1. A ruína da bitcoin, o “crash” de 25% na bolsa e mais 8 previsões insólitas do Saxo para 2018
    07 Dezembro 2017265
    Aí está a edição de 2018 das "Previsões Insólitas" do Saxo para a economia e finanças. No ano passado, o banco previu a escalada da bitcoin – este ano poderá ser o do descalabro (e nas bolsas também).
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    Edgar Caetano
  2. 2018
    Previsões insólitas, mas não descabidas

    Steen Jakobsen, economista-chefe do Saxo Bank, lidera a equipa que prepara, ao final de cada ano, as "Outrageous Predictions". As previsões não são "cenários-base" mas, sim, um conjunto de hipóteses com risco relativamente diminuto mas com enorme impacto potencial. Esta é a 10ª edição do relatório.

    Foto: HUGO AMARAL/OBSERVADOR
  3. 2018
    Previsões do ano passado acertaram na grande valorização da "bitcoin"

    O objetivo deste relatório não é, necessariamente, acertar no máximo de previsões. O que Jakobsen e a sua equipa pretendem é desafiar os leitores a pensar "fora da caixa". Ainda assim, por vezes, no ano passado adivinhou a multiplicação do valor da bitcoin, por exemplo. Por isso, vale a pena estar atento.

    Foto: HUGO AMARAL/OBSERVADOR
  4. 1
    A ameaça para o euro não vem do centro, mas do "Império Austro-Húngaro"

    A vitória de Macron foi um alívio para os europeístas, mas o Saxo vê a formação de um bloco robusto na região do antigo império Austro-Húngaro. A provável coligação entre Sebastian Kurz, conservador de 31 anos, e a extrema-direita austríaca pode desequilibrar a UE – se o país se aproximar do "Grupo de Visegrado".

    Foto: Thomas Kronsteiner/Getty Images
  5. 1
    A ameaça para o euro não vem do centro, mas do "Império Austro-Húngaro"

    "As tensões diplomáticas entre a Europa Ocidental e de Leste pioraram em 2017, em temas como os expatriados, as quotas de migrantes e valores democráticos". A vitória de Kurz na Áustria pode levar o país a juntar-se à Polónia, que a Comissão questiona se ainda é um Estado de direito, e à Hungria de Viktor Orbán.

    Foto: Sean Gallup/Getty Images
  6. 1
    A ameaça para o euro não vem do centro, mas do "Império Austro-Húngaro"

    A "ambição" de Macron e a "fragilidade" de Merkel, na opinião do Saxo, vão levar a uma maior integração nos países da Europa Ocidental, o que só irá alienar ainda mais os outros. A cotação do euro pode afundar (até à paridade com o dólar) se os mercados pressentirem a formação de uma "cisma europeia".

    Foto: ODD ANDERSEN/AFP/Getty Images
  7. 2
    China e Rússia dizem: "Ok, acabou-se a brincadeira da bitcoin"

    O Saxo adivinhou a fortíssima valorização da bitcoin em 2017. O banco dinamarquês acreditava, porém, que a justificação fosse uma fuga ao "TrumpDollar", e não os sinais de crescente legitimação da criptomoeda na alta finança internacional (como parece ser o caso). Em 2018, o cenário pode inverter-se por completo.

  8. 2
    China e Rússia dizem: "Ok, acabou-se a brincadeira da bitcoin"

    A bitcoin ainda pode continuar a subir em 2018, quem sabe até aos 60 mil dólares por unidade (ronda, hoje, os 12 mil). Mas, a partir daí, "o fenómeno da bitcoin poderá ver o tapete ser-lhe retirado pela Rússia e pela China, através de medidas sérias para proibir a negociação de criptomoedas" nos seus países.

    Foto: Greg Baker-Pool/Getty Images
  9. 2
    China e Rússia dizem: "Ok, acabou-se a brincadeira da bitcoin"

    Tanto um país como outro podem não só combater duramente o uso da bitcoin como, em simultâneo, promover a utilização de outras criptomoedas mais "oficiais". A tecnologia que está na base da moeda – o "blockchain" seguirá o seu (promissor) caminho mas a bitcoin poderá voltar a cair para os 1.000 dólares.

    Foto: SEDAT SUNA/EPA
  10. 3
    China acaba com referência dólar no mercado petrolífero

    Se acontecer, "será uma decisão com consequências geopolíticas e financeiras tremendas". A previsão insólita de Ole Hansen, analista do Saxo para as matérias-primas, é que a China irá procurar, em 2018, afirmar o yuan (renminbi) como uma das principais moedas em que são denominados os contratos petrolíferos.

    Foto: STR/EPA
  11. 3
    China acaba com referência dólar no mercado petrolífero

    Os EUA são cada vez mais auto-suficientes em termos energéticos, ao passo que a China é, de longe, o maior importador de petróleo no mundo – então porque é que se continua a falar de petróleo negociado em dólares? A confirmar-se, o lançamento de futuros em yuan podem fazer a moeda subir mais de 10% face ao dólar.

    Foto: FRED DUFOUR/AFP/Getty Images
  12. 3
    China acaba com referência dólar no mercado petrolífero

    Negociar petróleo em yuans é coisa para pegar, diz Hansen. Já hoje vários fornecedores da China, como a Rússia e o Irão, já aceitam sem qualquer problema negociar petróleo em yuans, porque confiam que o governo chinês não irá desvalorizar a moeda e acham que isso ajuda a pintar os EUA como potência em declínio.

    Foto: ADRIAN BRADSHAW/EPA
  13. 4
    "Barril de pólvora" na bolsa dos EUA estoira como em 1987

    A bolsa norte-americana viveu em 2017 um dos melhores anos de sempre – mais de 18% de valorização, até ao momento. E, mais curioso ainda, com o supostamente imprevisível Donald Trump na Casa Branca, os índices de volatilidade passaram o ano em mínimos históricos. Essa previsão nem o Saxo Bank se atreveu a fazer.

    Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
  14. 4
    "Barril de pólvora" na bolsa dos EUA estoira como em 1987

    A olhar para 2018, porém, o Saxo avisa que a baixa volatilidade, as ações generosamente valorizadas e as obrigações sobrevalorizadas criam condições "perigosas", "agravando os desequilíbrios e enfraquecendo o sistema financeiro", à medida que os bancos centrais começam a recuar na política de estímulos.

    Foto: Getty Images
  15. 4
    "Barril de pólvora" na bolsa dos EUA estoira como em 1987

    "É um autêntico barril de pólvora, e qualquer choque ou decisão política pode desencadear um 'flash crash' [colapso súbito] em vários mercados", avisa Peter Garnry. Num colapso a fazer lembrar o de 1987, o índice S&P 500 pode cair 25% e, aí sim, a volatilidade pode regressar em grande força às bolsas mundiais.

    Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP/Getty Images
  16. 5
    Perante o descalabro, Trump chama a si o poder na Fed

    É raro o dia em que Donald Trump não aparece no Twitter a dizer que a bolsa norte-americana tem estado em grande forma graças às suas políticas – e graças a si, no geral. Se o cenário inverter e houver mesmo um "flash crash" na bolsa, o mais provável é que a independência da Reserva Federal seja posta em causa.

    Foto: Drew Angerer/Getty Images
  17. 5
    Perante o descalabro, Trump chama a si o poder na Fed

    Não seria a primeira vez que o banco central se aproximaria mais de mais um departamento do Tesouro norte-americano e deixaria o papel de gestor independente da política monetária do dólar. Após a Segunda Grande Guerra o governo instituiu um limite nas taxas de juro, que só acabou em 1951.

    Foto: ANTONIO COTRIM/Lusa***
  18. 5
    Perante o descalabro, Trump chama a si o poder na Fed

    Jay Powell foi o nomeado de Donald Trump para a Fed, sucedendo a Janet Yellen em breve. Não é um economista – o seu passado está ligado à alta finança – e ninguém vê no seu perfil alguém que iria combater Trump se o presidente dos EUA decidisse voltar a tornar a Fed um organismo ao serviço da Administração.

    Foto: MICHAEL REYNOLDS/EPA
  19. 6
    Nas eleições intercalares dos EUA, eleitores viram à esquerda (radical)

    Outro fator que pode fazer subir as taxas de juro nos EUA -- o que, de acordo com a previsão anterior, poderia levar à intervenção na Reserva Federal por parte da Administração Trump -- é a possibilidade de os eleitores americanos virarem à esquerda (muito à esquerda) nas eleições intercalares do próximo ano.

    Foto: WIN MCNAMEE/ GETTY IMAGES
  20. 6
    Nas eleições intercalares dos EUA, eleitores viram à esquerda (radical)

    O antigo braço-direito de Trump, Steve Bannon, disse numa entrevista que em 2020 os eleitores terão de "escolher entre o populismo de direita e o populismo de esquerda", numa referência ao movimento criado por Bernie Sanders, que só perdeu a nomeação democrata devido à "máquina de campanha de Hillary", diz o Saxo.

    Foto: SAUL LOEB/AFP/Getty Images
  21. 6
    Nas eleições intercalares dos EUA, eleitores viram à esquerda (radical)

    Mas o banco dinamarquês admite que um "terramoto político" nos EUA pode não esperar tanto. Já em 2018, a ala mais esquerdista do partido democrata pode liderar uma campanha para recuperar ambas as câmaras do Congresso. Os "millennials" são cada vez mais o bloco eleitoral dominante e devem ajudar a este movimento.

    Foto: AFP/Getty Images
  22. 7
    Chinesa Tencent ultrapassa Apple como mais valiosa do mundo

    A Tencent é a única empresa do mundo cujo valor de mercado é superior a 100 mil milhões de dólares e que tem taxas de crescimento "explosivas" como as desta gigante chinesa, ligada à Internet e às novas tecnologias: receitas a subirem 60% no ano passado e lucros operacionais a aumentarem cerca de 50%. É obra.

    Foto: Getty Images for Sportel
  23. 7
    Chinesa Tencent ultrapassa Apple como mais valiosa do mundo

    A Tencent é líder mundial no mercado de eSports, um segmento que está em fortíssimo crescimento -- 60 milhões de pessoas assistem em "streaming", por exemplo, às disputas do videojogo League of Legends. Este é um mercado em expansão enorme e, ao contrário de outros setores, estas empresas fazem (muito) dinheiro.

    Foto: Getty Images
  24. 7
    Chinesa Tencent ultrapassa Apple como mais valiosa do mundo

    Com um crescimento tal, não será surpreendente, diz o Saxo, que a Tencent ultrapasse a Apple como empresa mais valiosa do mundo. Não tardará muito, e quando acontecer o mais provável é que a Tencent (e, possivelmente, outras empresas similares) se afastem cada vez mais das europeias e norte-americanas no ranking.

    Foto: MONICA DAVEY/EPA
  25. 8
    Talvez ouça falar muito da África do Sul em 2018 (por boas razões)

    A "Primavera Árabe" trouxe uma grande esperança de que algumas partes do continente africano poderiam entrar numa era de prosperidade, paz e modernização. "Mas toda essa esperança esfumou-se e hoje é pouco mais do que poeira", lamenta o Saxo Bank. Países como o Egito e a Tunísia continuam longe desse sonho.

    Foto: Getty Images/iStockphoto
  26. 8
    Talvez ouça falar muito da África do Sul em 2018 (por boas razões)

    Mas 2018 pode trazer boas notícias, pelo menos para alguns países da África Subsariana. A saída de Robert Mugabe, no Zimbabué, pode ser um sinal de que estes países estão a demonstrar maior capacidade de destronar líderes autocráticos, "ineficazes e desligados da realidade". Em 2018, teremos mais episódios.

    Foto: AARON UFUMELI/EPA
  27. 8
    Talvez ouça falar muito da África do Sul em 2018 (por boas razões)

    A República Democrática do Congo pode ser outro caso, mas o país mais promissor é a África do Sul, onde Jacob Zuma estará a chegar ao fim da linha. Com os investidores dececionados com os mercados desenvolvidos, os capitais podem fluir para estes países e África pode cumprir algum do seu "tremendo potencial".

    Foto: FRIEDEMANN VOGEL/POOL/EPA
  28. 9
    Japão pode ver-se grego para controlar os juros

    O Banco do Japão intervém frequentemente nos mercados para manter a taxa de juro da dívida de longo prazo nos níveis que idealiza, ao mesmo tempo que tenta evitar que a moeda – o iene – flutue em demasia por essa razão (ou por outras). Em 2017 houve duas grandes intervenções, em 2018 será preciso mais.

    Foto: Getty Images/iStockphoto
  29. 9
    Japão pode ver-se grego para controlar os juros

    John Hardy, estratego de câmbios do Saxo Bank, explica que o Banco do Japão precisa de taxas de juro relativamente estáveis nos outros grandes blocos para conseguir controlar as suas taxas de juro em níveis proporcionais, em comparação com outros países – é a isto que se chama, nos mercados, um "peg".

    Foto: MICK TSIKAS/EPA
  30. 9
    Japão pode ver-se grego para controlar os juros

    Em 2018, e porque as taxas de juro nos principais blocos podem mover-se de forma significativa, o Banco do Japão pode ver-se grego para manter o seu "peg" em vigor. A previsão insólita é que o banco central decida abandonar o "peg", porque, afinal de contas, os "pegs" foram inventados para serem desafiados.

    Foto: FRANCK ROBICHON/EPA
  31. 10
    É agora: as mulheres tomam conta do mundo empresarial

    Até ao final de 2018, mais de 60 empresas da lista das Fortune 500 terão uma presidente mulher. A aposta é de Steen Jakobsen e o leitor é bem-vindo a cobrar-lhe a aposta, no final do ano, caso o economista-chefe do Saxo Bank venha a estar enganado. Chegou a hora de as mulheres quebrarem o "telhado de vidro".

    Foto: Luisa Dorr
  32. 10
    É agora: as mulheres tomam conta do mundo empresarial

    As mulheres são, historicamente, sub-representadas nos corredores do poder, mas isso pode mudar em 2018, e os sucessivos casos de assédio sexual no mundo do entretenimento e dos negócios podem ser o "gatilho" que irá motivar cada vez mais mulheres a atacarem as lideranças empresariais de forma decisiva.

    Foto: AFP/Getty Images
  33. 10
    É agora: as mulheres tomam conta do mundo empresarial

    "Em 2018, o número de mulheres em cargos de presidente-executiva vai duplicar", diz Steen Jakobsen. Após décadas em que as mulheres obtiveram qualificações a um ritmo superior ao dos homens, maximizar a produtividade das mulheres é a única forma de as economias envelhecidas continuarem a crescer", diz o Saxo Bank.

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