Sexo

Asfixia auto-erótica pode matar até 100 alemães por ano

Segundo o médico legista Harald Voß, por cada milhão de homens alemães, “um, dois” morrem assim, esquecendo-se que “a perda de consciência pode chegar mais depressa do que julgam”.

Jacobsen /Three Lions/Getty Images

Os casos continuam a suceder-se na Alemanha e os contornos da morte são em tudo semelhantes: marturbação… levada ao extremo, muitas vezes com recurso a asfixia auto-erótica. O diário alemão Bild relata esta sexta-feira alguns desses casos, tão trágicos quanto estranhos.

Em Hamburgo, por exemplo, um homem foi encontrado morto vestindo “apenas” um fato de mergulho, uma gabardine, e tendo na cabeça um saco de plástico. Morreu enquanto tentaria derreter fatias de queijo no próprio corpo com recurso a um aquecedor. Outro houve que, em Halle, foi encontrado morto, nu, envolto em enfeites natalícios, nomeadamente… luzes. A polícia alemã acredita que este tencionava masturbar-se enquanto infligia choques nos mamilos com as luzes. Em Hasse, um outro enforcou-se com uma corrente de metal no sótão da própria casa. Ao lado, tinha dezenas de revistas pornográficas.

São sobretudo homens, entre os 13 e os 79 anos, que são encontrados mortos na Alemanha devido à masturbação — a este tipo de masturbação.

É isso que explica ao Bild o médico legista Harald Voß. Por ano, acredita Voß, morrem cem alemães nestas circunstâncias. Harald Voß – que lidou com cinco casos nas últimas três décadas – acrescenta que por cada milhão de homens alemães, “um, dois” morrem por asfixia auto-erótica, esquecendo-se que “a perda de consciência pode chegar mais depressa do que julgam”. Mas até podem ser mais, garante o médico legista, pois muitos dos casos acabam por não ser reportados pelas famílias por “vergonha”.

A cidade alemã onde mais casos ocorrem é Hamburgo. Segundo o Departamento de Medicina Legal local, entre 1983 e 2003 foram encontrados mortos 40 locais nestes circunstâncias.

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