As 24 frases com que o “animal feroz” se defendeu (e atacou)

11 Outubro 2017203

José Sócrates falou, escreveu, discursou. Desde o "Estou em modo luta" até ao "Se o Estado não arquiva ou acusa, acuso eu” - as frases brutais do ex-primeiro-ministro contra a Justiça.

"Será em legítima defesa que irei, conforme for entendendo, desmentir as falsidades lançadas sobre mim e responsabilizar os que as engendraram." 
José Sócrates, num comunicado enviado à TSF e Público a 27 de novembro de 2014
"Aqui está toda uma lição de vida: aqui está o verdadeiro poder — de prender e de libertar. Mas, em contrapartida, não raro a prepotência atraiçoa o prepotente. Defender-me-ei com as armas do Estado de Direito — são as únicas em que acredito. Este é um caso da Justiça e é com a Justiça democrática que será resolvido."
José Sócrates, num comunicado enviado à TSF e Público a 27 de novembro de 2014
"Não tenho dúvidas que este caso tem também contornos políticos e sensibilizam-me as manifestações de solidariedade de tantos camaradas e amigos. Mas quero o que for político à margem deste debate. Este processo é comigo e só comigo. Qualquer envolvimento do Partido Socialista só me prejudicaria, prejudicaria o partido e prejudicaria a democracia."
José Sócrates, num comunicado enviado à TSF e Público a 27 de novembro de 2014
“A atuação do Ministério Público para comigo é de agressividade e selvajaria, sem nenhuma base para fazer as imputações que faz. Não tinham nada para me apontar."
José Sócrates em 14 dezembro de 2015, em entrevista à TVI
"Ao fim de seis meses, eu realmente o que contava não é que o PS interviesse no processo, mas que o PS dissesse: desculpem, mas não será o momento de apresentarem as provas? Acham que isto não passou já a mais? Não acham que o PS está a ser prejudicado por isto?”
José Sócrates em 14 dezembro de 2015, em entrevista à TVI
“Por amor de Deus. Este tempo todo o que o Ministério Público fez foi fazer uma brutal campanha de difamação contra mim.”
José Sócrates em 14 dezembro de 2015, em entrevista à TVI
“O que mais impressiona é a facilidade e ligeireza com que o Ministério Público colocou esta investigação fora da lei (...) Marcar prazos para definir o novo prazo final, como já por duas vezes havia feito, foi ilegal. Como é ilegal marcar um prazo final sujeito a adiamentos excepcionais.”
José Sócrates a 4 de abril de 2016, num artigo de opinião no Jornal de Notícias
"O Ministério Público está sob suspeita de não cumprir prazos legais, de ter abusado dos seus poderes e de não ter dirigido a investigação a um crime mas ter posto todos os seus poderes ao serviço de uma perseguição a alguém." 
José Sócrates a 9 de abril de 2016, numa conferência em Barcelos
"Até usaram a prisão como prova — se ele está preso alguma coisa fez."
José Sócrates em entrevista à TVI a 28 de julho de 2016
"Agora, o Ministério Público propõe prisão domiciliária com vigilância eletrónica, que continua a ser prisão, só que necessita do meu acordo. Nunca, em consciência, poderia dá-lo.”
José Sócrates a 8 de junho de 2015 , numa carta divulgada pela SIC
“Seis meses de uma furiosa campanha mediática de denegrimento e de difamação, permitida, se não dirigida, pelo MP. Seis meses de imputações falsas, absurdas e, pior, infundamentadas, o que significa que o MP não as poderia nem deveria fazer, por não estarem sustentadas nem em indícios, nem em factos, nem em provas. Seis meses, enfim, de arbítrio e de abuso.” 
José Sócrates a 8 de junho de 2015 , numa carta divulgada pela SIC
“Também não ignoro — nem pactuo — com a utilização da prisão domiciliária com vigilância electrónica como instrumento de suavização, destinado a corrigir erros de forma, a parecer que nunca se cometeram. Estas ‘meias-libertações’ não têm outro objetivo que não seja disfarçar o erro original e o sucessivo falhanço: depois de seis meses de prisão, nem factos, nem provas, nem acusação.” 
José Sócrates a 8 de junho de 2015 , numa carta divulgada pela SIC
"Entreguei hoje no tribunal competente uma ação contra o Estado. Se o Estado não arquiva ou acusa, acuso eu.”
José Sócrates a 3 de fevereiro de 2017 numa conferência de imprensa no Altis
"Fê-lo sem haver acusação, sem haver julgamento, abusou do seu poder, ultrapassou todas as fronteiras."
Sócrates a 10 de setembro de 2016, num artigo de opiniao no DN
“Ao fazer tão grave e falsa insinuação, o sr. juiz evidenciou não ter a imparcialidade que é exigível a um juiz de instrução na condução deste processo. Na entrevista de ontem e, mais escandalosamente, sem que tivesse sido deduzida qualquer acusação por parte do Ministério Público, o sr. juiz decidiu expressar publicamente que, afinal, sempre teve partido." 
Sócrates a 10 de setembro de 2016, num artigo de opinião no DN depois de uma entrevista do juiz Carlos Alexandre
"Foi uma insinuação covarde e torpe que o sr. juiz fez a meu respeito." 
Sócrates a 10 de setembro de 2016, num artigo de opinião no DN depois de uma entrevista do juiz Carlos Alexandre
“Este processo nunca foi um processo justo. Dei instruções aos meus advogados para apresentarem as respetivas queixas aos órgãos judiciais competentes.”
Sócrates a 10 de setembro de 2016, num artigo de opinião no DN depois de uma entrevista do juiz Carlos Alexandre
"Muitos quiseram afastar-me. Detemos-te, pomos-te na prisão, não dás entrevistas. O primeiro objetivo era, justamente, isolar-me da sociedade portuguesa. Porventura conseguiram esse objetivo com a direção do Partido Socialista. Mas quero dizer-vos uma coisa: não conseguiram afastar-me do coração dos militantes."
José Sócrates a 24 de setembro de 2016, num almoço-homenagem em Lisboa
“Parece que agora já só cá faltava mesmo a TVI, já andamos na [construtora] Lena, já andamos em Vale de Lobo, já andamos na PT e na OPA da PT, agora faltava a TVI. O que me ocorre dizer é: o que seria de nós e da nossa sombria existência sem esta radiosa investigação.”
José Sócrates a 26 de setembro de 2016, em Bragança, na apresentado do livro "Dom Profano"
"Quero que saibam que estou em modo de luta, não em modo de resignação.”
José Sócrates a 26 de setembro de 2016, em Bragança, na apresentado do livro "Dom Profano"
“Não deduzem acusação nem encerram o inquérito. A isto chama-se um abuso, pura arbitrariedade.”
José Sócrates a 26 de setembro de 2016, em Bragança, na apresentado do livro "Dom Profano"
“Há dois anos que fizeram isto e todos vocês acompanharam, todos vocês viram. Três meses depois não vos disseram que as provas estavam consolidadas, seis meses depois não vos disseram que as provas agora estão sólidas, nove meses depois não vos disseram que estava quase betão armado e depois de 12 meses, e depois 15 e depois dois anos… dá que pensar.”
José Sócrates a 26 de setembro de 2016, em Bragança, na apresentação do livro "Dom Profano"
"Essas imputações eram falsas e eram injustas, como eram falsas as diversas versões desses favorecimentos. Na verdade, esta história construída à volta da empresa Lena não passou de um monumental embuste."
José Sócrates a 3 de fevereiro de 2017, numa conferência de imprensa no Altis
"O que se passou entre mim e Carlos Santos Silva (também arguido no processo) foram empréstimos.”
José Sócrates a 3 de fevereiro de 2017, numa conferência de imprensa no Altis
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