esta quarta-feira.

O relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) observa o agravamento do consumo nas mulheres e nos grupos etários 25-34 anos e 35-44 anos.

“Entre 2012 e 2016/7 verificou-se um agravamento do consumo de canábis, ao nível das prevalências de consumo recente e das frequências mais intensivas”, refere o relatório do SICAD apresentado esta quarta-feira na Assembleia da República.

Segundo o documento, há um “maior número de pessoas a consumir e mais com padrões de consumo diário (mais de três quintos dos consumidores recentes)”.

Em relação à maioria das outras drogas, os consumos mantiveram-se estáveis, tendo mesmo diminuído em alguns casos, salienta.

De acordo com o relatório, Portugal continua a surgir abaixo dos valores médios europeus relativos às prevalências de consumo recente de canábis, cocaína e ‘ecstasy’, as três substâncias ilícitas com maiores prevalências de consumo recente em Portugal.

Os Açores e a região norte foram as regiões que apresentaram as prevalências mais elevadas de consumo recente e atual de qualquer droga no escalão 15-74 anos, sendo que no escalão 15-34 anos foram também estas regiões, a par da região centro e de Lisboa.

O Alentejo foi a região com as menores prevalências de consumo recente e atual de qualquer drogas nestas faixas etárias, adianta o documento.

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