O caça-sonhos português que ajuda a lançar negócios de 17 mil alunos

05 Setembro 20171.320

Quis ser médico, trabalhou para Tony Blair, na banca e para um grupo chinês de têxtil, até que lançou a Acredita Portugal. Para lançar a Dreamshaper, Miguel Queimado teve ajuda de Harvard e Stanford.

“Olhe que é uma história bastante longa”, começa por dizer Miguel Queimado. Aos 34 anos, é difícil imaginar que o presidente da Dreamshaper e da Acredita Portugal tenha já um percurso assim tão longo e com tantas reviravoltas, mas tem. Antes de lançar a aplicação que pretende ajudar jovens a lançar empresas — e que hoje é utilizada por mais de 17 mil alunos em 96 instituições maioritariamente brasileiras — Miguel já quis ser médico, trabalhou em Ciência Política no Reino Unido com Tony Blair, e na banca de investimento, no Citigroup. Diz que a primeira empresa que teve foi “um falhanço”, mas não desistiu. Ainda antes de se dedicar em exclusivo a um projeto seu, chegou a ser presidente executivo da Groupon, no Brasil.

Treze anos depois, Miguel Queimado continua no Brasil, o maior mercado da Dreamshaper, a app que desenvolveu com a ajuda de professores das universidades de Harvard e Stanford e que também já chega à Colômbia, mas a sua história é tão portuguesa que passa pela Pucariça, no Ribatejo. No escritório da empresa em Lisboa, trabalham 12 pessoas.

“Mas tu queres ser o quê? Cientista político?!”

“Tinha péssimas notas no liceu”, recorda Miguel Queimado. E as notas importavam: “Além de ser mau aluno, tinha o sonho de ser médico”. Com 18 anos acabados de fazer e a terminar o 12.º ano, Miguel tinha de tomar uma decisão quanto ao rumo que ia seguir. Se o sonho era Medicina, então tinha de fazer o necessário para entrar em Medicina. E foi assim que decidiu repetir o último ano do secundário: “As notas quase não me permitiam passar de livre vontade, mas lá deu para passar e foi de livre vontade que fiz as melhorias”, explica descontraído.

Foi com essa mesma descontração que, em 2000, entrou em Medicina na Universidade de Sorbonne, em Paris. O avô era da localidade da Pucariça, concelho de Abrantes, mas o neto queria ir para Paris tornar-se médico. Foi vontade de pouca duração. “Quando finalmente entrei, era o sonho dos meus pais, o filho ia para Medicina… Mas eu já não queria ir”, conta ao Observador.

"Quando finalmente entrei, era o sonho dos meus pais, o filho ia para Medicina... Mas eu já não queria ir"
Miguel Queimado

Não sabe quando foi que mudou de ideias tão repentinamente, mas recorda-se da expressão e do olhar do pai quando lhe disse que já não queria estudar Medicina e que o que queria mesmo era Ciência Política: “Lembro-me de o meu pai ficar a olhar para mim, quando lhe disse que já não queria ir para Medicina na Sorbonne (depois de ter sido aceite na universidade) e que, afinal, o que queria mesmo era Ciência Política. Ele fez-me uma pergunta para a qual não estava preparado para responder: “Mas tu afinal queres ser o quê? Cientista político?!”, recorda.

Ainda assim, Miguel embarcou para França. E a estadia ocupou-lhe dois anos. Ficou a morar no campus de Poitiers, a quase 300 quilómetros do destino inicial, Paris, e acabaria por mudar-se para Londres pouco tempo depois, num intercâmbio onde ia “estagiar e trabalhar praticamente de graça para o governo”. Estávamos em 2005, o número 10 de Downing Street era ocupado por Tony Blair, e a Ciência Política tinha-lhe garantido um estágio no Ministério da Administração Interna.

“Estive sempre à procura de um trabalho como empregado de um restaurante, para me sustentar em Londres, que não é propriamente a cidade mais barata. E já estava na residência de estudantes mais barata que tinha encontrado”, recorda o fundador da Dreamshaper, entre risos. Não adivinhava na altura que o futuro acabaria por ser vincado e fortemente orientado nessa residência de estudantes.

Foi nessa residência que conheceu os colegas chineses que o levariam para a primeira startup que integrou: “Tínhamos um acordo: eles ajudavam-me a fazer os meus trabalhos de casa de chinês, em inglês. Para eles, funcionava como um treino e para mim era uma ajuda preciosa, porque não percebia nada de chinês”, explica. Ficaram amigos e da amizade surgiu uma oferta de emprego.

A primeira startup foi “um falhanço”

Um dos colegas chineses que ajudava Miguel a fazer os trabalhos de casa trabalhava para uma empresa que produzia e exportava têxteis, em Hong Kong, e se estava a estrear no mercado europeu. Foi através desse colega que entrou para o gigante Donghua Group, que em 2004 tinha 1500 pontos de venda na China. Mais tarde percebeu que o seu colega de residência era na verdade o filho do presidente do grupo. Na altura, ficou responsável por quebrar o gelo no mercado europeu, coisa que “correu pessimamente mal”.

Talvez por falta de experiência ou de know how, a startup que ajudou a inaugurar foi “um falhanço” coordenado a partir do dormitório onde estava alojado, através de chamadas pelo Skype. Recorda-se de passar horas a ligar para os números gerais de marcas como a Zara, para tentar vender as peças, “quando nem sabia quais eram os departamentos para que devia ligar”. “O tempo que demorei a aprender a fazer aquilo, e por tentativa e erro… Descredibilizei muitas negociações em que estava pela evidente falta de experiência e conhecimento. Quando percebi como se fazia, já tinha esgotado todos os potenciais clientes na Europa”, conta.

Recorda-se de passar horas a ligar para os números gerais de marcas como a Zara, para tentar vender as peças, "quando nem sabia quais eram os departamentos para que devia ligar"
Miguel Queimado

Mas o tropeço na Europa não o impediu de continuar e de bater à porta do mercado norte-americano, onde acabou por ter sucesso, seis meses depois de ter constantemente resultados negativos. Curiosamente, o Donghua Group foi a empresa onde Miguel esteve mais tempo — três anos — e garante que foi “a confiança do grupo no seu método de trabalho” que lhe permitiu arriscar uma segunda vez.

“A nossa primeira startup era exatamente essa, desenhávamos roupa com um design ocidental para a tentarmos vender no mercado chinês. Depois, fui buscar designers portugueses para Hangzhou e depois Xangai. Humildemente, estávamos a ter sucesso”, conta. Pelo meio, a obrigação dos estudos que limitava a vida de Miguel em Londres e que, a seu tempo, teria de levá-lo para Paris outra vez. “Pelo menos, durante mais dois anos”, conta. Mas quando chegou a altura de deixar a terra de Sua Majestade, o destino foi outro: Georgetown, nos Estados Unidos. E nova mudança de rumo.

“Decidi que não queria completar o meu curso. Para acabar o curso, tinha de ir mais dois anos para Paris e não me parecia útil. Fui para Georgetown estudar Macroeconomia Internacional, uma coisa com pouca aplicabilidade, mas por alguma razão, gostava daquilo”, diz ao Observador.

A falta de experiência pode ter sido um fator determinante na saída do Donghua Group, mas Miguel garante que, na realidade, o mercado dos têxteis não era a sua paixão. “Disse a este grupo que era novo demais para parar”, conta. E começou a procurar oportunidades no setor privado. Voltaria a Londres, depois de conseguir um estágio na Citigroup, onde aprendeu o que havia a aprender sobre fusões, aquisições, obrigações e descobriu um interesse pela banca de investimentos.

Em 2008, começou a trabalhar para a consultora McKinsey. Apesar de ter sido contratado nos Estados Unidos, voltou para Lisboa, “ao fim de anos”. “Estava em casa, feliz da vida”, diz. O passaporte ganhou algum descanso por uns tempos e houve, por fim, oportunidade para parar e pensar “numa ideia um bocadinho antiga e que foi amadurecendo ao longo do tempo: a de que trabalhar só para ganhar dinheiro não me ia preencher ou esgotar, sentia necessidade de fazer algo mais”.

Acredita Portugal. É preciso “preparar a mente”

Antes de sonhar, era preciso acreditar. Foi isso que fez com que Miguel se juntasse a alguns amigos, já em Lisboa, para efetivar uma ideia que ainda vivia apenas na sua cabeça. “Quando volto para Portugal, tendo estudado Ciência Política, tendo trabalhado em Macroeconomia e no governo britânico, senti que era importante trazer, talvez, um bocadinho do que mais tinha gostado nas sociedades que tinha observado”, conta, acrescentando que “parecia que Portugal era um país onde as pessoas, apesar de terem sonhos, não estavam sequer a persegui-los. Isso fazia com que não fosse uma sociedade livre: uma sociedade onde as pessoas não seguem os seus sonhos”, afirma.

Para os fundadores da associação Acredita Portugal era preciso pensar no que impedia alguém de perseguir um sonho empreendedor. Queriam “combater a crise psicológica que afetava de forma mais grave do que a crise económica”, lê-se no site. Chegaram à conclusão que se tratavam de três barreiras. A primeira seria logo o acesso ao capital e a segunda o acesso a conhecimento e know how. “Se te disserem ‘Ok, está aqui o dinheiro, agora vai lá’… Sabes por onde começar?”, pergunta.

"Queríamos mudar a sociedade e queríamos começar por aí: pelas pessoas e pela perceção que elas tinham do seu ambiente”
Miguel Queimado

A terceira barreira foi aquela em que decidiram concentrar-se: “Não sabíamos bem batizá-la, mas era uma mistura de mentalidade com competências comportamentais — era socioemocional”. Esta barreira, que habitava nesse “abismo entre o sonho e a realidade” de que Miguel fala, quer dizer, no fundo, que as pessoas não seguem os sonhos porque não acreditam neles.

“O acesso ao conhecimento não estava muito espalhado, [não se sabia muito] sobre o que era preciso para lançares a tua própria empresa. Quer fosse uma startup de tecnologia, uma micro ou pequena empresa no interior da Pucariça, no Ribatejo. Esta terceira barreira, de mentalidade… A mentalidade pode mudar: temos direito a seguir os nossos sonhos. Era preciso preparar a mente”, explica ao Observador

Para a equipa que em 2008 estruturou a Acredita, esta era a barreira mais motivadora, por ser “diferente do que todos estavam a fazer, e por ser a que mais diferença faria na medida em que o conhecimento e o capital mais tarde ou mais cedo tu encontras”. “Queríamos mudar a sociedade e queríamos começar por aí: pelas pessoas e pela perceção que elas tinham do seu ambiente”, conta.

Um concurso que não era para elites e que chegou a 700 pessoas

A Associação Acredita foi fundada em 2008, nessa premissa. Uma organização sem fins lucrativos e, até hoje, financiada pelo bolso de um grupo de amigos com alguma experiência profissional, que queriam “dar algo de volta, olhar para trás e pensar: nós fizemos isto e fizemos uma coisa bonita”. Nesse mesmo ano, lançaram um concurso de empreendedorismo, que ambicionava ser diferente do que já existia. Ia ser “aberto a todos” e a intenção não era fazer “um concurso de elites”.

“Havia concursos, do BES Inovação e tal, para os Técnicos desta vida, para as Engenharias Aeroespaciais: muito orientados para um grupo pequeno da população. Não estávamos a fazer um concurso exclusivo para os próximos fundadores do Facebook”, esclarece Miguel Queimado. Com essa regra estabelecida, era preciso garantir ajuda às pessoas que não soubessem o que fazer: “Se forem muito esforçados, se tiverem muita paixão pelo vosso sonho, venham ter connosco que mesmo que não saibam o que fazer, nós vamos ensinar”, conta Miguel.

No seu melhor ano, o BES Inovação teve à volta de 100 projetos concorrentes e os amigos da Associação Acredita não esperavam ter “além de 5 ou 10, no máximo 20”, mas a mensagem foi viral: “Não tivemos nem 5 nem 10 projetos na primeira edição. Tivemos mais de 700”.

“Não tínhamos orçamento nenhum para esta associação e as nossas famílias não iam financiar este projeto, ninguém tinha ouvido falar de nós. Se enviássemos uma carta a cada concorrente, falíamos a associação”
Miguel Queimado

“Procurámos ajudar 700 pessoas, ao mesmo tempo, de duas formas: a maturar, validar e estruturar a ideia e, pelo caminho, ensinar-lhes o que não soubessem. Foi a génese da Dreamshaper”, conta o presidente. O pânico instalou-se: Miguel tinha uma mão cheia de fundadores, com pouco financiamento e mais de 700 projetos a quem foi prometida ajuda.

“Não tínhamos orçamento nenhum para esta associação e as nossas famílias não iam financiar este projeto, ninguém tinha ouvido falar de nós. Se enviássemos uma carta a cada concorrente, falíamos a associação”, recorda Miguel Queimado. A solução estava na cloud, ou seja, na nuvem, termo que nem existia em 2008. O primeiro protótipo da Dreamshaper, a aplicação que hoje é utilizada nas salas de aula de mais de 90 instituições de ensino, foi criado para dar resposta a estes 700 projetos. Dos 700, muitos partiram para a realização mas, na altura, a Acredita não se aventurou em programas de pré-aceleração destas mesmas ideias. A aplicação foi testada na primeira edição, que era suposto durar um ano e acabou por durar dois.

“Eram os fundadores que metiam dinheiro para aquilo não fechar”

Apesar de hoje já se retirarem dividendos da Dreamshaper, Miguel Queimado garante que na Associação Acredita, em 2008 “e em boa verdade durante muitos anos, eram os fundadores [Pedro Queiró, João Borges e ele mesmo] que metiam dinheiro para aquilo não fechar, basicamente do nosso bolso”. Falamos de exatamente 750 mil euros, de capitais próprios, como o mesmo contou ao Dinheiro Vivo. A Acredita “desde 2008 até hoje foi sempre sem fins lucrativos e nunca foi desenhada para ser uma startup”.

O foco inicial da tal componente socioemocional de que Miguel Queimado falava não se perdeu entre os 700 projetos. Na primeira edição, a Acredita convidou os 150 melhores projetos a apresentarem-se a um painel de jurados, que iria escolher os 10 finalistas e Miguel não esquece, todos estes anos depois, alguns destes grupos. Imagine-se numa sala de conferências, com um painel de jurados bem vestidos, formalidades em cada esquina e, lá no meio, um grupo de estudantes de artes — “malta muito simpática, mais alternativa, com rastas, roupa colorida, que tu não imaginas a lançar startups”, recorda Miguel.

"Estávamos em mais de 80% dos concelhos de Portugal, a nossa taxa de penetração era superior à da internet de banda larga”
Miguel Queimado

O processo de escolha dos finalistas deu-se antes do funeral do avô de Miguel, recorda. Nesse funeral, uma senhora que cumprimentava a mãe perguntou-lhe se ele não era “alguma coisa à Associação Acredita”. Ele respondeu-lhe que sim e ouviu um: “Ah, curioso. A minha filha participou num concurso, ela era estudante de artes”. Foi aí que teve noção da dimensão do projeto que estava a montar. “Em 2008, estávamos em mais de 80% dos concelhos de Portugal, a nossa taxa de penetração era superior à da internet de banda larga.”

Essa jovem estudante de artes acabou por lançar um produto que inicialmente tentou vender à ANA Aeroportos, mas quando chegou à reunião, percebeu que o produto já existia e que a ANA já o tinha comprado. Pela altura do funeral do avô de Miguel, a jovem já se tinha erguido. “Tinha batido na parede, caído no chão, levantou-se, fez uma coisa diferente e vendeu mesmo um novo produto à ANA Aeroportos. É isto que mais gostamos de fazer. Provavelmente o que mais me orgulha é ter feito parte deste projeto”, afirma.

Em 2012, o concurso chegou às 18 mil candidaturas

A Acredita Portugal acabou por ser o “contexto” que permitiu a criação da Dreamshaper, conta Miguel Queimado. A aplicação está hoje numa versão aprimorada, nas mãos de mais de 17.000 alunos, em mais de 90 instituições de ensino, especialmente no Brasil. Como é que ele chega ao Brasil? Pelo site de descontos Groupon. Em 2012, o concurso promovido pela Acredita já tinha batido as 18.000 candidaturas em projetos, e Miguel recebeu nessa mesma altura a proposta de liderar a filial brasileira da empresa. Foi o que fez durante pouco mais de um ano. Mas o passaporte voltou a ganhar novos carimbos. Em Lisboa, ficava a Acredita e os primeiros passos da Dreamshaper.

“Sempre pensámos que estaria na sede, em Lisboa. Somos uma startup portuguesa, com sede em Portugal, as equipas de tecnologia, de produto, de conteúdos pedagógicos estão aqui sediadas e portanto, por desenho, o cargo que eu ocupo deveria estar muito próximo da sede”, refere. Acontece que o Brasil, por ocasião ou proximidade, revelou-se o mercado mais fiel. Isto de “trabalhar de dia e de noite e tentares fazer um trabalho decente numa associação que tu criaste” tem que se lhe diga.

“Sempre pensámos que estaria na sede, em Lisboa. Somos uma startup portuguesa, com sede em Portugal, as equipas de tecnologia, de produto, de conteúdos pedagógicos estão aqui sediadas e portanto, por desenho, o cargo que eu ocupo deveria estar muito próximo da sede”
Miguel Queimado

Foi a partir do Brasil, de onde comanda a equipa em Portugal, que a Dreamshaper foi crescendo. Em Portugal, trabalha a equipa de produto e conteúdos pedagógicos, bem como os responsáveis tecnológicos. No Brasil, opera a equipa comercial. Hoje, é uma plataforma virtual utilizada nas salas de aulas, adaptada ao professor e ao aluno, que orienta e educa, com pequenos vídeos, a estruturação de uma ideia para o mercado real.

É possível desenvolver toda a estratégia de lançamento do negócio do início ao fim. A cada erro, a aplicação sugere uma mudança de estratégia, a cada sucesso, propõe uma estratégia melhor. No fim, há um plano de negócios, um modelo padronizado, “que eles podem pegar e levar para uma reunião, para um pitch, e é uma coisa respeitada”. A aplicação não se limita a ajudar na elaboração do plano de negócio. Não descura o foco inicial da casa mãe, e concentra-se na tal vertente socioemocional: saber acreditar e não perder o ritmo.

A expansão da Dreamshaper já foi feita para a Colômbia. A intenção é continuar a crescer no Brasil e até avançar no México em breve. Nos Estados Unidos, “para já” não, apesar de Miguel ter contado com a ajuda de alguns professores das universidades de Harvard e Stanford para desenvolver os conteúdos pedagógicos da aplicação.

Portugal está na mira. A ideia é trazer a Dreamshaper para universidades e escolas portuguesas e já há contactos feitos nesse sentido. Com 12 pessoas contratadas a tempo inteiro em Portugal, a equipa também está a crescer. Para os escritórios de Lisboa estão a ser recrutados vários profissionais de tecnologia e colaboradores para marketing e desenvolvimento de negócio (através deste e-mail) “A razão pela qual fazemos este apelo agora é por causa da Dreamshaper, o nosso foco hoje em dia é esse. A Acredita era apenas um contexto”.

Se algum dia chegará ao fim da Dreamshpaer, Miguel diz que não sabe, que não está nos planos. Se a aplicação e os sonhos dos outros o vão cansar, diz que também não pensa nisso. Mas a verdade é que “em termos de profissões”, a primeira coisa que se lembra de querer ser era escritor e realizador. “Era um sonho. E nunca é tarde”, concluiu.

Editado por Ana Pimentel / Fotografia por João Porfírio
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