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Explicador

O futuro do processo Sócrates: o que pode acontecer?

21 Novembro 2015126
Luís Rosa

E porquê a AT de Braga?

Pergunta 5 de 12

A explicação reside exclusivamente na grande confiança que Rosário Teixeira tem na competência e capacidade de trabalho de Paulo Silva, o inspetor tributário da AT de Braga. Essa confiança começou a ser construída na Operação Furacão — processo onde foram investigados sistemas de planeamento fiscal, que promoviam a evasão fiscal de algumas das principais empresas nacionais e que eram vendidos pelo BES, BCP, BPN e outros bancos como um produto bancário regular.

Foi precisamente a AT de Braga e a equipa de Paulo Silva que descobriu a ponta do iceberg daquele caso e que levou o DCIAP a recolher mais de 200 milhões de euros em receita fiscal. Acresce que Rosário Teixeira tem um problema de falta de confiança na PJ desde há vários anos. Paulo Silva tem um papel essencial na Operação Marquês. Não só foi a única pessoa a ouvir as escutas telefónicas a José Sócrates e aos principais arguidos durante largo tempo, como conhece os autos de fio a pavio e tem um know-how específico sobre o mundo financeiro que é muito útil para o MP.