O presidente do Comité de Vigilância da FIFA, na Grécia, Herbert Hübel, afirmou esta  quarta-feira que “o futebol grego está à beira do precipício” e que a saída dos helénicos do organismo já não parece algo “longínquo”. Hübel fez estas declarações após uma reunião com o ministro dos desportos da Grécia, Giorgos Vassiliadis, e o presidente da federação grega, Evangelos Grammenos, na sequência dos incidentes no PAOK-AEK, que originaram a suspensão do campeonato.

“O objetivo de uma partida é ganhar, mas não pela força ou armas, ameaças ou chantagem”, referiu, em conferência de imprensa, o presidente do Comité de Vigilância da FIFA na Grécia. Na partida do fim de semana entre o PAOK e o AEK, o presidente do clube de Salónica, Ivan Savvidis, entrou em campo armado, já em tempo de descontos, depois de o árbitro ter anulado um golo que poderia selar o triunfo do PAOK. “Este comportamento fez-nos vir aqui fazer algumas recomendações”, explicou Hübel.

A polícia já emitiu um mandato de captura para Savvidis – e para os seus guarda-costas -, que é procurado por violação de lei desportiva e não por ter entrado em campo armado, uma vez que possui licença de uso e porte de arma. Na terça-feira, Ivan Savvidis apresentou, em comunicado, um pedido de desculpas “aos adeptos do PAOK e a todos os que gostam de futebol”, mas o empresário russo-grego poderá ser banido dos estádios entre três a cinco anos e pagar uma multa de 50 mil euros.

O campeonato foi suspenso na segunda-feira e será retomado “assim que esteja em vigor um novo quadro, acordado com todos”, disse o ministro grego.

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