Economia

Economia voltou a crescer em 2017: 2,7%, o valor mais alto desde 2000

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É valor mais alto dos últimos dezassete anos: 2,7% foi o ritmo de crescimento da economia em 2017, de acordo com o INE. A procura interna é a principal razão para esta evolução positiva.

TIAGO PETINGA/EPA

A economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017, revela a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgada esta quarta-feira. Este registo representa mais 1,2 pontos percentuais face ao ano anterior. Só no quarto trimestre de 2017, o PIB cresceu 2,4% em volume. Um pouco menos que no trimestre anterior, em que cresceu 2,5% do PIB.

“Em 2017, o PIB aumentou 2,7% em volume, mais 1,2 pontos percentuais que o verificado no ano anterior. Esta evolução resultou do aumento do contributo da procura interna, refletindo principalmente a aceleração do investimento, uma vez que a procura externa líquida apresentou um contributo idêntico ao registado em 2016”, informou o INE em comunicado.

Os números conhecidos esta manhã superam largamente a previsão do Governo, conforme consta no Orçamento do Estado para 2017 e que apontava para uma subida do PIB de 1,5%. Já no Orçamento do Estado para 2018, apresentado em Outubro passado, o Ministério das Finanças actualizou esta previsão, elevando o crescimento económico para 2,6%.

O próprio Governo, através do Ministério das Finanças, já reagiu aos números divulgados pelo INE sobre o que diz ser uma “significativa aceleração da atividade económica com destaque para o investimento”. Ao mesmo tempo, dá nota de um contexto de maior equilíbrio das contas públicas e das contas externas” para justificar os 15 meses de crescimento consecutivo. No mesmo comunicado, as Finanças referem ainda que “o crescimento robusto do PIB acompanha uma evolução sólida do mercado de trabalho” e destacam “que este crescimento económico é socialmente mais equitativo, assente na criação de emprego e numa gestão criteriosa das contas públicas.|”

O INE não divulga mais informação sobre o desempenho da economia no conjunto do ano passado, mas agendou para 28 de fevereiro a publicação de dados mais detalhados que permitem avaliar com maior rigor os fatores que condicionaram e sustentaram este crescimento.

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