Futebol

Marítimo critica Conselho de Arbitragem da FPF por “olhar só para um lado”

O Marítimo diz que existem "desigualdades" no tratamento das equipas de futebol pelo Conselho de Arbitragem da FPF, referindo-se ao facto de este não se pronunciar sobre um lance do Boavista-Marítimo.

MANUEL ARAÚJO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Marítimo criticou esta quarta-feira o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) por reconhecer um erro no jogo Sporting-Feirense e não se pronunciar sobre um lance do Boavista-Marítimo, de duas jornadas anteriores, falando em “desigualdades”.

A situação em causa trata-se do golo anulado ao avançado ‘leonino’ Doumbia, no jogo em Alvalade, que o Sporting venceu por 2-0, da ronda 22 da I Liga, após consulta ao vídeoárbitro, a cargo de Manuel Oliveira, ao considerar falta de Bruno Fernandes no início do lance.

“Veio o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, de modo célere, fazer um ‘mea culpa’ do erro do VAR (vídeo árbitro) num lance de golo anulado ao Sporting no jogo com o Feirense, esquecendo-se que na origem da polémica gerada está uma jogada em que o árbitro não assinalou falta contra o Sporting — aqui o CA da FPF não se pronunciou”, começou por comentar o clube madeirense numa publicação no seu sítio oficial na Internet.

O emblema ‘verde rubro’ prosseguiu lembrando a grande penalidade assinalada no encontro entre o Boavista e o Marítimo, da 20.ª jornada, por alegada mão na bola de Diney, o que viria a dar o primeiro golo dos ‘axadrezados’, no triunfo por 2-1, no Estádio do Bessa.

“É de estranhar (?!) esta posição do CA da FPF quando a mesma não é tomada noutras situações. Bem mais graves! Com interferências diretas no desfecho da partida! Basta lembrar o que se passou no Boavista-Marítimo quando o árbitro Bruno Esteves assinalou um pontapé de penálti absolutamente inexistente, ficando sem se saber se o VAR, Hélder Malheiro, teve interferência nessa errada decisão, se o protocolo do VAR não foi cumprido”, critica o Marítimo, acrescentando que “neste, como noutros casos, o CA da FPF não se pronunciou”.

O Marítimo considera existirem “desigualdades” no tratamento das equipas do principal escalão do futebol português e termina a publicação com uma pergunta.

“O CA da FPF continua a olhar só para um lado, não manifestando uma ação igual para com todos os concorrentes na Liga NOS. Até quando?!”, conclui o clube madeirense, na nota publicada na sua página oficial.

O presidente do clube, Carlos Pereira, já havia criticado a arbitragem do jogo no Bessa e deixou a promessa de intervir junto do Conselho de Arbitragem, mais concretamente no protocolo com o IFAB (International Board), com o intuito de “melhorar o futebol português”.

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