Alpine

Alpine A110 já está ao nível da Ferrari e Porsche

A Alpine ainda não conseguiu iniciar a comercialização do seu primeiro desportivo, o A110, em todos os mercados europeus e já está envolvida numa polémica que a coloca ao nível da Ferrari e Porsche.

Autor
  • Alfredo Lavrador

A Alpine é um construtor com história. Com o A110 original, venceu aquele que é considerado o primeiro campeonato do mundo de ralis, em 1973, batendo os rivais com um veículo menos potente e mais simples, mas consideravelmente mais leve. A marca volta agora ao activo com a segunda geração do A110, que continua muito ligeira e eficaz e, se bem que não tenha ainda chegado aos adeptos de alguns mercados, como o português, já começou a ser testada e analisada pela imprensa europeia. Mas nem tudo correu bem.

Uma das primeiras unidades do novo desportivo, com carroçaria em alumínio para reduzir o peso e motor central para maximizar o equilíbrio da distribuição de massas pelos dois eixos foi cedida para ensaio ao programa da TV britânica Top Gear. Com Chris Harris ao volante e Eddie Jordan – ex-piloto, ex-dono da equipa de F1 e actual apresentador de programas de televisão – no lugar do co-piloto, a equipa do Top Gear decidiu colocar o A110 à prova nas classificativas utilizadas dias antes no Rali de Monte Carlo, mais especificamente a La Cabanette-Col de Braus, o 17º e último troço cronometrado na prova monegasca que abriu o WRC de este ano.

De repente, uma luz avisadora surgiu no painel de instrumentos, avisando para uma anomalia grave no motor, o que o levou a abrir as portas, detectar a presença de chamas e abandonar o carro rapidamente, segunda afirmações de Harris. Jordan também disse de sua justiça, recordando que “fazer uma classificativa do Monte Carlo era um sonho que perseguia há muito. O carro revelou-se surpreendente, muito ágil, dançando ao longo da estrada de montanha, com o Chris a conduzi-lo de forma perfeita”. Para depois concluir: “foi uma pena não conseguirmos concluir o teste, mas estas coisas acontecem”. E, infelizmente, acontecem mesmo, pois basta uma breve pesquisa no Google para recordarmos que veículos deste tipo tendem a pegar fogo pelos mais variados motivos, muitos deles quando nem sequer estão a ser “puxados” a fundo ou até a andar. Ora dê uma espreitadela pela galeria, se não acredita que a Alpine já está ao nível dos seus mais reputados rivais, ainda que não necessariamente pelos melhores motivos.

Os responsáveis pelo construtor francês do Grupo Renault recolheram os destroços do A110, que passou de automóvel a um monte de metal derretido em quatro minutos, e estão agora à procura das causas do incêndio. Mas, pelo sim pelo não, ficaram suspensos os empréstimos de unidades pré-série para testes, uma vez que os novos modelos de produção corrente, que já estão a sair da fábrica de Dieppe, vão todos para os clientes que os aguardam. E já sinalizaram.

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