Rentrée: estes são os livros que pode esperar até ao final do ano

06 Setembro 2017514

Setembro é sinónimo de rentrée: na política, na música, no cinema e, claro, nos livros. Reunimos algumas das novidades literárias que pode esperar até ao final do ano.

Romances e outras histórias de encantar

De modo a celebrar os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, a E-Primatur vai lançar A Vida e o Sonho, um volume que pretende oferecer uma perspetiva geral da obra do autor. Além de cobrir todos os géneros literários sobre os quais Brandão se debruçou, o livro — organizado por Vasco Rosa — inclui ainda “notas e guias de leitura que contextualizam o leitor”. “Esta obra será a introdução ideal ao autor e à sua obra, bem como um manancial de informação surpreendente e, por vezes, inédita para quem é já conhecedor”, refere a editora numa nota de imprensa.

Pela E-Primatur vai ainda sair O Anel dos Lowenskölds, de Selma Lagerlöf, traduzido diretamente do sueco por João Reis, e o primeiro volume de ficção de H. G. Wells, até agora inédita em Portugal. Para setembro, a Cavalo de Ferro guardou Octaedro, de Julio Cortázar, A Porta, de Magda Szabó, e O Galo de Ouro, de Juan Rulfo.

A Antígona vai lançar O Caçador de Histórias, um conjunto de microcontos de Eduardo Galeano, concluído um ano antes da morte do autor, em abril de 2015. No final do mês, vai ainda sair pela mesma editora Sei Porque Canta o Pássaro na Gaiola, um romance autobriográfico de Maya Angelou, no qual a norte-americana, figura fundamental da cultura afro-americana e da luta pelos direitos cívicos nos Estados Unidos da América na década de 1960, “enfrenta a sua própria existência com uma admiração tocante e com uma dignidade luminosa”, nas palavras de James Baldwin.

O Anel dos Lowenskölds, de Selma Lagerlöf, vai sair pela E-Primatur. A Estrada Subterrânea, do Colson Whitehead, vencedor do Prémio Pulitzer, vai ser publicado pela Alfaguara. Dois Irmãos, de Milton Hatoum, tem chancela da Companhia de Letras

O primeiro livro a ser publicado pela Quetzal na rentrée é Os Corpos, de Rodrigo Magalhães, um “objeto literário misterioso, inquietante, de uma imensa originalidade” baseado no caso Tamam Shud, sobre um homem, não identificado, encontrado na praia Somerton, no sul da Austrália. No final do mês, vão sair reedições de A Feira dos Assombrados, Fronteiras Perdidas, A Substância do Amor e Outras Crónicas e Passageiros em Trânsito, de José Eduardo Agualusa, pela primeira vez na Quetzal. Também para o final de setembro, um novo livro de José Luís Peixoto: O Caminho Imperfeito, sobre as suas viagens no oriente.

Já perto do final do mês, a Companhia das Letras vai publicar Quando fui Outro, uma coletânea de poemas, ensaios, anotações pessoais e fragmentos de cartas de amor de Fernando Pessoa. A seleção — que tem a paixão como tema central — é do autor brasileiro Luiz Ruffato. E por falar em Fernando Pessoa, a Assírio & Alvim vai editar mais um volume dedicado à ficção pessoana. A Porta e Outras Ficções, com edição e tradução de Ana Maria Freitas, inclui quatro inéditos, entre os quais duas tentativas de romance.

A Relógio d’Água vai dar continuidade à reedição das obras completas de Agustina Bessa-Luís. Depois da publicação de A Sibila (com prefácio de Gonçalo M. Tavares) e de Dentes de Rato (com ilustrações de Mónica Baldaque) no mês de julho, a editora vai agora lançar Vale Abraão (com prefácio de Lobo Antunes) e Fanny Owen (com prefácio de Hélia Correia). Pela mesma editora vão ainda sair Lorde Jim, de Joseph Conrad, e Mr. Fox, de Helen Oyeyemi.

Já a Casa das Letras vai publicar Homens Sem Mulheres, um conjunto de contos de Haruki Murakami. A Guerra & Paz, por seu turno, vai editar Orgulho e Preconceito, o clássico de Jane Austen, e Piedade para os Pecadores, de Manuel Macedo, enquanto que a Companhia das Letras vai lançar Dois Irmãos, de Miltom Hatoum. O autor brasileiro vai passar por Lisboa no final de outubro e também por Óbidos, onde participará no festival literário FOLIO.

Vida e Sonho, da E-Primatur, pretende assinalar os 150 anos do nascimento de Raul Brandão. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, vai sair pela Gurra & Paz, e Atos Humanos, de Han Kang, pela D. Quixote

Pela Porto Editora vai sair A Última Viúva de África, de Carlos Vale Ferraz — um autor de referência no que diz respeito à ficção portuguesa sobre a guerra colonial –, Uma Mulher Desnecessária, de Rabih Alameddine, As Duas Vidas de Sofia Stern, de Ronaldo Wrobel, e Somente a Verdade, um conjunto de 12 histórias, baseadas em factos verídicos, de José Paulo Cavalcanti, autor de Fernando Pessoa, uma quase-autobiografia.

Mas a grande aposta do mês de setembro da editora será outra: a primeira adaptação para banda desenhada do diário de Anne Frank. A versão, com texto de Ari Folman e ilustrações de David Polonsky, foi autorizada pela família da autora e pretende celebrar o 70º aniversário da primeira edição do seu famoso diário. Chega às livrarias de todo o mundo em setembro. Em Portugal, estará disponível a partir de dia 21.

A Alfaguara vai editar A História Subterrânea, de Colson Whitehead, vencedor do Prémio Pulitzer 2017 de Ficção. O norte-americano vai estar em Portugal em outubro para a apresentação do livro. A editora vai também lançar uma nova edição de O teu rosto amanhã – 1 – Febre e Lança, de Javier Marías, nunca publicado na íntegra em Portugal, e As Nossas Almas na Noite, do também norte-americano Kent Maruf, “uma pequena joia literária”. “Uma história breve, comovente, agridoce, mas inspiradora e bem-humorada, sobre as segundas oportunidades na vida”, descreve a Alfaguara.

Uma das grandes apostas da Presença para o mês de setembro é o novo romance de Ken Follett. Uma Coluna de Fogo (cuja ação se passa no mesmo universo de Os Pilares da Terra e de Um Mundo Sem Fim) chega às livraria, em Portugal e no mundo inteiro, a 12 de setembro. Neste mês, a editora vai ainda lançar Imagina Que Não Estou Aqui, de Adam Haslett, finalista do Prémio Pulitzer 2017.

Ébano, obra há muito esgotada, vai ser publicada em setembro pela Livros do Brasil. Um dos Nossos, de Daniel Magariel, tem chancela da Elsinore. O novo livro de ficções de Fernando Pessoa, A Porta e Outras Ficções, vai sair pela Assírio & Alvim. A organização é de Ana Maria Freitas

A Dom Quixote vai publicar, logo no início do mês, Atos Humanos, de Han Kang, vencedora do Man Booker Prize Internacional em 2016. O romance passa-se em 1980, na Coreia do Sul, numa altura em que milhares de estudantes se revoltaram contra o fecho das universidades e a falta de liberdade de expressão no país. Pela mesma editora vai ainda sair O Escritor Fantasma, de Philip Roth, Entre Amigos, de Amos Oz, O Homem Que Perseguia a Sua Sombra, o quinto volume da popular coleção “Millenium” de David Lagercrantz, e Raparigas Mortas, da argentina Selva Almada. A escritora vai estar em Cascais, no dia 22 de setembro, para participar no FIC — Festival Internacional de Cultura.

Para setembro, a Livros do Brasil guardou a publicação de Cidadela, obra póstuma de Antoine de Saint-Exupéry, e Ébano, do jornalista polaco Ryszard Kapuściński. A obra já tinha sido editada em Portugal, mas encontrava-se há muito esgotada. A coleção “Vampiro” vai ter um novo volume: O Impostor, o clássico da literatura de espionagem de E. Philips Oppeheim.

A Bertrand vai lançar, logo no dia 1 de setembro, Nada, de Janne Teller, “um dos grandes livros do nosso tempo”, segundo a editora. Inicialmente proibido na Dinamarca por ser “demasiado violento”, já foi traduzido em mais de 30 línguas e galardoado com vários prémios internacionais. É muitas vezes comparado a O Deus das Moscas, de William Golding.

Depois de Vozes de Chernobyl, A Guerra não Tem Rosto de Mulher e Rapazes de Zinco, a Elsinore prossegue a edição das obras de Svetlana Alexievich, Prémio Nobel de Literatura de 2015, com As Últimas Testemunhas. Publicado originalmente em 1985, o livro é um retrato inesperado da Segunda Guerra Mundial. Pela Elsinore vão ainda sair em setembro os romances Rapaz, Neve, Ave, de Helen Oyeyemi (autora da coletânea de contos O Que não É Teu não É Teu), e Um dos Nossos, o muito aclamado primeiro romance de Daniel Magariel.

Para outubro está marcada a estreia de David Mourão-Ferreira no catálogo da Assírio & Alvim. A editora, que vai reeditar toda a obra do autor português , vai lançar em primeiro lugar Um Amor Feliz, o único romance de Mourão-Ferreira. No mesmo mês, a editora vai ainda publicar O Monarca das Sombras, o novo romance de Javier Cercas que, mais uma vez, volta a tocar no tema da Guerra Civil em Espanha, e, se tudo correr como planeado, A Noite, uma peça de teatro de Manuel António Pina que estreou a 24 de janeiro de 2001 no Teatro da Vilarinha, no Porto.

Apesar da escassa obra que tem disponível em Portugal, Kenzaburō Ōe é um dos mais importantes escritores japoneses da atualidade. Procurando preencher essa lacuna, a Livros do Brasil decidiu avançar com a tradução portuguesa de Morte Pela Água, um dos títulos mais recentes do autor. O livro chega às livrarias em outubro, na mesma altura que A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett (mais um título da coleção “Vampiro”) e Histórias do Bom Deus e Outros Textos, de Rainer Maria Rilke, que vai integrar a coleção “Miniatura” da editora.

Em outubro, a Planeta vai publicar o thriller psicológico O Silêncio, de Fiona Barton. Perto do final do mês, a Antígona vai publicar Europeana — Uma Breve História do Século XX, do ativista político e editor polaco Patrik Ouředník. Já a Elsinore vai publicar How To Be Both, o romance mais galardoado de Ali Smith (ainda sem título em português), Distância de Segurança, de Samanta Schweblin, Um de Nós Dorme, de Josefine Klougart, e O Que se Vê da Última Fila, de Neil Gaiman.

Na Cavalo de Ferro, a lista é grande: A Ponte sobre o Drina, de Ivo Andrić, Gente Independente, de Halldór Laxness, O Sino da Islândia, de Halldór Laxness, Um, Ninguém e Cem Mil, de Luigi Pirandello, O Sonho dos Heróis, de Adolfo Bioy Casares, Plano de Evasão, de Adolfo Bioy, Casares, Garman & Worse – Um Romance Norueguês, de Alexander Kielland, e Viagem à União Soviética, de Urbano Tavares Rodrigues, há muito esgotado.

Em O Monarca das Sombras, o novo romance de Javier Cercas, o autor volta a tocar no tema da Guerra Civil espanhola. A edição é da Assírio & Alvim. A Livros do Brasil vai publicar a Chave de Cristal, e a Bertrand Origem, de Dan Brown

Pela Porto Editora vai sair Três Minutos Para o Juízo Final, do antigo agente do FBI Joe Navarro, e Mea Culpa, o romance de estreia de Carla Pais que a editora acredita ser um dos mais “prometedores do ano”. Para este mês, a Porto Editora guardou também Regresso da Primavera, de Sveva Casati Modignani, um dos nomes mais conhecidos da narrativa contemporânea italiana, Para Lá do Inverno, o novo romance de Isabel Allende, e a reedição de A Casa da Cabeça de Cavalo, de Teolinga Gersão, que venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 1995.

No mês em que se comemoram os 95 anos da Agustina Bessa-Luís, a Relógio d’Água vai publicar uma obra inédita, Deuses de Barro (com prefácio de Mónica Baldaque), e ainda reedições de Os Meninos de Ouro (com prefácio de Pedro Mexia) e de O Mosteiro (com prefácio de Bruno Vieira Amaral). Também em outubro, vai sair Pensamentos, de Blaise Pascal.

Quatro anos depois de Inferno, Dan Brown está de volta com um novo romance. Origem é lançado mundialmente a 3 de outubro, com a tradução portuguesa a chegar às livrarias um dia depois. Origem passa-se em Espanha, onde Robert Langdon — o famoso professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard que se tornou conhecido dos leitores com O Código Da Vinci — assiste ao anúncio de uma descoberta que “mudará para sempre o rosto da ciência”, no ultramoderno Museu Guggenheim.

Depois da publicação de História Universal da Pulhice Humana, Avelina, Criada Para Todo o Çerviço e Manual de Etiqueta, a E-Primatur vai lançar O Filho da Mãe, uma das obras mais importantes de José Vilhena, pela primeira vez reunida num volume só. ”Obra devidamente censurada, apreendida e destruída pela PIDE, constitui o retrato social mais impiedoso jamais feito da sociedade portuguesa e talvez uma das primeiras abordagens à política e ao crime escritas no tempo do outro senhor que, também ele, era um filho da mãe”, frisa a editora.

Em outubro, a E-Primatur vai também lançar o primeiro volume da obra completa de Luís de Camões, dedicado à épica e às cartas do autor de Os Lusíadas. Segundo a editora, esta edição, com o alto patrocínio da Presidência da República, “junta em si todas as descobertas e debates dos últimos anos para apresentar de forma definitiva o corpus de obras do poeta nacional por excelência”.

Em abril, a Livros do Brasil fez chegar às livrarias o há muito esgotado Bairro de Lata, de John Steinbeck. A sua continuação, Um Dia Diferente, chega agora em novembro. No mesmo mês, a editora vai também lançar O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine, no âmbito da coleção “Vampiro”. A Sextante vai publicar Veracruz, uma misteriosa história de amor de Oliver Rolin.

A Relógio d’Água, que nos próximos anos irá republicar as obras completas de Agustina Bessa-Luís, vai lançar em novembro mais dois títulos da autora — O Manto (com prefácio de João Miguel Fernandes Jorge) e As Pessoas Felizes (com prefácio de António Barreto). Pela mesma editora vai também sair Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia (autora distinguida com o Prémio Camões em 2015), Ressurreição, de Lev Tolstói, O Eco das Cidades Vazias, de Madeleine Thien, Passagem para a Índia, de E. M. Forster, A Tempestade, a última peça de William Shakespeare, e A Minha Luta 5, de Karl Ove Knausgård. De Jane Austen serão publicadas duas obras: Jack e Alice e Amor e Amizade.

A Porto Editora vai reeditar Cadernos de Lanzarote IV, de José Saramago. Veracruz, de Olivier Rolin, vai sair pela Sextante e Mulheres, de Eduardo Galeano, pela Antígona

Para novembro, a Porto Editora guardou duas reedições: Cadernos de Lanzarote — Diários IV, de José Saramago, e Cronovelenas, que junta as novelas A arte de morrer longe e Quando o diabo reza, de Mário de Carvalho. A Quetzal vai continuar a publicar as obras de Roberto Bolaño. Detetives Selvagens chega às livrarias a 3 de novembro. Já a Bertrand vai lançar Despertar, um novo livro de terror de Stephen King, e Lápides Partidas, de Aquilino Ribeiro.

Já perto do final do ano, a Tinta-da-China vai publicar um novo romance de Dulce Maria Cardoso e As Melhoras da Morte, de Rui Cardoso Martins. O número 10 da revista Granta também deverá chegar antes do início de 2018, com uma novidade: a partir deste número a revista passará a ter a mesma edição à venda em Portugal e no Brasil. A Antígona vai lançar um novo livro de Eduardo Galeano. Mulheres, um conjunto de relatos inspiradores sobre a resistência feminina no século XX, vai estar à venda a partir de 3 de novembro.

Na Elsinore, a grande aposta de novembro vai ser A Dança do Rapaz Branco, de Paul Beatty, vencedor do Man Booker Prize em 2016 com o romance O Vendido, também publicado pela editora. De acordo com a Elsinore, neste primeiro romance do escritor norte-americano, que segue a vida de um rapaz que se muda de Santa Monica para Los Angeles, onde se torna famoso, “já estão presentes os ingredientes que o têm singularizado no contexto da Literatura anglo-saxónica: escrita versátil, do erudito ao calão, humor subtil e inesperado, e uma atenção especial aos temas da raça e da condição afro-americana”. Além de A Dança do Rapaz Branco, a editora vai ainda lançar em novembro The Cove, de Cynan Jones (sem título em português), e um livro de contos de Marina Perezagua.

Em dezembro, a Relógio d’Água vai continuar a publicação das obras do norueguês Karl Ove Knausgård com Na Primavera. A editora vai ainda lançar um volume de obras escolhidas de Jane Austen, cujos 200 anos da sua morte se assinalaram no passado dia 18 de julho, e o policial Homens e Bestas, da norte-americana Donna Leon.

Histórias em verso

Em setembro a editora Relógio d’Água vai lançar O Pangolim e Outros Poemas, de Marianne Moore. A Dom Quixote vai publicar, no dia 12, uma antologia de poesia erótica e amorosa de Bocage, organizada e prefaciada por Fernando Pinto do Amaral.

Depois de vários adiamentos, a Assírio & Alvim vai publicar em setembro Poesia, de Eugénio de Andrade. O volume, que reúne toda a poesia de Andrade, foi feito a partir da última edição revista em vida pelo autor. O prefácio é de José Tolentino Mendonça. Também neste mês, vai sair Transporte no Tempo, de Ruy Belo, com prefácio de Manaíra Aires Athayde. A obra surge na sequência da publicação da obra completa do poeta pela Assírio & Alvim.

Três livros de poesia a sair em setembro pela Assírio & Alvim: a obra completa de Eugénio de Andrade, Transporte no Tempo, de Ruy Belo e Existência, de Gastão Cruz

Ainda pela mesma editora, vão sair Mike Tyson Para Principiantes, uma antologia poética de Rui Costa, Existência, o novo livro de poesia de Gastão Cruz, e duas reedições — Canções de Inocência e de Experiência, de William Blake (a tradução original de Jorge Vaz de Carvalho foi totalmente revista pelo tradutor), e Poemas, de José de Almada Negreiros, com um conjunto importante de inéditos e novas leituras.

Em outubro, a Relógio d’Água vai publicar dois livros de poesia: Poemas Escolhido, de W. B. Yeats, e Poemas, de John Donne. A Tinta-da-China vai publicar uma antologia do moçambicano Rui Knopfli, Nada Tem Já Encanto, no âmbito da coleção coordenada por Pedro Mexia.

A Assírio & Alvim vai continuar com a reedição das obras de Mário Cesariny com Primavera Autónoma das Estradas e Manual de Prestidigitação. A tradução de Cesariny de Iluminações – Uma Cerveja no Inferno, de Jean-Arthur Rimbaud, vai também voltar ao catálogo da Assírio & Alvim no final do ano. A obra estava esgotada há vários anos.

Pela Assírio & Alvim vão sair reedições de Primavera Autónoma das Estradas, de Mário Cesariny, e Poemas, de Almada Negreiros. Saudação a Walt Whitman / Canto de Mim Mesmo vai sair pela Guerra & Paz

A Guerra & Paz vai lançar um novo livro amarelo, que inclui a “Saudação a Walt Whitman”, de Álvaro de Campos, e o poema “A Song of Myself”, de Walt Whitman.

Pela Relógio d’Água vai sair Píticas, do poeta grego Píndaro. Já a Quetzal vai editar Sonetos de Petrarca, com tradução de Vasco Graça Moura.

Antes do final do ano, a Tinta-da-China vai publicar dois novos livros de poesia: um de Adam Zagajewski, poeta polaco que ganhou este ano o prestigiado Prémio Príncipe das Astúrias, e a Antologia de Poesia Erótica Brasileira, de Eliane Moraes.

Histórias reais deste e de outros tempos

A Tinta-da-China vai começar o mês de setembro com o lançamento de um clássico da não-ficção: A Revolução Russa, de Sheila Fitzpatrick. O livro percorre o período que vai desde fevereiro de 1917 até à Grande Purga, nos anos 1930, passando pela Guerra Civil e por toda a evolução do Partido Bolchevique. José Milhazes já escreveu sobre ele aqui no Observador. A crítica literária pode ser lida aqui.

Pela editora vai ainda sair Nu, de Botas, o regresso a Portugal de Antonio Prata, um dos mais amados cronistas brasileiros, e A Conquista do Inútil, do realizador alemão Werner Herzog. O livro — que vai integrar a coleção de literatura de viagens da editora — conta as aventuras da realização de “Fitzcarraldo”, o maior projeto cinematográfico de Herzog.

A Ítaca vai publicar em setembro Mercadores de gente, da jornalista e economista italiana Loretta Napoleoni, uma investigação meticulosa sobre a indústria do rapto no Médio Oriente e Norte de África que vale centenas de milhares de milhões de dólares anualmente. Pela Texto, vai sair História Íntima da Humanidade, de Theodore Zeldin. O livro chega às livrarias a 12 de setembro.

As Edições 70 vão editar Autobiografia, do utilitarista John Stuart Mill, e O Triunfo do Artista, Tzvetan Todorov. Neste livro, o historiador e filósofo toma como exemplo o período entre a revolução de outubro e a Segunda Guerra Mundial na Rússia para explorar a relação “entre criadores de diferentes áreas (literatura, pintura, música, teatro, cinema) e os líderes políticos do país, circunscrevendo o seu trabalho aos artistas deste período precisamente por considerar que ele foi particularmente profícuo”, de acordo com a sinopse divulgada pela editora.

Nu, de Botas, de António Prata, Abril e Outras Transições, de José Cutileiro, e A Revolução Russa, de Sheila Fitzpatrick, são algumas das novidades do mês de setembro

A Dom Quixote vai editar Abril e Outras Transições, um livro de memórias de José Cutileiro, Marcos da História que precisa mesmo de saber, de Ian Crofton, Modelos de Negócios para Equipas, de Tim Clarke e Bruce Hazen, e O Islão e o Ocidente, a Grande Discórdia, de Jaime Nogueira Pinto, numa nova edição e prefácio escrito à luz dos recentes atentados. Na Relógio d’Água, a lista também é grande: Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, de Maria Filomena Molder, A Ciência das Sombras, de Bernardo Pinto de Almeida, O Rio da Consciência, de Oliver Sacks, e Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges, um conjunto de seis conferências feitas na Universidade de Harvard entre outubro de 1967 e abril de 1968.

Pela Porto Editora vai sair Corações de Pedra — A Maldição Neoliberal, de Alfredo Barroso. A apresentação está marcada para 13 de setembro e contará com a presença de Catarina Martins, do Bloco de Esquerda. A Sextante vai publicar Reflexões sobre o Nazismo, do historiador Saul Friedländer, um dos grandes especialistas no nazismo e no genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A Gradiva vai lançar Tecnologia vs Humanidade, de Gerd Leonhard, mais um volume da coleção “Ciência Aberta”, enquanto que a Objetiva vai publicar Amando Pablo, Odiando Escobar, um relato autobiográfico de Virginia Vallejo, uma famosa apresentadora de televisão colombiana que manteve um relacionamento com Pablo Escobar, e ainda Uma Vida Alemã, de Thoren D. Hansen, sobre Brunhilde Pomsel, antiga secretária de Joseph Goebbel.

A editora vai ainda publicar em setembro História de Portugal Contemporâneo, de Yves Leónard, professor de História na Sciences Po, em Paris, e especialista em história contemporânea portuguesa. O livro, segundo a Objetiva, apresenta vários “acontecimentos e tendências que pautam o longo século XX português” que, “por motivos de clareza pedagógica, se sucedem numa dezena de capítulos organizados por ordem cronológica, de modo a refletirem os principais momentos de rutura da sua história política”.

O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas, de José Tolentino Mendonça, vai sair pela Quetzal. Delírio Total vai ser publicado pela Vogais, e Portugal Visto pela CIA pela Bertrand

Pela Orfeu Negro vai sair Problemas de Género — Feminismo e subversão da identidade, de Judith Butler. O lançamento da obra vai decorrer durante o Queer Lisboa, a 23 de setembro, no Cinema São Jorge. No final do mês, a Quetzal vai lançar O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas, de José Tolentino Mendonça.

A Bertrand vai editar A Economia Mais Forte do Mundo, de Joseph E. Stiglitz, e Portugal visto pela CIA, de Luís Naves e Eric Frattini. Este último percorre cerca de 40 anos da história portuguesa através dos registos mantidos pela CIA nos Estados Unidos da América. Além de documentos desclassificados — e entretanto disponibilizados online –, os autores consultaram alguns ficheiros que não se encontram acessíveis ao público. Estes surgem fac-similados no final do livro.

Os livros 7 Lições Para Ser Feliz, do filósofo francês Luc Ferry, A Internacionalização da Economia Portuguesa — Casos de Sucesso Empresarial, de Nuno Crespo e Maria João Tomás, e A Invenção da Ciência, de David Wootton, são as apostas da Temas & Debates para o mês de setembro. Este último, sobre a história da revolução científica, é “um desafio poderoso à ortodoxia que domina essa história”, refere a editora numa nota de imprensa.

A Cavalo de Ferro vai publicar dois dos livros mais conhecidos do búlgaro Elias Canetti — A Consciência das Palavras e Massa e Poder. Já na Vogais vai sair Delírio Total: Hitler e as Drogas no Terceiro Reich, o livro de Norman Ohler que deu muito que falar, Os Diários da Princesa, de Carrie Fisher.

O Mal Que Deploramos — O Drone, o Terror e os Assinatos-Alvo, o novo livro de José Sócrates, sai em outubro pela Sextante. No mesmo mês, a editora vai ainda lançar Muitas Coisas e Um Pássaro, um livro de Joaquim Pais de Brito, importante antropólogo português que, durante duas décadas, dirigiu o Museu Nacional de Arqueologia.

A Bertrand vai publicar Creta 1941, um livro do historiador Antony Beevor sobre a Batalha de Creta e a resistência grega à invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Publicada originalmente em 1991, a obra nunca tinha sido editada em Portugal. Chega às livrarias a 20 de outubro. Poucos dias depois, a 27 de outubro, será lançado Sombras — A Desordem Financeira na Era da Globalização, de Francisco Louçã e Michael Ash.

Pela Pergaminho vai sair Ser Feliz no Alasca, de Rafael Santandreu, e Autocontrolo, de Augusto Curry. A Tinta-da-China vai continuar com a publicação em Portugal da obra de Nelson Rodrigues. O próximo livro, ainda sem nome, será uma coletânea de crónicas de futebol.

A Relógio d’Água vai publicar neste mês Breves Notas sobre Literatura — Bloom, de Gonçalo M. Tavares, A Coragem do Desespero, de Slavoj Zizek, Os Diários, de Virginia Woolf e ainda A Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein. Já a Gradiva vai editar Um Racismo Imaginário, do escritor francês Pascal Bruckner, O Canto do Signo, de Eduardo Lourenço, Um Futuro para o Socialismo, de John Roemer, e ainda From Here to Infinity – A Vision for the Future of Science, de Martin Rees (ainda sem título em português).

Dormir Bem Para Viver Melhor, do neurologista e especialista na área do sono W. Chris Winter, Creta 1941, do historiador Antony Beevor e Ser Feliz no Alasca, de Rafael Santandreu, vão sair em outubro pela Porto Editora, Bertrand e Pergaminho, respetivamente

A Orfeu Negro vai editar O Exercício Experimental da Liberdade, do ensaista e curador Delfim Sardo. O livro é uma reflexão sobre as vanguardas e práticas artísticas do século XX. Dormir Bem Para Viver Bem, do neurologista e especialista na área do sono W. Chris Winter, vai sair pela Porto Editora (com prefácio do presidente da Associação Portuguesa do Sono, José Moutinho dos Santos). O livro, fundamentado cientificamente, inclui práticas e conselhos úteis que podem ajudar a melhorar o sono.

A Quetzal vai publicar O Livro de Emma Reyes — Memória por Correspondência, no qual a pintora colombiana relata as memórias da duríssima infância. “É também uma história de superação de inimagináveis circunstâncias por parte de uma mulher conduzida pela sua vontade férrea de liberdade”, refere a editora. Pela Quetzal vai ainda sair, mais perto do final do mês, o terceiro volume da Bíblia de Eduardo Lourenço e o primeiro dedicado ao Antigo Testamento, e Silêncio na Era do Ruído, do norueguês Erling Kagge, escritor, explorador e modelo da Rolex.

Já a Temas & Debates vai lançar Tempo de Raiva — Uma História do Presente, de Pankaj Mishra, e Moda e Feminismos em Portugal — O Género Como Espartilho, de Cristina L. Duarte. Para o final do mês, a editora guardou a publicação de O Caso da PIDE/DGS — Foram julgados os principais agentes da ditadura portuguesa?, de Irene Flunser Pimentel, que há muito se vem a debruçar sobre o tema, e Contra o Vento — Portugal, o Império e a Maré Anticolonial (1945-1960), de Valentim Alexandr.

A Guerra & Paz vai lançar A Revolução de Outubro, de Manuel S. Fonseca. Vindicação dos Direitos da Mulher, o famoso manifesto de Mary Wollstonecraft, vai sair pela Antígona a 6 de outubro. A tradução é de Elisabete Sousa. A Dom Quixote, por seu turno, vai editar Luta Armada, de Isabel do Carmo, um livro sobre as brigadas revolucionárias, A Tragédia de Um Povo — A Revolução Russa 1891 – 1924, de Orlando Figes, e Antologia do Pensamento Geopolítico e Filosófico Russo, de José Milhazes e João Domingues.

Em outubro chega o muito aguardado segundo volume de Os Romanov, de Simon Sebag Montefiore, dedicado ao período que vai desde 1603 a 1918. Também neste mês, a Vogais irá publicar Holocausto: Uma Nova História, de Laurence Rees, que durante 25 anos entrevistou sobreviventes e também responsáveis pelo genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A Temas & Debates vai lançar, a 3 de novembro, A Estranha Ordem das Coisas — A Vida, os Sentimentos e as Culturas Humanas, do cientista António Damásio. O lançamento do livro está marcado para 31 de outubro, na Escola Secundária António Damásio. No mesmo dia, chega às livrarias Livro Português das Fábulas, uma antologia de José Viale Moutinho. Lá mais para o final do mês, vai sair pela mesma editora À Lei da Bala — Terrorismo e Violência Política em Portugal no Século XX, de António Luís Marinho e Mário Carneiro.

Depois de Uma Vida, a autobiografia de Carlos Cruz, a Sextante vai lançar Conte-me Tudo — 12 Grandes Entrevistas realizadas pelo apresentar a personalidades como Álvaro Cunhal, Ramalho Eanes ou Mário Viegas. Pela Orfeu Negro vai sair Teatro Pós-Dramático, de Hans-Thies Lehmann, sobre o novo tipo de teatro que surgiu depois dos anos 60, mais permeável à incorporação de outras formas de arte e das novas tecnologias.

Em novembro, a Guerra & Paz vai publicar a correspondência de Hanna Arendt e Martin Heidegger e ainda A Escravatura, de João Pedro Marques, considerado um dos grandes especialistas mundiais na história da escravatura. A Gradiva vai lançar Da Natureza Humana, de Roger Scruton. A Cavalo de Ferro vai editar mais um de Elias Canetti, Língua Resgatada.

Livros para os mais novos

Em setembro, a Minotauro vai publicar A Rapariga que Bebeu a Lua, o aclamado livro de Kelly Barnhill (cujos direitos de adaptação para cinema já foram adquiridos pela Fox Animation) que conta a história de uma menina chamada Luna. A editora Presença vai lançar O Ódio Que Semeias, de Angie Thomas, bestseller do The New York Times, e O Leão Que Temos Cá Dentro, de Rachel Bright e Jim Field.

A Oficina do Livro vai lançar Charlie e a Fábrica de Chocolate, um clássico da literatura infantil de Roald Dahl, e Três amigos e um Desejo, de Benedita de Albuquerque. Os dois livros saem a 19 de setembro. A Orfeu Negro Mini vai editar Triângulo, de Mac Barnett e Jon Klassen, e Perdi-me No Museu Porque…, de Davide Cali e Benjamin Chaud.

A Porto Editora vai estrear uma nova coleção com a assinatura do pediatra Mário Cordeiro,”As Aventuras do Urso Malaquias”, que pretende entreter os miúdos ao mesmo tempo que ajuda os pais a lidar com determinados comportamentos que podem dar muitas dores de cabeça. Os dois primeiros volumes — Malaquias não gosta de perder e Malaquias não resiste a um chocolate – chegam às livrarias em setembro.

A Planeta guardou para outubro dois livros de banda desenhada pensados para os fãs da Guerra das Estrelas: Star Wars — Chewbacca, com argumento de Gerry Duggan e ilustrações de Phil Noto, e Star Wars — Lando, com argumento de Charles Soule e ilustrações de Alex Maleev.

Animais Selvagens do Norte, de Dieter Braun, e Boa Noite!, de Pierre Pratt, vão sair em outubro pela Orfeu Negro Mini. A Porto Editora vai lançar William Wenton e o Criptoportal, do norueguês Bobbie Peers, e As Piores Crianças do mundo, um conjunto de histórias sobre crianças com muitas manias do autor bestseller David Williams.

A Presença vai continuar com a publicação da edição ilustrada de Harry Potter, com desenhos de Jim Kay. Em outubro, chega às livrarias o terceiro volume, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. No mesmo mês, vai sair George a Lua Azul, de Stephen Hawking e Lucy Hawking, e O Pequeno Vampiro, de Angela Sommer-Bodenburg e Nicholas Waller. A adaptação cinematográfica do livro tema estreia está prevista para 19 de outubro em Portugal.

A Porto Editora vai publicar João Pestana, de Luísa Ducla Soares, e os dois primeiros livros da coleção “4Babies”, Duda, o leão que tinha medo e Tita, a zebra que não queria ler. Da autoria da psicóloga clínica Clementina Pires de Almeida, a coleção tem dicas para os pais. Também em outubro, vai sair Grandes, Para Quê?, mais um volume da coleção “Os Indomáveis F.C.”, e O Livro do Natal, de Maria Alberta Menéres.

Em novembro, a Planeta vai editar mais um livro da Guerra das EstrelasStar Wars — O Despertar da Força. O argumento é de Chuck Wending e as ilustrações de Luke Ross. A Presença vai publicar a edição ilustrada de Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, com desenhos de Olivia Lomenech Gill, Décima Viagem ao Reino da Fantasia, de Geronimo Stilton, e O Lápis Mágico da Malala, de Malala Yousafzai.

A Orfeu Negro Mini vai lançar A Minha Mãe, de Stéphane Servant e Emmanuelle Houdart. “Um álbum de grande formato, pleno de força e beleza, e também um cântico de amor a todas as mães”, refere a editora.

Nota: as datas dos lançamentos podem vir a ser alteradas.

Texto de Rita Cipriano, ilustração de Maria Gralheiro.
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