Ana Malhoa: “Dizem que o meu público são os homens, mas as mulheres gostam mais”

31 Dezembro 2017604

Ana Malhoa soma 32 anos de carreira. Começou quando tinha apenas 6 anos. Do estúdio do Buéréré ao reggaeton da América Latina, uma entrevista de vida reveladora.

Encontrámo-nos com Ana Malhoa no estúdio onde gravou “Ampulheta”, tema lançado no final de novembro. O à vontade em posar para as fotografias é sintoma claro dos anos que já tem disto. Ana tem 38 anos, 32 deles passados em cima de palcos e em frente a câmaras de televisão. No Buéréré, marcou uma geração, da mesma forma que o programa da SIC — o mais bem sucedido de sempre em Portugal no segmento infantojuvenil — lhe marcou a adolescência. Para trás, ficaram as digressões pelo país e os palcos partilhados com o pai, José Malhoa, com quem começou a cantar aos 6 anos.

Depois dos 20, dedicou-se à carreira a solo. A imagem alterou-se: rompeu drasticamente com a da menina que cantava, pulava e dançava todos os fins de semana de manhã. As tatuagens, os músculos definidos e as roupas justas passaram a ser uma imagem de marca. O corpo da cantora ganhou protagonismo durante a primeira década dos anos 2000. Depois de fotografias reveladoras publicadas no próprio site, Ana foi capa da edição portuguesa da Playboy, da Hot Magazine e da FHM.

Em 2016, separou-se do marido e agente Jorge Moreira. Aos 18 anos, Índia Malhoa, a filha do casal, parece querer seguir os passos do clã Malhoa e construir uma carreira musical. Uma coisa é certa: as semelhanças físicas com a mãe saltam à vista de qualquer um.

Musicalmente, foi-se distanciando da tradicional batida popular portuguesa. Apontou a mira ao pop e ao reggaeton, mistura mais ou menos explosiva que desembocou no autoproclamado tropical urbano. Em 2014, Ana Malhoa começou a sentir o gostinho da viralidade. Turbinada continua a ser o vídeo da cantora mais visto no YouTube, atualmente com mais de 3 200 000 visualizações.

Questionada sobre qual seria o dueto de sonho, Ana deparou-se com uma indecisão. Madonna e Tina Turner são os seus maiores ídolos. Claramente, a primeira já esteve bem mais longe. Como diria a cantora de Bomba Latina: subelo!

João Porfírio/Observador

Aos 6 anos deu o primeiro concerto, no Luísa Todi em Setúbal. Como é que imaginava o futuro nessa altura?
Ainda tenho de retroceder um pouquinho mais. Até chegar aí, foram muitos anos. Parece estranho dizer isto quando esse início é apenas aos seis, mas foi muito tempo para uma criança. Lembro-me de, com quatro anos, estar a ligar para o diretor da editora discográfica do meu pai e de dizer que queria gravar um disco e ser cantora. Uma criança quer estalar os dedos e ver as coisas aparecerem. Durante muito tempo, insisti com várias pessoas, inclusive com o António Sala, um grande amigo dos meus pais. Lembro-me perfeitamente de, em jantares, insistir com ele para me escrever uma letra. Antes disso, com dois ou três anos, ia para cima do palco e pedia ao meu pai o microfone. Lá me dava, em off obviamente, e eu ficava ali. Foi aí que comecei a projetar o que queria ser e o meu futuro. Aos olhos dos adultos era uma brincadeira, mas eu levava muito a sério. Quando apresentei a música ao meu pai, ele tinha acabado de chegar de uma digressão. Tinha a maqueta toda preparada pelo António Sala, música e letra, na altura em cassete, e disse-lhe: “Pai, é esta música que eu quero gravar contigo”. Ele começou a chorar, ficou super sensibilizado. Aí, acho que me fez a pergunta mais decisiva da minha vida — “Filha, mas é isto mesmo que tu queres? Ser cantora?” e recordo-me perfeitamente de lhe responder: “Sim, é isto que eu quero, quero ser cantora, quero ser como tu”. Foi quando ele percebeu que não era uma brincadeira e que eu não estava só a ser induzida pela profissão do meu pai. Com o tempo, acabou por ter a certeza de que eu queria levar aquilo a sério.

O que não deixa de ser uma exceção, ver uma criança tão pequena ter já essa certeza.
Lembro-me de só querer ser duas coisas: cantora ou astronauta. Astronauta era mais difícil e, na realidade, era com a música que eu vivia todos os dias. Só queria palco, palco, palco. E hoje, é isso que vivo profundamente, os espetáculos, aquelas duas horas em que posso desfrutar ao máximo. Essa foi sempre a minha grande paixão.

Ana Malhoa com o pai, José Malhoa, durante uma entrevista a uma rádio, em 1990 © Fotografia cedida por Ana Malhoa

Olhando para trás, o que é que acha que aconteceu cedo de mais?
Nada. Nem gosto de pôr as coisas assim. Foi tudo natural, nunca me impuseram nada. Quando tinha 15 anos, chegou o programa de televisão, o segundo, porque já tinha feito “O Grande Pagode” com 8 anos. Sim, pode ter acontecido tudo muito cedo, mas quando as coisas chegavam era eu a dizer sim ou não e isso sempre foi o mais importante, deixarem-me fazer o que queria. E nisso, os meus pais sempre zelaram pelas minhas condições, para eu estar saudável a nível físico, a nível profissional também. A minha mãe, por exemplo, tratava das minhas roupas e preparava-me para entrar em palco. Aos olhos de muita gente pode ter sido cedo demais, para mim aconteceu no tempo em que tinha de acontecer. Da mesma forma que hoje poderia surgir uma proposta, sei lá… para fazer um filme sobre a minha vida. Para isso sim, é cedo demais.

Em algum momento foi preciso pôr travão?
O meu pai já estava neste meio há imenso tempo e eu cresci nele. Além disso, os meus pais sempre foram super protetores, portanto nunca achei que estivesse a perder alguma coisa, ou que podia ter dormido ou brincado mais. Brincava com a música. O meu recreio, não tirando o profissionalismo, era estar em cima do palco. Preferia estar ali do que a jogar à bola com os meus amigos. Também fazia isso. Apesar das regras todas e da vida preenchida, sempre fui uma criança feliz.

"Lembro-me de, com quatro anos, estar a ligar para o diretor da editora discográfica do meu pai e de dizer que queria gravar um disco e ser cantora".

Era maria rapaz?
Era e se calhar era o rapaz mais terrível lá da escola. Estou a brincar. Sempre fui muito maria rapaz, tal como as minhas amigas. Estávamos numa fase em que já não havia aquela divisão entre meninas e meninos no recreio. Apanhei essa fase muito mais positiva em que podíamos estar todos juntos e sem essa descriminação de não poder jogar à bola por ser rapariga.

A passagem do universo infantojuvenil para a carreira que conhecemos hoje foi marcante. Como é que essa mudança aconteceu?
Quando fui para o Buéréré já tinha 15 anos. Durante esses anos, tive de me adaptar ao universo infantil e foi fantástico. Depois, veio a vontade de fazer outros projetos, estava na altura de colocar a carreira na idade certa. Nunca vi as coisas como uma mudança, mas como uma evolução, uma evolução também pessoal que se impunha na música, na forma de estar, na imagem. Nunca vi esse momento como uma transição, ou pelo menos não de uma forma assim tão drástica. Da mesma forma que houve uma fase em que só fazia espetáculos com o meu pai, a partir de um certo momento, tive de ter o meu caminho. Aos olhos de muita gente isso foi uma separação. Mas que separação? O meu pai tem a sua carreira, eu tenho a minha. Não há aqui nada de negativo.

Mas não acha que essa passagem do “Começar no A” para a “Bomba Latina” foi mal digerida por muita gente?
Isso é um problema dessa muita gente. As pessoas crescem e evoluem. Não fazia sentido eu continuar se aquele projeto já não existia. Tinha de continuar de acordo com a pessoa que era naquele momento e com o que tinha para transmitir, e as pessoas só tinham de se adaptar ao que se estava a passar. Se não perceberam… Há pessoas que ainda me ligam muito à imagem do Super Buéréré, mas o programa já acabou há uns 17 anos. Se ficares a pensar na imagem que as pessoas têm de ti nunca vais avançar, nunca vais fazer nada. E isso não é o que eu quero, de todo.

Ana Malhoa em 1987 © Fotografia cedida por Ana Malhoa

Do ponto de vista da realização profissional, não fazia sentido para a Ana continuar no segmento infantojuvenil, mesmo que fosse noutro protejo?
Nem sequer pus isso em causa. Tinha consciência de que o Super Bueréré tinha sido um mega êxito. Até hoje, não existiu outro programa infantil como aquele. Quando terminou, terminou no auge, com 92% de share. O meu plano B tinha de ser tão bom ou melhor e, na altura, não surgiu outra situação. Tive outros projetos em mãos com os quais não quis avançar porque achei que não seria de todo o que fazia sentido para a minha carreira. Tinha 19 anos e tinha de fazer música para a minha idade e para aqueles que me acompanharam e cresceram comigo.

Mais tarde, deparou-se com um lado menos simpático do mediatismo?
Se não se é criticado é porque não se faz nada. Tudo o que fazemos de importante tem dois lados, o amor e o ódio e eu quero estar nessa fase durante a vida inteira. As críticas não me chateiam nada, para já, porque todos temos o direito de criticar, de falar, de dar a nossa opinião. Quem gosta gosta, quem não gosta não gosta. Ouço muitas vezes a expressão provocadora, mas não faço nada com esse objetivo. As pessoas têm de me ver pelo lado do espetáculo, como performance. Só quero dar o meu melhor enquanto artista, enquanto entertainer. Mas isso não acontece só em Portugal, acontece em todo o mundo e com todas as artistas que veem as coisas no seu todo. Não me sinto de forma alguma melindrada. É óbvio que o que conta para mim são as críticas com fundamento, não as críticas baratas de quem fala sem se dar ao trabalho de conhecer. Quando é assim não me afeta.

Foi desenvolvendo essa imunidade ao longo do tempo?
Desde muito pequena que convivo com isso tudo, não me choca nada. Jamais deixarei de fazer o que for por causa de críticas. As pessoas têm a sua opinião e têm de ser responsáveis pelo que dizem.

"Se não se é criticado é porque não se faz nada. Tudo o que fazemos de importante tem dois lados, o amor e o ódio, e eu quero estar nessa fase durante a vida inteira."

Ainda assim, há letras de canções da Ana que parecem ser respostas a essas críticas, como o verso “Tentaram matar-me mas sei reinventar-me”.
É óbvio que a música passa uma mensagem, mas quando estamos a produzir um single ou um álbum, pensamos no todo, na imagem geral, no concerto, no álbum, no que vou usar. Além disso, sou livre de poder dizer o que me apetece. Não estou a apontar o dedo a ninguém, estou a passar uma mensagem que, por exemplo, sem querer ser feminista, pode enaltecer o poder da mulher. Sou uma mulher, posso ser sexy, posso ser trabalhadora, ter sucesso, posso ser inteligente, posso ser uma business woman.

Por vezes, esse tipo de discurso acaba por encontrar mais resistência nas próprias mulheres. Apercebe-se disso?
Não sinto isso. Eu tenho muitas fãs mulheres, o que é engraçado porque dizem que, por ser mulher, por ser mais sexy nos outfits e dançar de uma forma mais sensual, o meu público-alvo são os homens. Mas não, as mulheres gostam mais, vão mais aos concertos, identificam-se mais. Depois dos concertos, faço sessões de autógrafos e aparecem mulheres, mulheres, mulheres… da mesma forma que a maior parte dos comentários que recebo são delas. Aliás, nas redes socais, a maioria dos meus seguidores também são mulheres e assim com uma diferença de 20%.

"Há uns anos, sentia que havia muita gente que gostava, mas que em frente aos amigos dizia que não. Que ia a concertos na aldeia e que curtia imenso o espetáculo, mas que era capaz de chegar a Lisboa e não dizer a ninguém."

O que seria diferente se fosse uma artista internacional?
A realidade é diferente, a paixão talvez fosse a mesma. Digo isto porque estamos em Portugal e eu tenho a plena consciência de que a nível de espetáculos há um número que não consegues fazer, há um limite de público. Não quero que isto soe de forma negativa. Faço sempre as coisas como se fosse a nível internacional, apenas sei as limitações do nosso país e até onde posso ir. Mas é óbvio que se tivesse nascido, já nem falo nos Estados Unidos, mas no Brasil que é assim uma coisa estrondosa, a realidade seria diferente, porque o país é diferente, a população é diferente, as vendas seriam diferentes.

Acha que Portugal é demasiado pequeno para uma pop star?
Não, de todo. Acho que estamos a gostar cada vez mais daquilo que é nosso. Tenho agora a experiência do novo single. Fomos para o top do iTunes, fomos para o top do Spotify, estávamos entre os vídeos mais populares. Logo aí, quando olhas para a tabela e somos três ou quatro artistas portugueses no meio de música estrangeira, já é muito bom. Isto não acontecia há dois ou três anos. As plataformas digitais não estavam com tanta agitação e as pessoas não estavam tão preparadas para isso. Mas as pessoas já compram. Já tive pessoal na Tunísia, numa praia paradisíaca, a mandar-me mensagem porque de repente começou a tocar o Turbinada. Este é o público que me foi seguindo, que cresceu comigo e que não tem preconceito em relação à música portuguesa ou à música mais pop. Identificam-se, gostam e divertem-se com esta música.

Ana Malhoa em concerto © Fotografia cedida por Ana Malhoa

Continua a sentir que há preconceito em relação à sua música?
Existe e vai sempre existir. Agora, eu não me foco no preconceito, eu foco-me nas pessoas que são bem arrumadas nas suas ideias e que não se importam de estar numa discoteca a divertirem-se a ouvir o “Ampulheta” da Ana Malhoa. Isso é o mais importante para mim. Quem só está a dizer mal não me vai acrescentar nada.

Alguma vez pôs a hipótese de deixar de cantar em português?
Não. Um dos meus maiores orgulhos é poder cantar em português em qualquer parte do mundo. Na América Latina, quando ouvem cantar português acham que é super exótico e eu acho que isso é das coisas mais bonitas que podes ouvir. Sempre disse que jamais deixaria de ter Portugal como a minha base. Tenho imenso orgulho em ser portuguesa, porque acredito que somos realmente boas pessoas e bons profissionais.

O vídeo do tema “Ampulheta” revela um claro salto na produção que a rodeia. Para que direção está a levar a sua carreira?
Tem de haver essa evolução e é esse o caminho que quero traçar agora. O mercado discográfico alterou-se, as coisas hoje em dia são muito mais rápidas e acho que também já estou numa fase da minha carreira em que não há necessidade de lançar álbuns com tanta regularidade. Nesta fase, o meu objetivo é lançar cada single como se fosse um álbum, com mais intensidade e regularidade. Cada tema tem um conceito próprio. Imagina que no próximo posso aparecer com uma coisa diferente… Essa é a forma engraçada de ser artista e de ter liberdade de criar. Não estou fechada num álbum com 10 ou 12 músicas, criadas para ter uma harmonia entre elas.

E hoje já não importam só as vendas. Um vídeo tornar-se viral no YouTube também é um objetivo?
Ambas as coisas são importantes, credibilizam-se uma à outra. O meu público não tem medo nem preconceito em chegar ao iTunes e descarregar a música ou estar no Spotify a ouvi-la. Com o “Turbinada” foi diferente, mas porque lancei o vídeo e só algum tempo depois é que lancei a música no álbum. Houve sim esse boom do vídeo, mas depois foi compensado com o álbum. Agora o “Ampulheta” — best of the week no iTunes, entre as 50 mais virais no Spotify. Quando tens um vídeo a bombar e tens estes número, então não é só o vídeo que é muito giro.

Mas foi sempre assim? Não sente que ouvir Ana Malhoa é encarado como um guilty pleasure?
Houve evolução. Há uns anos, sentia que havia muita gente que gostava, mas que em frente aos amigos dizia que não. Que ia a concertos na aldeia e que curtia imenso o espetáculo, mas que era capaz de chegar a Lisboa e não dizer a ninguém. Hoje em dia isso já não acontece. O meu próprio posicionamento de mercado abrange outras pessoas. A cabeça das pessoas tem mudado, se bem que nunca me pude queixar, tive sempre um público muito open-minded.

Ao fim de mais de 30 anos de carreira, há algum sentimento de ter aberto caminho?
Às vezes sinto que sim. Pelo menos, algumas pessoas transmitem-me isso. Em 2004, fiz um álbum de reggaeton, tinha originais e versões de pessoas de quem gostava. O reggaeton estava ainda muito fechado na América Latina. Lembro-me perfeitamente de lançar esse álbum e de haver muita gente a ridicularizar aquele género. Agora, 2016 e 2017 foram os anos em que todo o mundo ouviu reggaeton. As mega estrelas querem juntar-se a artistas de reggaeton e eu em 2004 lancei um álbum que foi ridicularizado por pessoas que não se davam ao trabalho de fundamentar o que estavam a dizer. Mas lá está, tive oportunidade de viajar e de conhecer outras culturas e levo esse conhecimento para a minha vida artística. Isto não faz com que eu seja da América Latina, continuo a ser portuguesa.

João Porfírio/Observador

Têm surgido várias denúncias de assédio sexual em todo o mundo. É difícil ser-se mulher nos bastidores do mundo do espetáculo?
Só posso falar por mim. Durante todo o meu percurso infantil e juvenil sempre estive com os meus pais, depois casei muito nova e esse relacionamento também passou para o lado profissional. Acabei por estar sempre acompanhada e por ter sempre objetivos bastante profissionais. Nunca senti que isso tenha acontecido. Sempre fui muito protegida neste meio. E quando tens uma postura profissional e te fazes respeitar, independentemente de seres mais sexy, mais bonita ou mais feia… Tem a ver com postura e com profissionalismo.

Vê no futuro da sua filha uma passagem de testemunho?
Desde que ela nasceu. Quer dizer, a Índia também quer seguir a parte musical. Não vou dizer passagem de testemunho, porque acho que cada um tem o seu caminho e faz as coisas com o seu gosto. Agora, é óbvio que fico muito contente por ela ter escolhido a mesma profissão que eu e que o avô. Se é passagem de testemunho? Não sei. Tenho o maior orgulho, mas eu acho que pode ser um peso para ela e ela não tem de carregá-lo. Se lhe passasse o testemunho estaria a dizer-lhe para fazer o que eu faço. Ela tem livre arbítrio de seguir aquilo que quiser. Agora, será sempre uma Malhoa.

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