1. As notas à equipa nacional, depois de mais um triunfante empate
    22 Junho 20161.300
    Entre o puro frenesi depois do intervalo e o teatro do absurdo que foram os últimos três minutos, os jogadores portugueses fizeram bingos e resolveram conjecturas. De zero a 10, as notas, um a um.
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    Rogério Casanova
  2. 6
    Rui Patrício

    Encarnou a experiência de um polícia-sinaleiro no Arkansas: patrulhando placidamente uma encruzilhada onde nunca acontece nada – e depois um camião de estrume abalroa uma trotinete. Três vezes. Sem qualquer responsabilidade nos golos, limitou-se a levantar a cabeça, acto no qual tem anos de experiência.

    Foto: JOE KLAMAR/AFP/Getty Images
  3. 4
    Eliseu

    Perdeu a bola na origem do 1-0 e não fez uma única combinação ofensiva eficaz. Cioran escreveu um dia que só existem três tipos de tristeza no mundo: a russa, a húngara e a portuguesa. Na verdade existe um quarto tipo: a tristeza havaiana. O jogo de Eliseu conseguiu uma rara síntese dos quatro tipos.

    Foto: JOE KLAMAR/AFP/Getty Images
  4. 5,5
    Ricardo Carvalho

    Não esteve propriamente mal, mas deixou-se antecipar várias vezes e pareceu, pela primeira vez neste Europeu, uma pessoa nascida em 1978. O jogo partido e acelerado, especialmente na primeira meia-hora da segunda parte, ajudou a denunciar um bilhete de identidade que até aqui parecia falsificado.

    Foto: JEAN-PHILIPPE KSIAZEK/AFP/Getty Images
  5. 5
    Vieirinha

    Passou grande parte do jogo a tentar confraternizar com os cidadãos húngaros que apareciam no seu raio de acção, mas raramente conseguiu convencê-los a aproximarem-se de si o suficiente para, por exemplo, lhes roubar a bola. Tem claramente que melhorar o seu processo de comunicação interpessoal.

    Foto: ATTILA KISBENEDEK/AFP/Getty Images
  6. 5,5
    Pepe

    Continua a fazer tudo para tentar criar perigo dos dois lados do campo, quer através de transportes de bola ou desmarcações longas para os colegas, quer através de atrasos demasiado curtos ou perdas de bola para os adversários. Tem o mérito de acumular já 270 minutos de futebol sem ter assassinado ninguém.

    Foto: JOE KLAMAR/AFP/Getty Images
  7. 4,5
    João Moutinho

    Aos cinco minutos já tinha acumulado um mau canto, um mau livre indirecto, e um mau lançamento lateral; é possível que alguém na bancada tenha gritado "bingo!" e levantado o respectivo prémio. Passou os restantes 40 minutos a fazer aquilo que tem feito: exatamente isso, isso mesmo, sem tirar nem pôr.

    Foto: Michael Steele/Getty Images
  8. 4
    André Gomes

    Tentou uma finta logo aos 2 minutos, mas esqueceu-se de se desviar do jogador que tentava ultrapassar. Falhou passes. Foi ao chão algumas vezes. Percebeu a futilidade de toda a acção política. A bola seleccionou o seu ombro para ressaltar no 1-2. Despediu-se apropriadamente do jogo com uma má recepção.

    Foto: Getty Images
  9. 5,5
    William Carvalho

    Sofreu com a falta de respeito de alguns jogadores húngaros, que insistiam em incomodá-lo enquanto ele andava em campo a tentar resolver a Hipótese de Riemann e a Conjectura de Hodge. Pareceu incomodado com Harold Pinter (não é o primeiro), e perdeu duas bolas perigosas. Melhorou um pouco depois do intervalo.

    Foto: ATTILA KISBENEDEK/AFP/Getty Images
  10. 6,5
    João Mário

    De um jogador cuja maior virtude é a capacidade para encontrar sempre a melhor solução entre todas as disponíveis não se esperava outra coisa: a gradual – e corretíssima! – assimilação do facto de neste modelo de jogo quase nunca haver boas opções. Quando encontrou uma, cruzou para o calcanhar de Ronaldo.

    Foto: JEAN-PHILIPPE KSIAZEK/AFP/Getty Images
  11. 6,5
    Nani

    Duas arrancadas na primeira parte culminaram da mesma maneira: apercebeu-se de que não havia ninguém num raio útil de 30 metros e teve de voltar para trás. Aprendeu a lição, passou a jogar com a velocidade adequada ao modelo de jogo e, além do golo, fez mais uma razoável imitação do ponta-de-lança que não temos.

    Foto: FRANCISCO LEONG/AFP/Getty Images
  12. 7
    Cristiano Ronaldo

    A desmarcação para Nani foi o melhor passe efectuado por um médio português neste Europeu, e já marcaria esta exibição como a mais conseguida no Europeu mesmo sem os dois golos. Na segunda parte recebeu um papelinho com um recado transmitido por Fernando Santos, dizendo "Tudo bem? É só para dizer olá".

    Foto: Getty Images
  13. 5
    Quaresma

    Substituiu André Gomes e, demonstrando a habitual curiosidade, perguntou aos colegas qual era o resultado e quem eram aquelas simpáticas pessoas vestidas de vermelho por ali. Depois cruzou para o 3-3 de Ronaldo. Depois fez um cabrito a um adversário. Porquê? Porque sim, porque é assim a vida.

    Foto: FRANCISCO LEONG/AFP/Getty Images
  14. 5
    Renato Sanches

    Entrou com aquele ar de acumulação de altas pressões num ponto muito pequeno. Teve um momento típico aos 56 minutos, numa aceleração pelo meio a queimar metros muito depressa, criando um lance de perigo; e uma (também típica) perda de bola, fruto não tanto de má decisão, mas de electricidade a mais.

    Foto: Getty Images
  15. 4
    Danilo

    Entrou com instruções específicas do treinador para assegurar que nada de muito interessante acontecia em campo nos últimos minutos. Cumpriu, em certa medida. Os últimos três minutos até foram interessantes, do ponto de vista filosófico, mas não por sua causa.

    Foto: Carlos Rodrigues/Getty Images

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