Arte

Seis concertos com seis jovens valores da música em dia de entrada livre na Gulbenkian

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A Fundação Calouste Gulbenkian recebe hoje um programa que coloca em circulação jovens valores da música europeia, num dia de portas abertas ao público.

Manuel Almeida/LUSA

A Fundação Calouste Gulbenkian recebe hoje a quinta edição do ECHO Rising Stars, um programa que coloca em circulação jovens valores da música europeia, num dia de portas abertas ao público.

Todos os concertos apresentados no âmbito do ciclo da European Concert Hall Organization (ECHO), organizado pela quinta vez na Gulbenkian, e, pela terceira, no dia de portas abertas, são de entrada gratuita, mediante o levantamento prévio do bilhete.

Pelo espaço vão passar o trompetista húngaro Tamás Páfalvi, o violinista austríaco Emmanuel Tjeknavorian, a cantora holandesa Nora Fischer, o quarteto de cordas Van Kuijk, a violetista sueca Ellen Nisbeth e o percussionista austríaco Christoph Sietzen.

A Gulbenkian, propôs-se a ter, num só dia, “quase 12 horas de música de portas abertas, seis de concertos Rising Stars e seis de oficinas”, além da exibição de um documentário, explicou à Lusa o diretor do serviço de Música, Risto Nieminem, lembrando que, nos últimos anos, a iniciativa tem mobilizado “cerca de cinco mil membros do público”.

Pelas 11:00, o trompetista Tamás Páfalvi, de 25 anos, dá início aos concertos, com um recital que inclui obras do francês Claude Debussy e do compositor italiano Tomaso Albinoni.

O violinista austríaco Tjeknavorian, segundo classificado do Concurso Internacional de Violino Jean Sibelius, em 2005, e vencedor do prémio de Melhor Interpretação no mesmo concurso, apresenta em Lisboa obras de Béla Bartók, Johann Sebastian Bach e Heinrich Wilhelm Ernst, entre outros compositores, num recital que inclui ainda uma sonata do belga Eugène Ysaÿe, o ‘rei do violino’.

Nora Fischer será acompanhada por Mike Fentross, no alaúde, e pelo pianista Daniel Kool, com duas peças de Claudio Monteverdi, “Lamento della ninfa”, do 8.º Livro de Madrigais, e “Oblivion Soave”, da ópera “L’Incoronazione di Poppea”, além obras que vão da expressão barroca de Barbara Strozzi à modernidade de Bartók, entre outros compositores.

O Quatuor Van Kuijk, distinguido com o Prémio Beethoven, é composto pelo holandês Nicolas van Kuijk (violino) e pelos franceses Sylvain Favre-Bulle (violino), Emmanuel François (viola) e François Robin (violoncelo).

Na Gulbenkian, pelas 17:00, vão interpretar uma encomenda a Edith Canat de Chizy, “En noir et or”, Quarteto para cordas n.º 4 da compositora ´francesa, e o 14.º quarteto de cordas de Franz Schubert, “A Morte e a Donzela”, uma das obras seminais da música de câmara.

Vencedora do Prémio de Melhor Solista Nórdica em 2013, Nisbeth sobe ao palco pelas 19:00, acompanhada pelo veterano Bengt Forsberg, o pianista sueco que recuperou a música de câmara de Erich Korngold, com a meio-soprano Anne Sophie von Otter, interpretando um programa com duas obras do australiano Percy Grainger, uma sonata do norueguês Edvard Grieg, uma encomenda ECHO a Katarina Leyman e ainda um tema do norte-americano Duke Ellington, um dos grandes nomes do jazz.

Vencedor do Concurso Internacional de Música ARD, atribuído em Munique, Alemanha, em 2014, o percussionista Christoph Sietzen, atualmente a residir no Luxemburgo, é o último em palco, pelas 21:00.

A iniciativa, que pelo quinto ano passa pela Gulbenkian, insere-se no “Portas Abertas” com o propósito de trazer música clássica a conhecedores e público habitual, bem como a crianças, famílias, com o espaço a esperar “cerca de cinco mil pessoas”.

Entre o público que comparece no dia de entrada gratuita, há “quem não venha normalmente, e grupos de jovens, famílias, e pessoas que têm gosto de vir aos concertos”, numa “mistura de públicos diferentes”, disse Risto Nieminem à Lusa.

A integração de vários tipos de público espelha o que se passa no palco, onde “os músicos vêm de países diferentes e onde se pode encontrar um recital de percussão, de canto, música de câmara, piano ou violino”.

“Para muitos, pode ser o início de uma grande carreira. (…). Deste ciclo já saíram muitos músicos que atuam depois nas nossas temporadas, em concertos com a orquestra, como solistas”, acrescentou o diretor do Serviço de Música, em declarações à Lusa.

Entre as atividades paralelas está a exibição, em cinco horários, ao longo do dia, do documentário de Tiago Figueiredo “op.ção”, realizado em 2016, no âmbito do Estágio Gulbenkian para Orquestra.

O filme, de 35 minutos, segue cerca de 80 jovens músicos que se juntam durante duas semanas para preparar os concertos do estágio, sendo que uma clarinetista, Clara, “tem uma responsabilidade acrescida: um solo com que todos os clarinetistas sonham”, aponta a sinopse.

Os seis concertos do ECHO Rising Stars vão ainda passar pela Casa da Música, no Porto, a 19 e 20 de maio.

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