Explicador

Caos nas urgências. O que se está a passar nos hospitais portugueses?

Janeiro 201811 Janeiro 20181.675
João Francisco Gomes

Existe um plano para responder a picos destes? O que diz?

Pergunta 9 de 9

Durante o pico da gripe, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde implementam um plano de contingência para fazer frente ao natural aumento da afluência aos serviços de saúde. Idealmente, o plano passa por reforçar quer o número de camas disponíveis para internamento, quer as equipas dos serviços de urgência.

O aumento do número de camas pode resultar da abertura de serviços adicionais ou pela possibilidade de internar doentes em macas. No que toca ao reforço das equipas, este pode ser feito de duas formas: por um lado, deslocando profissionais de outros serviços, nomeadamente não desenvolvendo cirurgias ou consultas programadas para libertar esses profissionais para os serviços de urgência; por outro lado, através da contratação de mais profissionais.

“O que aconteceu este ano, contrariamente ao ano passado, em que foram admitidos enfermeiros ao abrigo do plano, é que este ano não foram autorizados”, diz a dirigente sindical, referindo que tal se deveu ao “atraso nas autorizações por parte do Ministério das Finanças”.

Entre outras medidas aplicadas ao abrigo destes planos, além do aumento do número de camas e do reforço das equipas, está a aplicação de horários alargados nos centros de saúde ou as consultas abertas nos hospitais.

Este ano, multiplicam-se as críticas à forma como o Ministério das Finanças está a gerir o financiamento destes planos de contingência. O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, já veio dizer que “as autorizações chegam às pinguinhas”, que às vezes “só são autorizadas metade das camas e outras vezes são autorizadas sem pessoal”. Esta semana, as Finanças ainda não tinham autorizado a maioria das novas camas e novas contratações.

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